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Site “Investir em Quê” vai trazer comparação dos produtos de investimento não só com base na rentabilidade passada, mas também nas projeções para o desempenho futuro
Na próxima vez que você digitar “investir em quê” no Google, é possível que um dos primeiros resultados da sua busca seja o de um site do Itaú. Na estratégia de contra-ataque contra as corretoras que já rendeu atritos com a sócia XP, o bancão prepara o lançamento de uma ferramenta de comparação de investimentos.
Poderia ser apenas mais um dos vários sites do tipo também disponíveis a partir de uma busca na internet. Mas o Itaú promete ir além e fazer a comparação não só com base na rentabilidade passada, mas também das perspectivas de ganho futuro dos produtos de investimento.
A projeção de retorno é baseada nos algoritmos usados hoje pelo banco para fazer suas recomendações de investimento. O objetivo com a plataforma não é indicar produtos e sim fornecer as informações para que o usuário tome suas decisões.
A promessa do “Investir em Quê” é fazer a comparação de forma isenta e entre todos os produtos da indústria, mesmo aqueles que não disponíveis na própria prateleira, me disse Claudio Sanches, diretor de produtos de investimento e previdência do Itaú.
O lançamento do site também faz parte de uma nova fase na estratégia da plataforma de investimentos do Itaú. Ao abrir a prateleira para produtos de terceiros, em 2017, o banco se dispôs a fazer uma espécie de curadoria e oferecer apenas aqueles que considerava os melhores para os clientes.
Mas agora o Itaú se mostra disposto a ampliar a oferta, num modelo mais parecido com o da XP Investimentos e outras plataformas. “O produto está virando commodity. Entendemos que o cliente valoriza mais hoje a isenção e a transparência”, disse Sanches.
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É aí que entra o “Investir em Quê”. O site pode se tornar uma ferramenta útil não só para o usuário que pretende comparar investimentos como para o próprio banco. “Se eu percebo que um produto que eu não tenho vem sendo muito procurado posso passar a oferecer também.”
Apelidada internamente de “Trivago dos Investimentos”, a ferramenta foi desenvolvida pelo próprio banco e já está em testes com funcionários. A previsão é que o lançamento para o público em geral seja no começo de agosto.
Na versão preliminar à qual eu tive acesso, o site permite a comparação entre os diferentes fundos a partir do valor que o usuário deseja investir. Em uma segunda fase, será possível também buscar produtos pelo nome ou CNPJ.
Após a busca, é possível filtrar os resultados por tipo de fundo e classificar por uma série de indicadores, como a rentabilidade, além de um critério que o banco chama de “relevância”.
Mas qual o critério usado para dizer qual fundo é mais relevante? O banco promete mais uma vez um algoritmo isento na hora de fazer essa classificação, que tem como base variáveis como a rentabilidade, patrimônio e crescimento no número de cotistas.
Ou seja, se o algoritmo do “Investir em Quê” estiver bem calibrado, os fundos mais comentados naquele momento tendem a aparecer entre os mais relevantes.
Dentro do conceito das novas empresas de tecnologia que o bancão se esforça para absorver, o site será lançado em módulos, começando pelos fundos de investimento e logo depois os de previdência. Mas o objetivo é mapear um total de 14 mil produtos disponíveis nos bancos e em plataformas, incluindo títulos privados como CDBs e debêntures.
Agora restam apenas ritos formais de homologação pelos conselhos de administração. A expectativa é que a eficácia da incorporação de ações ocorra no dia 30 de abril.
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