O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Dessas 500 empresas de grande porte, uma centena pode entrar com pedido de recuperação judicial, afirma o sócio da sócio da consultoria RK Partners
À frente de 120 reestruturações corporativas e da renegociação de R$ 180 bilhões em dívidas nos últimos dez anos, Ricardo Knoepfelmacher, sócio da consultoria RK Partners, calcula que ao menos 500 grandes empresas brasileiras - com faturamento anual acima de R$ 500 milhões e dívidas de mais de R$ 300 milhões - terão de passar por esse processo, em decorrência da crise detonada pelo novo coronavírus.
Ricardo K, como é conhecido, foi responsável pela reestruturação do Grupo X, de Eike Batista, e da Odebrecht, maior recuperação judicial do País. "Não descarto que dessas 500, uma centena tenha pedidos de recuperação judicial."
Para ele, a pandemia da covid-19 é um evento "sem precedentes", incomparável a crises anteriores, como a de 2008. "Temos hoje um choque de ausência de demanda. Setores inteiros da economia tiveram de parar durante meses."
A seguir, os principais trechos da entrevista.
O cenário ficou muito mais complicado depois da pandemia da covid-19. Setores inteiros tiveram queda abrupta de faturamento e alguns nunca mais vão voltar a ser o que eram. Das 1.000 maiores empresas brasileiras, 240 foram gravemente afetadas. A situação, que antes estava muito localizada nas empresas médias, agora perpassa todas. Das pequenas, muitas vão desaparecer. As médias ficaram muito doentes e as grandes, que no geral passavam bem, foram gravemente afetadas em vários setores. Em geral, os pequenos empreendedores têm, no máximo, dois meses de caixa para sobreviver. Está havendo uma epidemia no judiciário de pedidos de liminares para o não pagamento de dívidas.
Mais de 500 empresas grandes, com faturamento de mais de R$ 500 milhões por ano e dívida acima de R$ 300 milhões, vão precisar de reestruturação. Monitoramos empresas com dívida de mais de 3 vezes em relação ao Ebitda (geração de caixa, antes de lucros, impostos, depreciação e amortização), muito alavancadas. Não descarto que, dessas 500, uma centena tenha pedidos de recuperação judicial.
Leia Também
Os setores mais afetados e com grandes incógnitas sobre seu futuro - e essa é uma grande diferença - são aviação, entretenimento, restaurantes, turismo e hotelaria. Com as barreiras impostas, algumas empresas aéreas tiveram 70% de queda no faturamento. Há um segundo grupo muito afetado, que são empresas de óleo e gás e usinas de açúcar e álcool. Elas sofreram um problema duplo, com a pandemia seguida da queda de preços do petróleo. Petrobrás e Raízen já estão avisando às usinas que vão parar de comprar entre 50% e 70% da produção. É um choque de demanda gravíssimo. No varejo, o aumento do faturamento com comércio eletrônico não compensa a queda nas lojas físicas. É um setor com margem muito baixa e que deve enfrentar grandes problemas. Têxtil, logística, construção e engenharia, empreendimentos imobiliários e venda de veículos também.
Hoje, o pedido de recuperação judicial não funciona bem para uma empresa pequena. É um processo caro. Estamos discutindo com juristas como permitir uma recuperação judicial de empresas de pequeno porte. Muitas vão fechar. Nas médias e grandes, daqui a três meses, vamos ver uma enxurrada de pedidos de recuperação judicial.
A única analogia possível é com a crise de 1918 (gripe espanhola), que ocorreu num mundo não conectado. Nunca tivemos crise parecida. A crise do Lehman Brothers (2008) não é igual. Temos hoje um choque de ausência de demanda. Por uma decisão dos governos, setores inteiros da economia tiveram de parar durante meses. A única coisa parecida que tivemos no Brasil foi a Lava Jato no setor de infraestrutura e construção, quando as empresas perderam seu principal cliente, o governo, e tiveram de se adaptar de uma hora para outra a perder 70% a 90% de seu faturamento. A diferença agora é que nós não sabemos quando vai acabar.
Neste momento, há pela parte dos credores, em geral, o reconhecimento de que essa é uma situação muito grave e sem precedentes. Quando os pleitos são legítimos, os credores estão abertos a negociar e, em geral, estão postergando os vencimentos das dívidas, com ou sem auxílio judicial. Haverá uma segunda etapa, na qual essas postergações vão começar a machucar os balanços dos bancos.
Apesar de ir na direção certa, o pacote (de ajuda) do governo tem dois grandes problemas. O primeiro é que países desenvolvidos, sem a iniquidade social do Brasil, liberaram na média entre 8% e 12% do PIB para soluções de diminuição da angústia econômica. Aqui, não chega a 5%. Independentemente da ideologia, o Estado tem de atuar. Aí vem o segundo problema do remédio brasileiro: o País tem hoje um governo com aspiração liberal, com dificuldade de entender como ser intervencionista numa crise.
Menino da Malásia comprou domínio com as iniciais de seu nome em 1993; anos depois ganhou milhões com o investimento
Segundo o FGC, cerca de 160 mil credores poderão ser ressarcidos após a liquidação do Banco Pleno; veja os próximos passos
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a +Milionária é a loteria da Caixa com o maior prêmio em jogo na noite desta quarta-feira (28), mas outras modalidades também prometem prêmios milionários hoje. Confira os valores.
Sem acordo entre EUA e Irã, Brent pode seguir firme; com diplomacia, banco projeta queda e reação da Opep+
Pode ser que você conheça alguém que é milionário e nem percebeu por causa dos hábitos dessas pessoas
Com declaração pré-preenchida ou sem, o indicado é reunir todos os documentos e revisar as informações antes de submetê-las ao Fisco
Linha subsidiada pelo Tesouro busca dar fôlego ao agronegócio e reduzir risco de retração na produção
Não tem o menor problema conversar com uma planta. Isso só é um problema se você ouvir uma resposta, diria um psiquiatra. Mas não se você estiver no Jardim Botânico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Pode até parecer mentira, mas visitantes do jardim podem conversar com o total de 20 plantas e, o mais […]
A tormenta do Banco do Brasil, a fatura da crise do Banco Master e o Pé-de-Meia foram destaque no Seu Dinheiro; veja as matérias mais lidas dos últimos dias
A Receita Federal mantém uma fiscalização forte sobre as operações de crédito, que obriga as instituições financeiras a reportarem movimentações que ultrapassem R$ 2 mil mensais
Enquanto a Quina e a Mega-Sena acumularam, a Lotofácil fez três vencedores ontem. Confira os números sorteados nas principais loterias da Caixa Econômica Federal
Segundo Alexandre de Moraes, o Supremo decidiu, em 2019, que guardas municipais não têm direito à aposentadoria especial por atividade de risco, e vigilantes não poderiam ter mais benefícios
Exército se prepara para a possibilidade de operações prolongadas caso o presidente Donald Trump ordene um ataque contra o Irã
Banco Central informa que 5.290 chaves Pix do Agibank tiveram dados cadastrais expostos após falha pontual no sistema da instituição
O mundo rico deveria temer as consequências de juros altos para a economia, de olho nos problemas que essas taxas geram no Brasil
Uma alteração momentânea no ano passado fez a cidade se tornar a primeira capital cerimonial do país no século XXI
O Instituto Federal do Ceará (IFCE) divulgou dois editais de concurso público voltados a professores e técnicos administrativos
Dados do FGV IBRE revelam a maior insatisfação dos trabalhadores brasileiros
As loterias da Caixa costumam parar somente aos domingos e nos feriados nacionais. Elas terão calendário alterado durante o Carnaval. Confira a seguir.
Lotofácil foi a única loteria a fazer novos milionários na rodada de quinta-feira. Ganhador recorreu à chamada “teimosinha”.