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2020-10-28T17:53:16-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Negócio polêmico

Linx contesta convocação de assembleia da Totvs sobre protocolo de incorporação

Linx informa que não assinou documento com a Totvs e menciona artigo da Lei das S/A que determina que o protocolo do processo de incorporação precisa ter o aval de ambas as companhias

28 de outubro de 2020
15:16 - atualizado às 17:53
Linx
Imagem: Shutterstok

Quem vai ficar com a Linx? A disputa pela empresa de tecnologia para o varejo ganhou novos capítulos com a decisão da Totvs de convocar uma assembleia de acionistas para aprovar o protocolo e justificação de incorporação da companhia. A reunião foi marcada 27 de novembro.

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Quem não gostou nada da história foi a administração da Linx. A empresa contestou o documento da Totvs e informou não ter firmado nenhum protocolo com a companhia.

Em um comunicado à CVM, a Linx menciona a Lei das S/A, que determina que o protocolo sobre as condições de um processo de incorporação precisa ser assinado por ambas as companhias.

De fato, o documento só tem validade com o aval de ambas as partes. A dúvida é se há algum impedimento para que a Totvs "adiante" o processo aprovando inicialmente o protocolo com seus próprios acionistas.

A Totvs disputa a Linx com a Stone, cuja oferta foi a escolhida pelo conselho de administração da empresa. A assembleia de acionistas que vai decidir sobre a proposta da Stone foi marcada para o dia 17 de novembro.

Caso os acionistas rejeitem a proposta, a Linx poderá conversar com a Totvs. O problema é que o acordo com a Stone prevê uma multa caso a oferta não seja aprovada pelos acionistas.

Histórico da briga

O conselho de administração da Linx assinou contrato de venda para Stone no dia 11 de agosto, por R$ 6,04 bilhões. O negócio, contudo, provocou forte polêmica no mercado por envolver um pagamento diferenciado aos fundadores da Linx, por meio de acordos de não-competição com a Stone.

A Totvs entrou na disputa pela Linx com uma proposta de R$ 6,1 bilhões dias depois do negócio com a Stone, com uma oferta que não prevê pagamento adicional a conselheiros da empresa.

Diante da polêmica e da proposta concorrente, a Stone aumentou o valor da oferta pela Linx para R$ 6,28 bilhões em 1º de setembro, mas manteve o acordo com os fundadores, ainda que em condições menos vantajosas em relação à oferta original.

CVM e B3

A questão sobre a oferta da Stone chegou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A área técnica da autarquia determinou que os fundadores da Linx devem ser impedidos de votar na assembleia de acionistas da companhia que decidir sobre a proposta de venda. Eles recorreram da decisão ao colegiado da CVM.

Nesta semana, o acordo com a Stone sofreu um novo revés com a posição da B3 contrária à multa imposta caso os acionistas rejeitem a transação.

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