O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Grupo quer dar mais visibilidade aos negócios, mas avaliação de especialistas sobre a proposta não é consenso; mercado têm exemplos de separações que prometeram e até agora não entregaram
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) entrou na onda de fazer a cisão de um de seus negócios — no caso a rede de atacarejo Assaí — em uma unidade separada na bolsa. Um dos objetivos é "destravar o valor" da empresa, e a disparada das ações da rede na B3 sinaliza que o mercado comprou a ideia.
Os papéis da companhia (PCAR3) fecharam em alta de 14,8%, a R$ 71,35. Desde janeiro, as ações da empresa têm queda de cerca de 20%. A medida proposta faria com que o dono de ações do GPA recebesse participação igualmente proporcional em cada uma das novas empresas.
Segundo o grupo, a reestruturação envolveria a separação do GPA em duas empresas listadas diferentes: CBD, incluindo as operações de Multivarejo (33% das vendas) e América Latina (Éxito; 27% das vendas), e Assaí (40% das vendas).
Analistas do Credit Suisse dizem que a proposta pode trazer alguma luz para a negociação dos papéis — na visão deles, incorretamente precificados. O preço-alvo para as ações em 12 meses é de R$ 112, o que representaria uma alta de 80% sobre o preço de ontem.
Segundo os especialistas do banco suíço, o atacarejo do grupo valeria R$ 17 bilhões, considerando o desempenho do Assaí nos últimos cinco anos e a atuação da concorrência. Mas nesta quarta o GPA inteiro valia R$ 16,6 bilhões, lembram Victor Saragiotto e Pedro Pinto.
"A avaliação atual implica em quase nenhum valor para o Éxito, para o multivarejo e para outros negócios — o que não é justo, principalmente levando em conta o momento operacional para o varejo alimentar no Brasil", dizem.
Leia Também
O analista da XP Investimentos Pedro Fagundes, embora reconheça o "potencial valor a ser destravado pela separação dos negócios", diz que as informações divulgadas pela companhia permitem uma estimativa ainda não ideal de avaliação por soma das partes.
"A separação dos dois negócios poderia gerar ineficiências, como redundância da estrutura administrativa", diz. "Na nossa visão é pouco provável que o mercado atribua um múltiplo igual ao atual ou maior para a operação de GPA (ex-Assaí), dado o menor potencial de crescimento".
A recomendação da casa para os papéis é neutra, com preço-alvo de R$ 70,00 ao final de 2020. "Atualmente, vemos as ações do GPA negociando a um múltiplo P/L de 17,5x em 2021, que avaliamos como justo", afirma Fangundes.
A ideia de separar negócios para "destravar" o valor das empresas de um grupo não é nova. Recentemente, a Cogna, por exemplo, listou as ações da subsidiária Vasta — no entanto, o desempenho dos papéis até agora decepcionou o mercado. A baixa da empresa (VSTA) é de quase 20%.
Segundo a Squadra Investimentos, esse tipo de divisão reduz o fluxo de caixa porque cria ineficiências do ponto de vista fiscal e de balanço patrimonial. A avaliação foi feita à luz de IPOs no exterior — a listagem do Assaí seria na B3.
Ainda assim, a gestora lembrou as aberturas de capital dos programas de fidelidade da Gol — o Smiles — e da Latam — o Multiplus. Na análise da casa, a "parte boa" vai à bolsa, mas o conglomerado é obrigado a carregar as despesas.
A Squadra afirmou que entende o racional de algumas das listagens de subsidiárias que vêm sendo apresentadas ao mercado, mas que não concorda com "grandes animações" e percepções de geração de valor decorrentes destes eventos.
Os resultados mostram que o cenário de consumo ainda está frágil, com juros altos e endividamento das famílias
Mercado espera resultado mais fraco, com foco nos sinais de evolução da inadimplência e da qualidade de ativos. Veja o que dizem os analistas
Com foco em crédito e soluções financeiras para investimentos em estrutura e maquinário, o BTG Pactual se posiciona como banco parceiro na Agrishow 2026
Companhia entrega balanço robusto em meio a cenário global mais apertado para o aço; veja os principais destaques do resultado e o que dizem os analistas
Mesmo com queda trimestral esperada, projeções indicam Ebitda acima de US$ 4 bilhões, impulsionado por metais básicos
A Metalúrgica Gerdau também anunciou nesta segunda-feira (27) o repasse de R$ 105,9 milhões (R$ 0,08 por ação) aos acionistas, com pagamento agendado para o dia 10 de junho
A empresa de saneamento de São Paulo vota nesta terça-feira (28) o desdobramento de seus papéis, e o Seu Dinheiro conta como funciona o ajuste de preço, as datas de corte e o impacto para quem já tem SBSP3 na carteira
Ao tirar Shell, ONGC e Brava do Campo de Argonauta, a estatal elimina as burocracias de negociação, simplifica a gestão e encerra processos de equalização que costumam dar dor de cabeça (e tomar tempo) para as petroleiras
Para analistas do UBS BB, tarifas antidumping contra a China e preços mais altos podem destravar valor para USIM5; Morgan Stanley está menos otimista
Com novo programa de recompensas e benefícios, banco quer fisgar cliente que fica no meio do caminho entre varejo e private, afirmou Thiago Mendonça ao Seu Dinheiro; veja a estratégia
Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos
A Embassair oferece uma plataforma completa de serviços para a aviação executiva, incluindo abastecimento de aeronaves e atendimento a passageiros, com operação 24 horas por dia
A companhia tem 37 concessões em rodovias, aeroportos e trilhos e pode mudar de mãos para pagar dívida entre Bradesco e Grupo Mover
A companhia tenta levantar até R$ 5 bilhões em novo capital e negocia alternativas com credores, que pressionam por mudanças na governança e discutem conversão de dívida em participação acionária
A empresa teve três CFOs em menos de três meses. Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, durou pouco mais de um mês no cargo, e deu espaço à Vieira, agora substituído por Quintino
Inadimplência, provisões e pressão no lucro devem dominar os balanços do 1T26; veja o que esperar dos resultados dos grandes bancos
Bancos e indústria chegam com projeções otimistas para o 1T26, enquanto o mercado monitora sinais sobre demanda e rentabilidade
As partes envolvidas, Ecopetrol e demais acionistas, estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle
A Sabesp afirmou que avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE por meio de uma relação de troca
Mesmo com execução melhor que o esperado e recuperação operacional em curso, analistas avaliam que juros altos, competição e upside limitado justificam recomendação neutra para BBDC4