Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Entrevista exclusiva

O presidente da Mastercard diz como você vai pagar suas compras após a pandemia

Além do aumento do uso de meios eletrônicos nas compras, João Pedro Paro Neto aposta na consolidação dos pagamentos por aproximação e menor uso do dinheiro de papel

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
27 de maio de 2020
5:57 - atualizado às 7:38
João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard Brasil e Cone Sul
João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard Brasil e Cone Sul - Imagem: Divulgação

Desde o início de março, o presidente da Mastercard para o Brasil e Cone Sul, João Pedro Paro Neto, esteve apenas três vezes fisicamente no escritório. A empresa de meios de pagamento foi uma das primeiras a adotar o esquema de home office no país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas não foi apenas uma questão de pioneirismo. O sistema de trabalho remoto precisou ser adotado às pressas logo depois da confirmação de que um funcionário havia contraído coronavírus.

A mudança na rotina de trabalho aconteceu ao mesmo tempo em que a Mastercard precisou se adaptar a uma realidade na qual os pagamentos migraram de forma abrupta do meio físico para os canais eletrônicos.

O distanciamento social em consequência da pandemia também acabou por acelerar a tendência de redução do uso do dinheiro como forma de pagamento, me disse Paro Neto, em uma entrevista por telefone.

Mas não só. Os protocolos sanitários no pós-crise também mudar a forma como fazemos as compras do dia a dia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em vez da tradicional digitação da senha na maquininha, o presidente da Mastercard diz que uma parcela maior dos pagamentos será realizada com uma simples aproximação na maquininha do cartão, celular ou outro dispositivo, como o relógio.

Leia Também

Outras formas de vender

Com a quarentena imposta pelo coronavírus, boa parte dos estabelecimentos comerciais precisou se adaptar para tornar seus produtos disponíveis nos canais digitais, o que torna praticamente mandatório que as transações passem por algum arranjo de pagamento como o da Mastercard.

“A grande maioria das companhias encontrou outras formas de vender, muitas tiveram que mudar de forma muito rápida e nós ajudamos nisso” – João Pedro Paro Neto, Mastercard

O principal desafio para a companhia nesse período foi melhorar a qualidade das transações online. Isso porque uma parte não desprezível dos pagamentos acaba não se concretizando por problemas no fluxo de informações entre os estabelecimentos, as adquirentes e os emissores de cartões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com uma nova tecnologia de autenticação, a Mastercard espera aumentar a taxa de aprovação das transações, que hoje está em dois terços do total, para até 90%.

Essa já era uma agenda em andamento pela companhia, mas que teve de ser acelerada diante da necessidade provocada pelo isolamento social, segundo Paro Neto.

Fim do dinheiro?

A necessidade de maior distanciamento provocada pelo coronavírus acabou estimulando o uso dos meios eletrônicos em detrimento do dinheiro de papel. Para o presidente da Mastercard, essa é outra tendência de mercado que foi acelerada pela pandemia.

Nesse “novo normal”, ele avalia que o volume de transações por cartões e outras formas que não envolvem o papel-moeda pode chegar a 60% rapidamente. Hoje esse percentual está pouco abaixo dos 45%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma pesquisa realizada pela Mastercard durante a pandemia mostrou que 14% dos entrevistados no Brasil deixaram de usar dinheiro, e 63% diminuíram significativamente o uso nesse período.

O mesmo levantamento constatou um aumento dos pagamentos por aproximação. Essa é uma grande aposta da companhia, que lançou recenetmente a tecnologia em pedágios e também no transporte público.

O presidente da Mastercard diz que o aumento dos pagamentos por aproximação devem permanecer na volta da economia, e não só por questões de protocolos de saúde.

A pesquisa da Mastercard apontou que 75% dos entrevistados que começaram a fazer pagamentos sem a necessidade de digitar a senha na maquininha disseram que continuarão se valendo da tecnologia mesmo após o fim da pandemia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As compras na quarentena

A Mastercard naturalmente ganha com a tendência de migração mais acelerada para os pagamentos por meios eletrônicos. Mas com a parada brusca na economia forçada pelo coronavírus, o saldo acaba sendo negativo para a empresa.

“O efeito existe e é grande, principalmente no início. A queda no total de transações chegou a 20% no começo de abril, em relação ao mesmo mês do ano passado, mas hoje está mais perto de um dígito”, disse Paro Neto.

Com capital aberto na bolsa de Nova York (Nyse), a Mastercard decidiu retirar as projeções (guidance) para o desempenho neste ano em razão da pandemia. No início do ano, a companhia projetava um crescimento de pouco acima de 10% das receitas globais.

Aqui no Brasil, o relatório produzido pela empresa e que mede as vendas no varejo em todos os tipos de pagamento capta bem esse impacto. Enquanto as vendas no comércio eletrônico registraram um avanço 51,6% em abril na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume total caiu 23% na mesma comparação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde o início do ano, houve queda forte nas vendas de itens como combustíveis e eletrônicos. Já outros segmentos têm surpreendido com quedas menores, como o de materiais de construção. “Com a quarentena, muitas pessoas aproveitaram para arrumar as coisas de casa.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PROTEÇÃO

Com R$ 1,3 bilhão em dívidas, Alliança Saúde (AALR3) pede socorro contra RJ e recebe liminar para negociar dívidas

20 de março de 2026 - 12:32

A Alliança, ex-Alliar, pediu uma suspensão de débitos por 60 dias, alegando a necessidade de evitar uma recuperação judicial

TRANSIÇÃO

Antigo conhecido do Santander: quem é Gilson Finkelsztain, que deixará a B3 para assumir o cargo de CEO no banco

20 de março de 2026 - 10:33

Entre 2017 e 2026, a B3 mais que dobrou sua receita, ampliou o número de produtos disponíveis ao investidor e abriu novas frentes de negócios

DINHEIRO NA CONTA

Proventos na veia: Lojas Renner (LREN3) e Cemig (CMIG) anunciam mais de R$ 875 milhões em JCP; veja detalhes

20 de março de 2026 - 9:30

Renner paga em abril, enquanto Cemig parcela até 2027; ambas definem corte em 24 de março e reforçam a volta dos proventos ao radar em meio à volatilidade do mercado

FALTA DE VISIBILIDADE

Como a guerra no Irã fez a Riachuelo (RIAA3) desistir de oferta de ações que ajudaria na expansão da companhia

20 de março de 2026 - 8:31

Com planos de expansão no radar, varejista pausou captação de até R$ 400 milhões diante da volatilidade global e mantém foco em execução operacional e crescimento da financeira

O BOM FILHO À CASA TORNA

Troca de guarda: Gilson Finkelsztain deixa a B3 para assumir a presidência do Santander Brasil

19 de março de 2026 - 19:55

A saída de Leão ocorre após quatro anos no posto; executivo deixa de herança um plano para o ROE do banco chegar a 20% até 2028. Saiba também quem pode comandar a B3.

ILUMINADA!

Os R$ 50 bilhões da Eneva (ENEV3): empresa flerta com valor de mercado inédito após leilão histórico

19 de março de 2026 - 16:43

Na véspera, as ações da companhia do setor elétrico subiram 15%, embaladas pelo sucesso do certame; CEO fala em oportunidades à frente

ENTRE QUEDA E OPORTUNIDADE

O ‘roxinho’ ficou barato? UBS eleva recomendação do Nubank e vê oportunidade de valorização à frente

19 de março de 2026 - 15:47

Ação do banco digital caiu em 2026, mas analistas enxergam descompasso entre preço e fundamentos — e oportunidade para o investidor

DESTAQUES DO MERCADO

PicPay supera expectativas no balanço do 4T25, mas não escapa de queda forte na Nasdaq. O que dizem os analistas?

19 de março de 2026 - 14:21

Apesar de lucro e receita acima do esperado na fintech, o mercado reage ao contexto geopolítico, com maior aversão ao risco no pregão

RECOMENDAÇÃO NEUTRA

Dívidas e inflação: o desafio está maior para frigoríficos, e BTG recomenda cuidado com ações da MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3) após 4T25

19 de março de 2026 - 12:15

O BTG Pactual manteve recomendação neutra para MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25)

DE SAÍDA

Dívidas, perdas e pressão: Nelson Tanure deixa conselho da Light (LIGT3) em meio a polêmicas e investigações

19 de março de 2026 - 11:32

Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia

DINHEIRO ESQUECIDO?

Quase R$ 800 milhões parados no FGC: milhares de investidores ainda não foram buscar dinheiro do Banco Master

19 de março de 2026 - 10:32

Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu

DIRETO PARA O BOLSO

Tim (TIMS3) pagará R$ 390 milhões em JCP aos investidores; veja quem recebe o benefício

19 de março de 2026 - 10:03

O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026

DÍVIDAS

CSN (CSNA3) confirma fase final de negociação de empréstimo, com a venda da CSN Cimentos como garantia

19 de março de 2026 - 9:22

A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas

BALANÇO

PicPay apresenta o primeiro resultado desde o IPO, com lucro 136% maior no 4T25

18 de março de 2026 - 19:51

O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024

DISPUTA NO LAST MILE

Na guerra do e-commerce, vence o mais rápido: FII fecha contrato com Mercado Livre (MELI34) para galpão logístico sob medida em São Paulo

18 de março de 2026 - 16:01

O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo

INVESTOR DAY

Rombo do FGC bate à porta de banco capixaba: Banestes terá que desembolsar R$ 120 milhões após crise no Master, diz CFO

18 de março de 2026 - 15:33

Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração

VEM MAIS UM RESFRIADO AÍ?

Hapvida (HAPV3) cai até 6% com prévia da ANS e expectativa pessimista para o balanço do 4T25; o que pesou nas ações?

18 de março de 2026 - 15:05

O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo

ADEUS AO BRASIL?

Café com pipoca: 3corações compra marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões, e General Mills deixa operações no Brasil

18 de março de 2026 - 9:39

3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil

NOVOS CEOS NO PEDAÇO

Cury (CURY3): troca no comando depois de três décadas traz algum risco? BTG Pactual responde

17 de março de 2026 - 18:39

Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia

DESDOBRAMENTO DAS CRISES

Adeus, Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3): dupla com recuperações extrajudiciais é cortada do Ibovespa

17 de março de 2026 - 17:45

Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar