Novo plano de cinco anos da Embraer será concluído ‘em breve’ e tratará de potenciais parcerias
Após o fracasso no acordo com a Boeing, a Embraer está revisando seu plano estratégico — e, segundo seus executivos, potenciais novas parcerias poderão fazer parte das diretrizes para os próximos anos

Ainda atordoada pelo turbilhão que mistura a Covid-19 e o rompimento da parceria com a Boeing, a Embraer diz estar em processo de revisão de seu plano estratégico para os próximos cinco anos — e as diretrizes para o período podem, inclusive, abrir espaço para potenciais novas parcerias.
Em teleconferência com analistas e investidores, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse esperar que a revisão dos planos seja concluída 'nos próximos meses'. Sem dar muitos detalhes, ele adiantou apenas que questões relacionadas à reintegração de áreas que já haviam sido separadas por causa do acordo com a Boeing serão contempladas no documento.
A fabricante de aeronaves teve um primeiro trimestre complicado, com um prejuízo líquido de R$ 1,276 bilhão e uma queda de 7,9% na receita na base anual, para R$ 2,874 bilhões. A fraqueza dos resultados se deve, em grande parte, ao mau desempenho do setor de aviação comercial: a divisão contou com apenas cinco entregas entre janeiro e março e teve uma baixa de 40,2% no volume financeiro das vendas.
Apesar desse resultado decepcionante, os executivos da Embraer destacaram que o primeiro trimestre do ano costuma ser sazonalmente mais fraco no segmento comercial. Além disso, por mais que o surto de coronavírus tenha colocado toda a aviação civil em modo de espera, nenhum pedido por aeronaves foi cancelado — no máximo, há discussões para a postergação das entregas.
"Em alguns mercados-chave para a aviação comercial, como Europa e EUA, já começamos a ver a atividade retornando aos poucos, muitas vezes com voos regionais e aeronaves de porte menor", disse Antonio Garcia, vice-presidente executivo financeiro, ressaltando que um cenário de maior densidade de voos mais curtos seria benéfico para a Embraer.
Leia Também
[captacao]
Executivo e defesa em alta
Se a divisão de aviação comercial teve um desempenho mais fraco entre janeiro e março deste ano, os segmentos de aviação executiva e de defesa e segurança mostraram resiliência.
A receita líquida do setor de aviação executiva aumentou 30,7% na base anual, para R$ 587,6 milhões, mesmo com um volume menor de entregas: foram 9 aviões, dois a menos que no primeiro trimestre de 2019. Tudo isso por causa do mix mais favorável, com mais aeronaves de porte maior sendo vendidas.
Como resultado, os executivos da Embraer destacaram que as margens do setor de aviação executiva ficaram positivas no trimestre, dando continuidade à tendência de recuperação vista nos períodos anteriores. No segmento de defesa, as margens ficaram 'em dois dígitos', de acordo com a empresa.
O que o mercado achou?
Apesar do prejuízo bilionário, as ações ON da Embraer (EMBR3) fecharam em alta de 3,64%, a R$ 7,41. A sinalização de que potenciais parcerias estão no radar da empresa se sobrepôs às dificuldades enfrentadas pela companhia no trimestre.
Além disso, uma notícia publicada pelo Valor Econômico também ajuda a injetar ânimo nas ações da Embraer: segundo o jornal, a companhia está perto de fechar um empréstimo de US$ 600 milhões com o BNDES e um grupo de bancos, medida que traria fôlego adicional para atravessar o atual momento de dificuldades.
MERCADO EM EXPANSÃO
Rival da B3 quer estrear em 2027 e promete reduzir custos e ampliar opções para quem investe em ações, ETFs e FIIs
15 de outubro de 2026 - 17:10DOS MIMOS ÀS PROTEÍNAS
Black Friday 60% maior: como o iFood quer provar de vez que não é mais um aplicativo de entregas de refeições
15 de outubro de 2026 - 16:35ATENÇÃO, INVESTIDOR
INBR32 dá adeus à B3: prazo para decidir o destino dos BDRs do Inter termina nesta sexta-feira; veja as opções
15 de outubro de 2026 - 10:50ESTRUTURAS INTACTAS
O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
15 de outubro de 2026 - 6:06ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: dona da Vivo (VIVT3) vai distribuir R$ 450 milhões em proventos; confira os prazos
14 de outubro de 2026 - 19:14EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio
14 de outubro de 2026 - 19:03PARA ALÉM DAS ACADEMIAS
Juros são o maior desafio da Smart Fit (SMFT3), segundo o CEO. Como a líder do setor fitness tem crescido nesse cenário?
14 de outubro de 2026 - 17:45SAÚDE NA BOLSA
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
13 de outubro de 2026 - 19:51DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
13 de outubro de 2026 - 19:21ESPAÇO PARA FATURAR BILHÕES
O jogo virou para o Magazine Luiza (MGLU3)? Itaú BBA eleva recomendação para compra com alívio nos juros e crise na Casas Bahia (BHIA3)
13 de outubro de 2026 - 12:45DESALAVANCAGEM EM FOCO
CSN (CSNA3) põe siderúrgica alemã à venda; negócio de R$ 3,1 bilhões vai resolver sua dor de cabeça bilionária?
12 de outubro de 2026 - 10:59ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
12 de outubro de 2026 - 10:03NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?
Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
10 de outubro de 2026 - 9:08ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Santander (SANB11) distribuirá R$ 1,5 bilhão aos acionistas; saiba quem mais paga
9 de outubro de 2026 - 19:34Conteúdo Market Makers
Bancos vão investir R$ 3 bilhões em inteligência artificial e soluções de dados em 2026: O que eles já descobriram que você ainda não aplica?
9 de outubro de 2026 - 13:00Conteúdo Empiricus
Qual a importância de saber o valor real da sua empresa? Conheça uma forma gratuita de calculá-lo
9 de outubro de 2026 - 12:00ENERGIA NA MIRA
Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco
9 de outubro de 2026 - 9:37NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs
9 de outubro de 2026 - 5:01RECOMENDAÇÃO