🔴 CRIPTO VOLTOU? VEJA COMO BUSCAR MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 214 VEZES – CLIQUE AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

entrevista

Selic precisa cair para perto de 2%, diz ex-diretor do BC

Para Luiz Fernando Figueiredo, BC se preocupa com a questão política só na dimensão em que isso tem impacto nas reformas fiscais

Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Capital
Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Capital e ex-diretor do Banco Central - Imagem: Reprodução YouTube

Ex-diretor de política monetária do Banco Central entre os anos de 1999 e 2003 e hoje presidente da Mauá Capital, Luiz Fernando Figueiredo diz que a instituição acelerou o passo com o corte de 0,75 ponto porcentual na taxa de juros Selic. No entanto, para ele, há espaço para reduzir ainda mais. "Eu iria para próximo de 2% muito mais rapidamente. Mesmo sendo mais agressivo, o BC ainda está com uma postura mais cautelosa", afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A seguir, os principais trechos da entrevista.

Como o sr, avalia esse novo corte da Selic?

Esse corte era mais do que esperado. Na verdade, hoje o mercado entende que precisamos de mais. Então, o que todos acreditam, e eu inclusive, é que virão novos cortes. Para dar uma ideia, a taxa de inflação no início do ano era projetada em 3,50%, 3,70%. Hoje, ela está muito mais para 1,5%. A nossa taxa de juros acabou ficando muito alta.

Qual é o espaço para novas quedas?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A taxa de juros deveria ir para perto de 2% neste ano. Na minha visão, o BC acelerou o passo acertadamente. E deixou a porta aberta para outro corte e, já na próxima, pode vir novo corte de 0,75 ponto porcentual, indo já para 2,25%.

Leia Também

AÇÃO NO EXTERIOR

Esta fabricante de chips já subiu 476% no ano, e ainda está barata em meio à corrida da IA; veja o que dizem Empiricus e XP sobre a empresa

O DESAFIO DO PRESIDENTE

Lula ou Flávio? Para Kinea, ambos terão o mesmo desafio e precisarão correr contra o tempo para evitar uma crise

A crise política influenciou a decisão?

Parece que não. A decisão do Copom já estava tomada antes dessa crise política, da saída do Sérgio Moro do governo. O BC se preocupa com a questão política só na dimensão em que isso tem impacto nas reformas fiscais que, no final, acabam tendo impacto na inflação lá na frente. É nessa direção que ele olha. Não é um fato ou outro que vá mudar a postura do Banco Central, mas um conjunto de coisas. De certa forma, essa crise política, que não chega a ser nova, já estava incorporada nas decisões.

Por que, na opinião do sr., o BC não foi ainda mais agressivo?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Banco Central tem primado por ser cauteloso. Eu iria para próximo de 2% muito mais rapidamente, mas essa é um pouco a maneira segundo a qual o nosso Banco Central tem preferido atuar. Mesmo sendo mais agressivo, ele ainda está com uma postura mais cautelosa. E até difere de muitos bancos centrais pelo mundo, inclusive de países emergentes.

Essa queda acentuada deve aumentar a pressão sobre o dólar, que já se valorizou quase 42% frente ao real neste ano?

Essa é uma questão que todos os analistas têm levantado. Na prática, o câmbio tem ficado muito pressionado. Nossa moeda é, talvez, a pior do mundo em 2020. A nossa moeda foi por muitos anos dependente de uma taxa de juros mais alta. Hoje, essa dependência caiu brutalmente. O que tem afetado mais a nossa moeda tem sido esse próprio barulho político e o receio de que a política fiscal no futuro não seja responsável. Isso tem impactado no câmbio muito mais do que os juros mais baixos.

O BC tem conseguido responder com eficiência ao desafio que se apresenta desde a escalada da covid-19?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com relação às questões de liquidez e de segurança do sistema financeiro, o BC está agindo muito bem, minha nota é muito alta com relação a isso. Não só pelo tamanho da expansão, que é da ordem de R$ 1,2 trilhões, mas porque o BC está fazendo de uma maneira inteligente para que não sejam desperdiçados recursos. Já na política monetária, mesmo com o passo de agora, eu acho que estamos muito lentos, dada a magnitude da queda de atividade e de demanda.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Bernard Appy, um dos autores do texto da reforma tributária 30 de setembro de 2026 - 13:50
Montagem de um leão deitado sobre pilhas de moedas, representando os títulos isentos de Imposto de Renda 30 de setembro de 2026 - 8:42
Fachada de agência da Caixa Econômica Federal durante greve 30 de setembro de 2026 - 7:55
Fachada de agência da Caixa Econômica Federal durante greve 29 de setembro de 2026 - 9:59
Lotofácil tem ganhadores na beira do mar. 29 de setembro de 2026 - 7:25
Celular com homem usando plataformas de apostas online 28 de setembro de 2026 - 17:16
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro eleições 2026 28 de setembro de 2026 - 12:00
Novo RG terá tecnologia blockchain 28 de setembro de 2026 - 9:27
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar