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Ex-ministro da Fazenda

Reabertura da economia não está para ser anunciada na Grande SP, diz Meirelles

O secretário da Fazenda e do Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira, 25, que o governo estadual "não está para anunciar" uma reabertura da economia na Região Metropolitana de São Paulo

Presidenciável Henrique Meirelles conversa com jornalistas após debate do SBT
Presidenciável Henrique Meirelles conversa com jornalistas após debate do SBT - Imagem: Marcelo Chello/Seu Dinheiro

O secretário da Fazenda e do Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira, 25, que o governo estadual "não está para anunciar" uma reabertura da economia na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo ele, o que há, por enquanto, é o plano de iniciar uma reabertura gradual no interior de São Paulo a partir do dia 1º de junho, na semana que vem.

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"Vamos começar pelo oeste do Estado, em cidades com menor densidade e maior capacidade de atendimento hospitalar. Na região metropolitana, a reabertura vai depender da evolução dos casos e da capacidade hospitalar", disse o secretário, que afirmou que o preenchimento dos leitos na região metropolitana é de 91%, "um número preocupante".

Meirelles disse também que a reabertura da economia, no interior, não será igual para todos os setores. "Estamos com grupos de trabalho que estão desenvolvendo protocolos para cada setor", afirmou o secretário.

Queda de 7% no PIB

O secretário afirmou ainda que trabalha com um cenário no qual o PIB brasileiro terá queda de 7% em 2020, maior que a estimada pela mediana das previsões do boletim Focus, de 5,89%. Segundo ele, o Estado de São Paulo deverá ter retração semelhante, com recuo esperado de 30% na arrecadação de impostos em maio e junho.

"Esperamos que a recuperação da economia tenha início até o fim do ano, mas só vamos atingir mais à frente o nível de atividade que estávamos antes da crise, o que vai depender da velocidade da recuperação, que é pouco previsível, por causa da pandemia", disse o secretário, que foi presidente do Banco Central nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministro da Fazenda na gestão de Michel Temer (MDB).

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Socorro emergencial

Meirelles afirmou ainda que, diante de uma perda de 30% prevista na arrecadação de São Paulo entre maio e junho, o projeto de socorro emergencial do governo federal evita o déficit de caixa do Estado. "Isso alivia um pouco a situação, mas evita o déficit de caixa do estado. Não resolve o problema. Então, o Estado, de fato, tem que fazer controle rígido de despesas e da arrecadação", afirmou Meirelles, ao comentar o socorro de R$ 60 bilhões que a União deve liberar a Estados e municípios, numa live promovida pela Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham).

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O secretário acrescentou que quarta-feira é o último dia para a sanção do projeto pelo presidente Jair Bolsonaro. "Dia 27 é o prazo legal para sanção. Se não sancionar, existe a sanção tácita ou promulgação pelo presidente da Câmara ou, se ele não fizer, pelo presidente do Senado", comentou Meirelles.

BC

O secretário da Fazenda e do Planejamento do Estado de São Paulo afirmou que a atuação do Banco Central durante a pandemia do novo coronavírus "está na direção correta" e "pode ir um pouco mais fortemente" na política monetária. "Tem espaço para queda de taxa de juros", disse.

Meirelles reiterou que o BC trabalha para perseguir a meta de inflação e que as expectativas do mercado indicam que o IPCA deve ficar em torno de 2% em 2020 ou abaixo disso. "Se a inflação começar a subir, o BC vai, evidentemente, levando em conta os modelos e projeções, ter uma ação de política monetária, para a inflação atingir a meta", afirmou.

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O secretário ressaltou que a política monetária é, essencialmente, um trabalho de curto prazo e disse que o BC tem a calibragem da economia nas mãos. "Se a economia cai, o BC tem de incentivar. Se houver superaquecimento, ou, antes disso, as projeções de inflação começarem a subir, o BC faz a política de contenção", disse.

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