Presidente do BC alerta para os riscos fiscais
Campos Neto é apontado dentro do governo como um dos mais fiscalistas da equipe econômica.

Sempre que os juros futuros e o dólar disparam com temor do risco, entra em cena o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que tem cumprido um papel de alertar o presidente Jair Bolsonaro das consequências da desconfiança dos investidores com a gestão das contas públicas pelo governo.
Apontado dentro do governo como um dos mais fiscalistas da equipe econômica, Campos Neto e sua equipe tem alertado Bolsonaro sobre qual seria o impacto do uso de criatividade para burlar o teto de gastos, a regra constitucional que atrela o avanço das despesas à inflação, para a manutenção dos juros básicos e da inflação baixos.
Na semana passada, o presidente do BC teve uma atuação intensa nos bastidores depois dos ruídos provocados no mercado financeiro pelo anúncio do financiamento do Renda Cidadã, o programa social do governo, com o uso dos precatórios (dívidas que o governo precisa pagar depois de condenação judicial) e do Fundeb, o fundo de educação básica, que tem recursos fora do teto de gastos.
Com a piora do mercado, o presidente teve duas reuniões com Bolsonaro: uma no dia 29 à tarde, no dia seguinte ao anúncio do modelo de financiamento do programa, e outra no dia no dia 30. Nesses dias, o BC teve que agir para conter a piora do mercado, como câmbio e juros disparados. Nos encontros, a preocupação que o ruído em torno do Renda Cidadã leve ao agravamento da situação.
Na semana anterior, em reunião ministerial, no Palácio do Planalto, Campos Neto apresentou gráficos com indicadores econômicos, como a desvalorização do real, apontando a piora do quadro fiscal diante das incertezas geradas em torno do teto de gastos. Nessa reunião, segundo apurou o Estadão, ministros reforçaram a necessidade de manutenção do teto de gastos, sem mudanças, para abarcar o Renda Cidadã. Mas depois a ação do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, para tirar o Renda Cidadã do teto de gastos acabou revelando que a equipe não está 100% voltada para a manutenção da regra fiscal. Esse grupo quer que seja criado um benefício temporário, fora do teto, até aprovação de medidas de cortes de despesas que bancaria o novo programa.
Leia Também
Fuga
Em reuniões em Brasília, representantes de uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), questionaram de autoridades do governo sobre a perspectiva de manutenção do teto de gasto.
Para o ex-vice-presidente do Banco Interamericano e Desenvolvimento (BID) e Banco Mundial, Otaviano Canuto, a desvalorização do real e o aumento dos juros que os investidores cobram para financiar papéis de longo prazo mostram a probabilidade maior é de um cenário pessimista devido ao temor de que o Brasil vai abandonar o arcabouço fiscal.
Para ele, a fuga de investidores já está acontecendo, mas a situação ainda pode piorar. "A ausência de sinais claros que apontem para o lado benigno a ponte do Rubicão fica mais próxima", diz, em referência à decisão do general Júlio César, no ano 49 a.C., de afrontar o Senado romano e cruzar com tropas o Rio Rubicão, na Itália, o que era vedado pela lei da época.
TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?
“Isso não ganha voto”: por que o ajuste fiscal deve ficar para depois da eleição, segundo Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro
29 de setembro de 2026 - 14:45CORTOU PROJEÇÕES
Maior queda do Ibovespa hoje, CSN (CSNA3) derrete 11% e divisão de mineração (CMIN3) vai junto: o que preocupa os investidores?
29 de setembro de 2026 - 13:35CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES
Sem rali eleitoral? Gatilho para a bolsa brasileira fica para depois das eleições; saiba qual é, segundo o JP Morgan
28 de setembro de 2026 - 12:00INSEGURANÇA
Bets estudam medidas para tentar reverter proibição depois de MP de Lula, mas proximidade da eleição atrapalha
28 de setembro de 2026 - 10:04É BOM SABER
Milhões de brasileiros desconhecem benefício do novo RG e ficam sem acesso mais seguro ao gov.br
28 de setembro de 2026 - 9:27DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus