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Relatório Focus mostra revisão positiva das projeções para IPCA pela 18ª semana consecutiva e do IGP-M pela 22ª semana seguida

As expectativas para a inflação em 2020 não param de ser revisadas para cima pelos economistas. Segundo a mais recente versão do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (14), a mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançou 4,35%.
Esta foi a 18ª vez consecutiva que o boletim indicou avanço nas estimativas. Na semana passada, a mediana atingiu 4,21%, enquanto há quatro semanas ela estava em 3,25%.
As revisões estão acompanhando a alta vista no IPCA nas últimas leituras. Em novembro, ao contrário do esperado pelo mercado, o índice oficial de inflação do Brasil acelerou em relação a outubro, de 0,86% para 0,89%. A leitura do mês passado foi a maior variação para o mês desde 2015, de acordo com o IBGE.
E não é só o IPCA que está sendo revisado para cima. O Relatório Focus mostrou um ajuste nas projeções para o acumulado do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) em 2020 pela 22ª semana consecutiva, para 24,10%.
Em novembro, a referência para reajuste de contratos de aluguel subiu 3,28%, ficando acima da taxa de 3,23% de outubro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), acumulando alta de 21,97% no ano e de 24,52% em 12 meses.
Para 2021, a mediana das projeções para o IPCA ficou estável em relação ao relatório divulgado na semana passada, em 3,34%. As expectativas para o IGP-M passaram de 4,73% para 4,75%.
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O Relatório Focus informou ainda que a mediana de projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) registrou a primeira revisão negativa, após cinco semanas de ajustes positivos.
A revisão, porém, foi leve. A expectativa agora é de uma contração de 4,41% da economia, enquanto na semana passada a queda projetada era de 4,40%. Há quatro semanas, a mediana apontava para um recuo de 4,66%.
A estimativa para o PIB de 2021 permaneceu em 3,50% ante o relatório passado, leitura melhor que a alta de 3,31% de quatro semanas atrás.
Pela quinta semana consecutiva, os economistas reduziram a projeção para a taxa de câmbio entre real e dólar em 2020, desta vez de R$ 5,22 para R$ 5,20. A mediana das projeções para 2021 foi reduzida de R$ 5,10 para 5,03.
A estimativa para a dívida líquida do setor público, como proporção do PIB, foi novamente revisada para baixo, pela terceira semana consecutiva, de 66,1% para 65,7%. A mediana relativa ao déficit primário, também como proporção do PIB, ficou em 11,50%.
O resultado primário considera o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Levando em conta os juros, a estimativa foi de 15,31% para 15,20%.
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