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Os especialistas do banco agora esperam que o Copom corte em 0,75 ponto percentual na reunião de hoje. Com isso, a Selic iria para 3,50% ao ano
Seguindo o movimento de outros bancos internacionais, o Goldman Sachs cortou hoje (18) a projeção de alta de 1,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e agora espera contração de 0,9% para o indicador em 2020.
Em relatório, os analistas Alberto Ramos, Paulo Mateus, Tiago Severo e Gabriel Fritsch destacaram que a combinação de fatores como: queda da demanda externa por bens e serviços; piora das trocas comerciais; condições significativas de aperto financeiro do ponto de vista doméstico, além dos impactos causados pela rápida escala de propagação do coronavírus e implementação de medidas políticas para lidar com o vírus levaram à revisão do PIB neste ano.
No documento, os especialistas revisaram também as projeções de crescimento de mais países, como México (-1,6%), Argentina (-2,5%), Chile (-0,5%) e Equador (-2,7%), além de Colômbia e Peru em que o crescimento do PIB deve ser zero.
Os analistas também pontuaram que os recentes desdobramentos domésticos e externos fizeram com que eles rebaixassem o PIB na América Latina, como um todo. Agora, eles esperam contração de 1,2% em 2020.
"Nós agora estamos prevendo uma recessão. Isso assumindo que o impacto negativo do vírus tenha o seu pico no segundo trimestre de 2020 e que a atividade vá sendo retomada gradativamente no segundo semestre deste ano, com uma melhora notável no cenário", destacaram no documento.
Além de comentar sobre o PIB brasileiro, os quatro especialistas agora esperam que o Copom corte a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual na reunião de hoje. Com isso, a Selic iria para 3,50% ao ano.
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Mas, segundo eles, o ideal é que depois desse corte, o BC optasse por não fazer mais cortes adicionais na taxa básica de juros neste ano.
Em sua justificativa, eles disseram que os movimentos recentes levem os bancos centrais a afrouxar a política monetária, mesmo que isso aumente o prêmio de risco, intensifique a pressão sobre a depreciação do real e crie acordos comerciais potencialmente desfavoráveis para calibrar políticas.
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