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O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito subiu 5,9 pontos porcentuais de janeiro para fevereiro, informou nesta sexta-feira, 27, o BC

O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito subiu 5,9 pontos porcentuais de janeiro para fevereiro, informou nesta sexta-feira, 27, o Banco Central. Com isso, a taxa passou de 316,7% para 322,6% ao ano.
Os dados apresentados hoje pelo BC têm como referência o mês de fevereiro - quando os efeitos do novo coronavírus na economia brasileira estavam apenas começando. A tendência é de que os impactos da pandemia sobre o crédito comecem a ser verificados com maior clareza nas estatísticas a serem divulgadas no próximo mês.
O juro do rotativo é uma das taxas mais elevadas entre as avaliadas pelo BC. Dentro desta rubrica, a taxa da modalidade rotativo regular passou de 290,1% para 291,9% ao ano de janeiro para fevereiro. Neste caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que houve o pagamento mínimo da fatura.
Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular passou de 332,9% para 342,4% ao ano. O rotativo não regular inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado.
No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro passou de 184,1% para 186,4% ao ano.
Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 66,2% para 70,9%.
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Em abril de 2017, começou a valer a regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. A intenção do governo com a nova regra era permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recuasse, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.
O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro, para R$ 3,491 trilhões. Em 12 meses, houve alta de 7,5%. Em fevereiro ante janeiro, houve elevação de 0,6% no estoque para pessoas físicas e alta de 0,7% para pessoas jurídicas.
Os dados apresentados nesta sexta pelo BC têm como referência o mês de fevereiro - quando os efeitos do novo coronavírus na economia brasileira estavam apenas começando. A tendência é de que os impactos da pandemia sobre o crédito comecem a ser verificados com maior clareza nas estatísticas a serem divulgadas no próximo mês.
De acordo com o BC, o estoque de crédito livre avançou 0,9% em fevereiro, enquanto o de crédito direcionado apresentou alta de 0,2%.
No crédito livre, houve alta de 0,5% no saldo para pessoas físicas no mês passado. Para as empresas, o estoque avançou 1,5% no período.
O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) ficou estável em 47,6% passagem de janeiro (que teve o dado revisado) para fevereiro.
As projeções do BC, atualizadas no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) desta semana, indicam expansão de 4,8% para o crédito total em 2020. A projeção para o crédito livre em 2020 é de alta de 8,2%. Já expectativa para o crédito direcionado é de variação zero neste ano. Estas projeções já levam em conta os efeitos da epidemia do novo coronavírus na economia, mas o BC lembrou que elas tiveram como data de corte o dia 13 de março. Desde então, as perspectivas mudaram, sendo que o próprio BC anunciou medidas para sustentar o crédito.
O estoque das operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceu 0,9% em fevereiro ante janeiro, totalizando R$ 646,292 bilhões, informou o Banco Central. Em 12 meses até fevereiro, o crédito para habitação no segmento pessoa física subiu 7,3%.
Já o estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoa física avançou 1,0% em fevereiro ante janeiro, para R$ 209,047 bilhões. Em 12 meses, houve alta de 19,4%.
O saldo de crédito para as empresas do setor de agropecuária subiu 0,7% em fevereiro, para R$ 26,720 bilhões, informou o Banco Central.
Já o saldo para a indústria cedeu 0,2%, para R$ 602,704 bilhões. O montante para o setor de serviços teve alta de 1,2%, para R$ 803,437 bilhões.
No caso do crédito para pessoa jurídica com sede no exterior e créditos não classificados (outros), o saldo subiu 9,7%, aos R$ 10,623 bilhões.
O saldo de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas recuou 0,7% em janeiro ante fevereiro, somando R$ 377,859 bilhões, informou o Banco Central. Em 12 meses, a queda acumulada é de 12,8%.
Em fevereiro, houve retração de 0,2% nas linhas de financiamento agroindustrial do BNDES, baixa de 0,7% no financiamento de investimentos e queda de 4,3% no saldo de capital de giro.
O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro subiu 1,4% em fevereiro ante janeiro, para R$ 10,474 trilhões. O montante equivale a 142,9% do PIB do Brasil, conforme dados divulgados pelo Banco Central.
O crédito ampliado inclui, entre outras, as operações de empréstimos feitas no âmbito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e as operações com títulos públicos e privados. A medida permite uma visão mais ampla sobre como empresas, famílias e o governo geral estão se financiando, ao abarcar não apenas os empréstimos bancários.
No caso específico de famílias e empresas, o saldo do crédito ampliado avançou 1,5% em fevereiro ante janeiro, para R$ 5,877 trilhões. O montante equivale a 80,2% do PIB.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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