Menu
2020-03-09T18:10:51-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
fala, ministro

Em dia de pânico nos mercados, Guedes diz que equipe econômica está tranquila

Quando questionado sobre a patamar da moeda, o ministro respondeu que o País hoje tem como prioridade o seu regime fiscal

9 de março de 2020
11:19 - atualizado às 18:10
O ministro da Economia, Paulo Guedes, em ocasião do lançamento da nova linha de crédito imobiliário com taxa fixa da Caixa Econômica Federal, em 20 de fevereiro de 2020
Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a equipe econômica está tranquila, ao ser questionado sobre o patamar do dólar e a eventualidade do aumento da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). "Estamos absolutamente tranquilos e confiantes".

O ministro, que não respondeu sobre a possibilidade de aumentar ou não a Cide em função da queda dos preços do petróleo. "Absoluta serenidade. A crise lá fora está se aprofundando. O mundo lá fora já estava em desaceleração", disse.

"A principal mensagem de Davos, e eu avisei, é que o mundo está em desaceleração sincronizada. Todo mundo está descendo", comentou. Para o ministro da Economia, o Brasil está na direção contrária, em "reaceleração", como tem dito nos últimos dias.

O dólar começou a semana batendo mais um recorde nominal, fechando em R$ 4,72, depois de chegar a bater R$ 4,79 pela manhã.

Quando questionado sobre o patamar da moeda, o ministro respondeu que o País hoje tem como prioridade o seu regime fiscal. "O Brasil era paraíso dos rentistas e inferno dos empreendedores. Na véspera de eleição muitas vezes o Brasil praticou populismo cambial", disse, acrescentando que o governo está consertando o regime fiscal brasileiro.

"Esse novo país tem juros mais baixos e câmbio numa faixa mais alta. E o câmbio é flutuante", destacou o ministro da Economia.

Guedes ainda disse que o Brasil tem uma dinâmica própria de crescimento. "Vamos trabalhar, vamos transformar essa crise em crescimento, vamos transformar essa crise em geração de empregos", disse Guedes.

Reformas

O ministro reafirmou que a equipe econômica vai enviar ao Congresso Nacional as reformas tributária e administrativa. Ele afirmou que encaminhará "nesta semana ou semana que vem" a contribuição inicial do governo à tributária (com a unificação de PIS e Cofins). Já sobre a administrativa, o ministro adiantou que o presidente Jair Bolsonaro já deu o "ok" no texto.

"Agora é questão de oportunidade. Se o presidente estivesse aqui (no Brasil) talvez ia hoje", afirmou Guedes. Bolsonaro está em viagem nos Estados Unidos.

O ministro evitou fazer comentários sobre as articulações para o avanço das propostas. "A parte política eu não posso entrar, o presidente disse que eu não entendo de política e eu concordo, não é minha especialidade. Essa parte de articulação política é conversar com (ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo) Ramos, (presidente da Câmara, Rodrigo) Maia", disse.

Segundo o ministro, os três poderes, com "serenidade", ajudarão o Brasil a sair do abismo fiscal. "Estamos seguros que vamos prosseguir", disse. "O Brasil é uma democracia consolidada", acrescentou.

Na avaliação do ministro, o andamento das propostas do Pacto Federativo está avançado. Ele também demonstrou otimismo com a aprovação dos projetos sobre a autonomia do Banco Central e do saneamento.

Guedes aproveitou para dizer que o governo já deu "a resposta correta" ao desejo do Congresso por recursos, por meio da regulamentação do Orçamento impositivo.

Reservas

O ministro da Economia disse ainda que iria repetir algo que dizia durante o período de transição do governo e afirmou que, se as reformas avançam, e "as pessoas estão tentando comprar dólar, o Banco Central acredito que vai vender".

A afirmação foi feita quando ele foi questionado se o momento era de venda de reservas. Ele reforçou, no entanto, que esse é um "problema do Banco Central".

"Eu dizia o seguinte durante a transição: se as reformas avançam, e as pessoas estão tentando comprar dólar, o Banco Central acredito que vai vender. Se as reformas não avançam, e aí não tem fundamento a favor, aí a incerteza continua, mas isso daí é um problema do Banco Central", destacou Guedes.

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Quarentena

Trump estende distanciamento social por coronavírus nos EUA até 30 de abril

Na semana passada, o presidente dos EUA havia sugerido que poderia “reabrir” a economia americana na Páscoa

Situação excepcional

Ministro do STF Alexandre de Moraes atende governo e relaxa exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal

Ao Supremo, a União pedia a relativização das exigências da Lei, devido à situação excepcional do novo coronavírus no País, destacando que o direito à saúde da população deve prevalecer

Balanço

Covid-19: número de mortes por coronavírus no Brasil sobe para 136

Os casos confirmados da doença aumentaram de 3.904 para 4.256. Mantendo o padrão identificado ao longo da semana, 90% tinham mais de 60 anos

Enquanto uns choram, outros vendem lenços

Na contramão do restante da economia, setores essenciais aceleram contratações

Varejistas como supermercados e farmácias, além de hospitais, estão contratando mais diante da pandemia de coronavírus

'rolezinho do presidente'

‘Provocação’ e ‘irresponsabilidade’: parlamentares condenam passeio de Bolsonaro

Saída do presidente aconteceu um dia depois de o ministro da Saúde reforçar medidas de isolamento e pedir que ele não menosprezasse a gravidade da pandemia do novo coronavírus em suas manifestações públicas

Do contra

Bolsonaro cogita decreto que permita volta ao trabalho a todas as profissões

Presidente disse ainda que irá recorrer da decisão judicial que derrubou decreto que permitia funcionamento de lotéricas no Brasil

Mais crédito

BNDES anuncia linha de R$ 2 bi para setor de saúde e prepara medidas para aéreas e setor público

Banco de fomento também fez balanço de medidas anunciadas até agora e reafirmou que será operador de linha de R$ 40 bilhões para pagamento de salários.

Mais paradas

Latam suspende rotas internacionais adicionais até 30 de abril

Em nota, a empresa diz que o valor do bilhete de todos os passageiros com voos cancelados será automaticamente mantido como crédito para futuras viagens

Mais autonomia

Guedes pede estudo para direcionar mais recursos aos municípios que aos Estados para combate ao coronavírus

Em videoconferência promovida pela Confederação Nacional de Municípios, ministro da Economia defendeu maior liberdade para prefeitos disporem de recursos durante combate ao coronavírus

Prioridades

Reabertura do país será decisão de saúde, diz secretário do Tesouro americano

Steven Mnuchin reconhece o aumento do número de desempregados e o declínio do PIB, mas diz que principal objetivo do presidente Donald Trump é a saúde das pessoas

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements