Copom corta Selic para 4,25% ao ano e sinaliza fim do ciclo de queda da taxa
Taxa renova mínima histórica na tentativa do BC em impulsionar a economia

Como era amplamente esperado pelo mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu cortar a taxa básica de juros nesta quarta-feira (5). A Selic agora passa a 4,25% ao ano.
As justificativas para o corte acabaram sendo as mesmas de sempre: necessidade de estimular a economia, inflação sob controle e cenário internacional relativamente favorável aos juros mais baixos.
A decisão, unânime entre os diretores colegiados, coloca mais combustível na tentativa do BC de estimular a economia. Vale lembrar que desde julho de 2019 o Copom vinha promovendo uma série de cortes na Selic, que recuou mais de dois pontos percentuais em pouco mais de seis meses.

Mas tudo passa, tudo passará...
Contrariando alguns poucos analistas do mercado, ao que tudo indica o ciclo de cortes nos juros chegou ao fim. O comunicado do Copom divulgado no começo da noite sinalizou que os juros devem se manter no atual patamar na próxima reunião, marcada para 18 de março.
Na visão da diretoria, alguns fatores colaboram para essa cautela maior na hora de decidir por novas quedas na Selic. O principal deles são os efeitos defasados da sequência de cortes de juros.
É que, na prática, a economia não costuma responder de imediato aos estímulos do Copom, e os resultados do atual ciclo só começaram a ser percebidos nos últimos meses. Diante disso, os diretores sinalizaram que "o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária". Mais ainda, disseram que um novo período de redução dos juros dependerá da evolução da economia como um todo.
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Aos números
Em termos de indicadores econômicos, o Copom também fez algumas ponderações em relação aos números do Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente e que aponta a visão dos analistas de mercado para a economia.
Para a inflação, principal instrumento de decisão sobre os rumos da Selic, o Comitê sinaliza que atualmente as diversas medidas estão de acordo com as metas estabelecidas pelo governo.
Mas o comunicado da diretoria também não deixou de pontuar alguns riscos inflacionários. Puxando os preços para baixo estão a ociosidade persistente da economia brasileira. Já na pressão por alta, a inflação conta com os recentes estímulos monetários do Copom, cujos efeitos dos cortes nos juros ainda não podem ser completamente sentidos.
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