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A dupla de cientistas e cofundadores da alemã BioNTech são o grande cérebro por trás do sucesso da vacina
A notícia de que a vacina da Pfizer e da BioNTech contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2) registrou 90% de eficácia deixou o mundo inteiro feliz e com esperança. Contudo, um casal em especial ficou ainda mais alegre: o Dr. Ugur Sahin e a Dra. Özlem Türeci.
Os cientistas e cofundadores da alemã BioNTech são o grande cérebro por trás da vacina. Após o anúncio, as ações da Pfizer e da BioNTech dispararam, e a dupla entrou na lista dos 100 alemães mais ricos, ocupando a 85ª posição com um patrimônio de quase US$ 4 bilhões (cerca de R$ 21,57 bilhões).
Ugur Sahin é o CEO da BioNTech, que bateu o valor de mercado de US$ 25 bilhões na última sexta-feira (6) com as boas notícias sobre a vacina. Nascido na cidade turca de Iskenderun, mudou-se com seus pais para a Alemanha Ocidental aos quatro anos de idade. Sua esposa, a Dra. Özlem Türeci, nascida na Alemanha e filha de um cirurgião turco, é a diretora médica da companhia que tem trabalhado na vacina mais rápida da história.
Sahin se formou em medicina e voltou seu trabalho para a investigação na área de imunoterapia. Logo quando iniciou sua carreira acadêmica, enquanto trabalhava no hospital universitário no sudoeste da Alemanha, conheceu Türeci. Segundo o que conta o New York Times, os dois sempre foram apaixonados pela medicina, tanto é que em seu casamento, em 2002, saíram para realizar a cerimônia e voltaram ao trabalho mais tarde no mesmo dia.
Um ano antes de seu casamento, em 2001, os dois fundaram a Ganymed Pharmaceuticals, empresa em que investigavam a possibilidade de se utilizar um código genético modificado para induzir o corpo humano a lutar contra o câncer e desenvolver anticorpos contra a terrível doença. Em 2016, venderam a empresa por US$ 1,4 bilhão, para a gigante Astellas Pharma.
Em 2008, cofundaram a BioNTech, focando principalmente em utilizar imunoterapia em possíveis vacinas contra o câncer. Türeci virou a diretora médica da companhia em 2018.
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Segundo o New York Times, Sahin leu um artigo do The Lancet em janeiro de 2020 sobre o surto em Wuhan. De acordo com a Reuters, ele logo avaliou que a epidemia teria perigos potenciais e relacionou o trabalho de sua empresa com mRNA sendo aplicado a uma vacina contra a covid-19.
Neste momento, a BioNTech juntou uma equipe de 500 funcionários para trabalhar no chamado "Projeto Lightspeed". Segundo o jornalista Andrew Dunn, da Business Insider, Sahin ligou para Kathrin Janen, chefe de pesquisa de vacinas da Pfizer, em fevereiro. As duas empresas já haviam trabalhado junto em 2018, em uma pesquisa para a vacina da gripe.
As companhias fecharam uma parceria em março e iniciaram os estudos de uma vacina em humanos no fim de abril.
O CEO e confundador da BioNTech é conhecido na empresa por continuar indo de bicicleta para o trabalho, sempre carregando um capacete e uma mochila própria. Além disso, leciona na Mainz University Medical Center, onde entrou como professor em 2014.
Já Türeci é também presidente da Association for Cancer Imunotherapy (Associação para a Imunoterapia no Câncer).
Segundo o Times, enquanto a BioNTech dispara em seu valor de mercado e a distribuição e produção de vacinas aumentam, o casal está focado em impulsionar os avanços médicos e não no dinheiro.
O jornal afirma que, ao saber dos dados de eficácia, a dupla comemorou preparando seu chá turco.
As ações da Pfizer (PFE) fecharam em queda de 0,39%, cotadas a US$ 38,50 na Bolsa de Nova York. Já a BDR da BioNTech (B1NT34) encerraram o pregão com uma baixa de 3,39%, cotadas a R$ 74,00 nesta quarta-feira.
*Com informações de Business Insider e New York Times.
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