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2020-04-06T18:02:03-03:00
Estadão Conteúdo
de olho na recuperação

BC cria linha de crédito especial com recursos de fundos constitucionais

Segundo fontes, a estimativa é de que cerca de R$ 6 bilhões poderão ser disponibilizados pelos bancos às empresas que estão nas regiões atendidas por esses fundos

6 de abril de 2020
13:05 - atualizado às 18:02
23/04/2019 10ª Reunião do Conselho de Governo
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. - Imagem: Marcos Corrêa/PR

O Banco Central lançou nesta segunda-feira, 6, uma linha especial de financiamentos para micro e pequenas empresas com recursos dos fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Conforme adiantado pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) no último sábado, 4, a linha de crédito para capital de giro e investimentos terá juros subsidiados de 2,5% ao ano. Segundo fontes, a estimativa é de que cerca de R$ 6 bilhões poderão ser disponibilizados pelos bancos às empresas que estão nas regiões atendidas por esses fundos.

A resolução foi publicada na manhã desta segunda pelo BC. O objetivo da medida é "promover a recuperação ou a preservação das atividades produtivas" afetadas pela "emergência de saúde pública de importância internacional relacionada ao novo coronavírus".

Também conforme adiantou o Broadcast, a linha para capital de giro isolado terá limite de R$ 100 mil por beneficiário e 48 meses para pagamento. Nesse caso, poderão ser financiadas todas as despesas de custeio, manutenção e formação de estoques, incluindo despesas de salários e contribuições e despesas diversas com risco de não serem honradas em decorrência da redução ou paralisação da atividade produtiva.

Já a linha para investimentos - incluindo capital de giro associado - terá limite de R$ 200 mil por tomador, e o vencimento seguirá as regras de cada fundo. Nesse caso, poderão ser financiados projetos destinados ao enfrentamento do contexto de calamidade gerado pela disseminação da covid-19.

Em ambas as linhas, os financiamentos poderão ser contratados enquanto o decreto de calamidade pública estiver em vigor, ou até 31 de dezembro deste ano. A carência para o início dos pagamentos também vai até o fim de 2020.

Segundo apurou o Broadcast, a proposta partiu do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), com o objetivo de atender empresas que ficaram de fora do alcance da linha oferecida pelo BNDES para auxiliar no pagamento de salários. A linha emergencial de crédito para a folha de pagamento vai emprestar para companhias com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. Os pequenos haviam ficado de fora.

A decisão do Banco Central também suspende por até 12 meses o pagamento de parcelas de empréstimos já existentes dos fundos constitucionais. A suspensão por um ano vale para as parcelas já vencidas ou que vencem até 31 de dezembro de 2020, apenas para os tomadores que estejam com os pagamentos em dia.

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