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Se fosse um time de futebol (ou uma seleção), a economia brasileira seria uma equipe com bons jogadores, mas uma defesa desorganizada.
Na ânsia de marcar gols, os técnicos que assumem o comando do país acabam por colocar a equipe toda no ataque. A tática até funciona no começo, mas não demora até o time levar a virada e sair de campo derrotado.
Essa situação parecia mudar depois que o governo aprovou o chamado teto de gastos. Uma medida sem dúvida retranqueira, mas que prometia recolocar o país no caminho do crescimento.
O problema é que os resultados demoraram a aparecer. O jogo vistoso que levou à queda dos juros para as mínimas históricas e recordes da bolsa não se refletiu no campo da economia real.
Com a parada súbita na atividade a partir da pandemia do coronavírus, o governo se viu obrigado a lançar mão de todos os atacantes que tinha no banco.
Embora necessárias, as medidas como o auxílio emergencial provocaram um rombo projetado de mais de R$ 800 bilhões nas contas públicas só neste ano.
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