Lembrar do passado é sofrer duas vezes: pedaladas e uma eleição americana
Enquanto aqui o mercado clama por responsabilidade fiscal e austeridade, lá fora os investidores estão sedentos por mais e mais esteróides

O cinema nacional é dotado de alguns episódios icônicos… “Limite", de Mário Peixoto, “Tropa de Elite”, de José Padilha, "Deus e Diabo na Terra do Sol” e “Terra em Transe”, ambos de Glauber Rocha… Ou ainda, em um sentido mais para a comédia, “O Auto da Compadecida” e “Lisbela e o Prisioneiro", os dois de Guel Arraes.
Deste último, especificamente, peguei emprestada a frase que sustentou o título de nosso encontro de hoje. Lembrar do passado é sofrer duas vezes…
Ontem, curiosamente, sofremos uma segunda vez quando a atual equipe econômica ressuscitou um pouco da criatividade fiscal de Arno Augustin.
Dessa vez, o bode expiatório foi o financiamento do Renda Cidadã. Em linhas gerais, Guedes colocou na mesa o uso dos recursos de precatórios e do Fundeb para bancar o programa, os quais se somariam às verbas do Bolsa Família.
Contudo, a utilização de 5% do Fundo de Educação foi considerada uma forma de pedalada fiscal, enquanto a restrição dos recursos destinados ao pagamento de precatórios foi entendida como uma forma de calote (limite de 2% das receitas correntes líquidas para pagar precatórios, agregando o restante ao montante previsto para o Bolsa Família).
Leia Também
Foi o suficiente para o mercado questionar o alinhamento de Guedes para com o regime fiscal e sua suposta agenda liberal. Consequentemente, o Ibovespa perdeu os 95 mil pontos, fechando segunda-feira abaixo da marca. Em dólares, a Bolsa brasileira já cai mais de 40%.
Curioso ver como enquanto aqui o mercado clama por responsabilidade fiscal e austeridade por parte do governo, lá fora os investidores estão sedentos por mais e mais esteróides. Tal fator transforma a quente dinâmica das eleições americanas em um ponto-chave para a formação de expectativas dos agentes.
Basicamente, se o projeto de estímulos de US$ 2,4 trilhões não for aprovado antes da eleição, o mesmo pode não ser votado até janeiro. Isso, combinado com o aumento de casos de Covid na Europa e em outros lugares ao redor do mundo, pode levar às temidas expectativas de crescimento mais baixas em um momento em que o mercado já está pressionado.

Há quem diga ainda que não há mais chance de estímulo antes da eleição agora que Barrett foi indicada por Trump para a cadeira vaga na Suprema Corte.
Ruim para o dólar no curto prazo?
Talvez, tanto que o DXY caiu ontem.
Mas, ainda assim, a fragilidade idiossincrática nacional parece mais forte do que a fraqueza da moeda americana no âmbito global.
A questão que se coloca é se em algum momento esse vício por liquidez vai acabar, ou ainda, qual será o preço que pagaremos por tamanha exacerbação monetária e fiscal…
Hoje, nós já navegamos em mares nunca dantes navegados. A maneira como trataremos esse quadro fiscal será muito importante na próxima década — enquanto o crescimento for maior que o juros, o jogo funciona, mas e se o quadro se inverter? Nesse sentido, vale acompanhar o debate de hoje à noite entre Biden e Trump.

Por isso, tenho ficado de olho nos metais preciosos.
Venho falando deles desde que o ouro encostou na marca de US$ 1.400 a onça-troy, ressaltando os benefícios de se ter ouro e prata em carteiras já diversificadas e balanceadas.
Existem benefícios comprovados de se carregar um pouco de metais, algo como não mais de 5%, nas carteiras de investidores sofisticados.
Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.
Para mais ideias como essa, vale conferir a assinatura best-seller da Empiricus, a série Palavra do Estrategista. Nela, Felipe Miranda, Estrategista-Chefe e Sócio Fundador da casa de análise, compartilha seus melhores insights de investimentos para os mais variados perfis de investimento
AINDA TEM DESCONTO
Saudade do Tesouro IPCA+ 8%? Este investimento ainda oferece até IPCA+ 14% — com isenção de imposto de renda
23 de setembro de 2026 - 7:05O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O fantasma que assombra as eleições e as contas públicas, a reunião entre EUA e China e o que mais move o mercado hoje
22 de setembro de 2026 - 8:38INSIGHTS ASSIMÉTRICOS
Dois gigantes à mesa, um mundo em combustão: o que está em jogo no encontro entre Trump e Xi Jinping
22 de setembro de 2026 - 7:48O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O que o Bradesco fará com R$ 10 bilhões na conta e como resolver o buraco fiscal em 4 passos: o que ler hoje
21 de setembro de 2026 - 8:15PLANO A
Se você quer investir para o longo prazo, esta é a pergunta que deve se fazer antes das suas escolhas
20 de setembro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O pote de ouro da Vivara (VIVA3), o que fazer com a ação da Vale (VALE3), e o que move os mercados hoje
18 de setembro de 2026 - 8:11SEXTOU COM O RUY
Vale (VALE3) escapa do jogo de “vida ou morte” — mas você sabe o que fazer com as ações agora?
18 de setembro de 2026 - 7:20O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A nova estratégia da XP Asset, o risco de o Brasil quebrar, o corte na Selic: o que afeta os mercados hoje
17 de setembro de 2026 - 8:21O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A tempestade sobre o Banco Central e o Fed, a crise no STF e o que mais move os mercados hoje
16 de setembro de 2026 - 8:22O MELHOR DO SEU DINHEIRO
As PMEs na disputa com gigantes no marketplace, o sobe e desce dos juros no Brasil e nos EUA e o que mais move os mercados
15 de setembro de 2026 - 8:22O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Como os grandes investidores buscam ganhar com o trade eleitoral, o império de bolos de R$ 800 milhões, e a última pesquisa eleitoral: o que ler hoje
14 de setembro de 2026 - 8:06TRILHAS DE CARREIRA
O fim da carreira em 3 fases: por que a transição profissional está se tornando a norma no mercado
13 de setembro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Como resolver briga por aluguel em uma fração do tempo e do custo, as oportunidades na bolsa de valores e o que mais agita o mercado hoje
11 de setembro de 2026 - 8:15SEXTOU COM O RUY
Ainda vale comprar ações? Histórico indica que a bolsa brasileira pode não estar tão cara quanto parece
11 de setembro de 2026 - 7:31O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Como calcular o valor justo do IPTU ou ITBI, o futuro da Selic e a crise no STF: o que move os mercados hoje
10 de setembro de 2026 - 8:31EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: De agora em diante, o trade eleitoral é com emoção
9 de setembro de 2026 - 19:55O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O retorno da Petz Cobasi (AUAU3), a crise no STF e o que mais movimenta os mercados hoje
9 de setembro de 2026 - 8:13O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Imposto sobre herança e doações pode ficar mais caro, payroll afeta juros nos EUA e qual o risco do IPCA +8%: os mercados hoje
8 de setembro de 2026 - 8:14INSIGHTS ASSIMÉTRICOS