Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Seis riscos que vão te perseguir o resto do ano

Por melhor que você seja em modelagem financeira, e por maior que seja o seu controle emocional, é impossível conter os equívocos. Eles vão acontecer.

6 de julho de 2020
11:59 - atualizado às 14:38
Imagem: Shutterstock

“Todo mundo vai falhar, mas se você fizer isso com a mente aberta, conseguir mapear bem, aprender e melhorar, aumentará a probabilidade de acertar - e isso leva ao sucesso. Essa é a fórmula.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ray Dalio, em Princípios para o Sucesso.

Dor + Reflexão = Progresso

Desde pequeno, sempre levei muito a sério a ideia de “aprender com os erros”.

Desconfio, aliás, que uma das primeiras lições que a vida dá a todos nós é justamente a percepção de que vivemos de altos e baixos.

E que, por meio da experiência, somos capazes de diminuir o tamanho (ou a dor) desses vales.

No mercado financeiro, a mesma lógica se aplica.

Leia Também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por melhor que você seja em modelagem financeira, e por maior que seja o seu controle emocional, é impossível conter os equívocos. Eles vão acontecer.

2020, até aqui, foi um ano muito desafiador. E tudo bem se a sua performance está aquém do que você almejava.

“Onde foi que errei? Estava muito comprado em ações e FIIs antes da crise? Por quê? Qual era a tese?”

Vendeu tudo no desespero em março? O que te incomodou?

Estudar os erros do passado é uma das melhores formas de evitar desacertos futuros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lembre-se que performance é algo que você não controla. Porém, o que você coloca no seu portfólio, sim.

Dito isso, mais do que perder tempo analisando cada um dos acontecimentos que se acumularam nesse semestre para lá de turbulento, resolvi, com a ajuda do Antonyo Giannini, um dos especialistas que trabalha comigo aqui na Inversa, consolidar tudo em um só gráfico:

Fonte: Bloomberg e Elaboração Inversa

Se você ainda não entendeu como o mercado funciona, esse gráfico é uma bela oportunidade.

Note que notícias ruins se acumularam ao longo do semestre e, mesmo assim, o mercado não fez outra coisa senão subir desde março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entenda de uma vez por todas: a Bolsa opera expectativa, os riscos e oportunidades adiante, não necessariamente o que se passa na economia real.

As oportunidades de ganhos, portanto, estão justamente na visão de mundo do que vem depois.

Quem teve a frieza de olhar para as empresas em março e refletir que este evento do coronavírus, apesar de sem precedente, também era passageiro, conseguiu se antecipar à conclusão que vários investidores chegaram semanas depois.

Dito isso, a melhor forma de limitar os riscos e melhorar a probabilidade de ter bons resultados com seus investimentos é gastando tempo na reflexão sobre os riscos futuros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso, separei aqui 6 deles, 3 domésticos e 3 globais, que devem perseguir os investidores nos próximos meses e anos. São riscos que você deveria entender melhor antes de definir quanto investir em ativos de risco:

6 riscos que vão te perseguir o resto do ano...

Domésticos

O risco fiscal

Estima-se que a dívida pública do Brasil alcance o patamar de 100% do PIB e que o déficit primário (o que o governo arrecada subtraindo o que gasta, sem considerar juros da dívida pública) deve alcançar algo como 15% do PIB.

São dados realmente preocupantes e que colocam em risco a recuperação da economia que está em curso desde 2017. Parte desse risco é claramente precificado, explicando o porquê do Ibovespa, em reais, ter caído tanto quanto o S&P 500 em março e não ter se recuperado na mesma magnitude nos meses seguintes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atenuam esse risco, por outro lado, a robusta posição em reservas internacionais do país, acima de 300 bilhões de dólares, e a trajetória da taxa de juros brasileira, que barateou o custo da dívida pública.

O próprio governo vem substituindo títulos pré-fixados de longo prazo por títulos pós-fixados, diminuindo, assim, o custo de carrego da dívida no curto prazo.

O risco político/institucional

Também bastante claro, a queda da popularidade de Jair Bolsonaro, os conflitos internos em meio à crise e os escândalos em investigações que relacionam o presidente e aqueles em seu entorno, o risco político/institucional tem sido um dos principais riscos de curto prazo e que, de certa forma, acaba por afetar o risco fiscal, muito ligado à agenda reformista.

Claro, os riscos de escândalos pessoais ou de pessoas próximas, que poderiam se materializar no caso de uma delação premiada do Fabrício Queiroz, continuam na mesa e, na minha opinião, já estão sendo precificados pelo mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atenuam esse risco a aproximação recente do governo com o Centrão e a forte e fiel base eleitoral de 30% do presidente Jair Bolsonaro.

O risco inflacionário

Fechando os riscos domésticos, coloco esse como um risco menos claro, hoje, no mercado. Por isso, você deveria dar ainda mais importância.

Como todos sabemos, a forte queda na demanda e na oferta de bens e serviços por conta da pandemia está levando o mundo todo, não só o Brasil, a um quadro deflacionário de curto prazo.

No entanto, entendo que o risco de um repique da inflação no período subsequente, entre 2021 e 2022, é subestimado pelo mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em virtude da crise, vimos a coleta de preços ser prejudicada, o que polui a qualidade dos dados mais recentes. Além disso, índices que agregam a economia como um todo e não só a cesta do consumidor já mostram o impacto da depreciação do câmbio, o que pode gerar alguma pressão de repasse de preços mais adiante.

Por isso, tenho sugerido aos meus assinantes a diminuição da posição em títulos públicos indexados e pré-fixados e a compra de ações de empresas que possuam parte de suas receitas corrigidas, como as transmissoras de energia elétrica, ou com capacidade de repasse de preço.

Vamos então aos riscos globais:

Internacional

Os riscos diplomáticos, especialmente EUA vs. China

Um risco que deve manter em alta a volatilidade dos mercados ao longo do ano é a guerra comercial entre os EUA e a China, mas não só.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em virtude da crise sanitária que surgiu na China, já é possível notar algumas retaliações no ambiente internacional que podem trazer à campo um quadro ainda mais complexo do que a, até então, relação bilateral conturbada.

Nas últimas semanas, por exemplo, líderes indianos voltaram a falar sobre sanções comerciais à China, incentivando substituição de importações do vizinho.

Vale lembrar que, apesar de não figurar entre os países desenvolvidos e potência econômica, a Índia possui a segunda maior população do mundo (perto de 1,4 bilhão de pessoas).

E mais, possui uma população mais nova do que a China, o que a coloca como um polo importante em termos de interesse econômico global nas próximas décadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O risco político (eleições nos EUA)

As próximas eleições norte-americanas acontecerão no final deste ano e, em função da situação conjuntural, aquele cenário do final de 2019, que sinalizava uma fácil reeleição de Trump, foi alterado substancialmente, com Joe Biden, candidato democrata, figurando como um forte adversário, à frente de Trump em várias pesquisas eleitorais.

A postura mais “gastona” dos democratas é um risco que me parece ainda pouco antecipado pelo mercado, que deu pouca moral às pesquisas mais recentes e engatou novas máximas.
O risco de retrocesso no processo de globalização (repique inflacionário).
Nos últimos 20 anos, o mundo se globalizou e se tornou muito mais interligado, o que ficou evidente com a recente crise sanitária. Os conflitos diplomáticos, no entanto, podem levar a um retrocesso no processo de globalização, que poderia trazer consigo outros riscos, como o de reversão do processo deflacionário que havia comentado.

Mesmo que modesta, uma retração do comércio internacional geraria uma pressão por substituição de importações, levando a um aumento generalizado dos preços (inflação) que, assim como no cenário doméstico, me parece um risco pouco precificado no mercado.

Pronto, agora pare e reflita. Você está preparado para o caso de estas bombas estourarem?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aproveito para indicar a leitura do livro “30 Lições do Mercado” de Ivan Sant’Anna. Esta é uma leitura obrigatória para qualquer nível de investidor, basta clicar aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia