🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Você quer eliminar as perdas de seu portfólio?

Se você não está cometendo equívocos, é porque não está no seu limite, não está tentando o máximo que pode

17 de fevereiro de 2020
10:38 - atualizado às 13:28
bols
Imagem: Shutterstock

Em 1967, a aquisição da Univis pela sua rival na produção de medicamentos Becton Dickinson ganhou importante repercussão. Entre os termos da fusão, constava que as ações da Univis poderiam subir de US$ 24,50 (seus preços no momento) para algo em torno de US$ 33, no caso de sucesso. Quando o deal foi anunciado, os papéis da Univis subiram até o meio do caminho, para US$ 30,50, ainda refletindo incertezas sobre como e se o acordo final seria selado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A US$ 30,50, as ações da Univis seriam interessantes para compra? 

Essa foi a pergunta levada a Robert Rubin, então “co-senior partner” na Goldman Sachs — depois de seus 26 anos na Goldman, Rubin viria a ficar mais conhecido pelas suas passagens pelo Conselho Econômico Nacional da Casa Branca e pela Secretaria do Tesouro dos EUA.

Se o entendimento fosse em prol da concretização do acordo, então a Goldman deveria comprar as ações e surfar sua alta até os US$ 33. Já se fosse o contrário, a resposta adequada seria um short (posição vendida) nas ações. 

Depois de muito estudo, o banco, sob a liderança de Rubin, optou por comprar as ações.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Poucas semanas depois, o anúncio de um resultado decepcionante pela Univis levou a Becton Dickinson a desistir do negócio, levando a Goldman Sachs a uma perda de US$ 675 mil, um prejuízo cinco vezes superior à sua expectativa de ganho.  

Leia Também

As críticas à Goldman Sachs e a Robert Rubin em particular se avolumaram. Afinal, é sempre uma grande tentação inferir que um mau resultado decorreu de uma má decisão.  

Rubin, porém, tinha outra interpretação: “Mesmo uma perda grande e dolorosa não significa que algo foi mal entendido ou passou desapercebido. Como em muitos outros campos do mercado financeiro, a essência da arbitragem (seu ramo mais específico de atuação) é que, se o cálculo das probabilidades for feito adequadamente, você vai ganhar dinheiro na maior parte dos deals e na soma do total dos deals. Se você toma um risco de uma perda em seis rodadas, você vai perder dinheiro, na média, a cada sete rodadas. Para um outsider, nosso negócio pode parecer com as apostas de um cassino. Na verdade, isso aqui é o oposto de uma casa de apostas, ou ao menos de uma casa de apostas para amadores. Essa é uma unidade de investimento com cuidadosa e profunda análise e disciplina no processo de tomada de decisão”. 

Robert Rubin sabia que, estatisticamente, um em cada seis deals daria prejuízo. Por mais que estudassem e, claro, tentassem maximizar a taxa de acertos, prejuízos fariam necessariamente parte da caminhada. Isso era natural e aceitável. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há algo ainda mais importante e, aparentemente apenas, contraintuitivo. Se a taxa de perdas fosse muito menor do que isso, poderia ser um sinal de que, na verdade, a Goldman Sachs não estava tomando risco suficientemente, deixava deals passar e, portanto, acabava ficando dinheiro na mesa. A taxa ótima de insucessos não era zero, porque isso significava, probabilisticamente, uma postura excessivamente conservadora e subótima em termos de geração de retornos. Você pode não errar nunca; e assim vai deixar passar também vários golaços.  

Se você não está cometendo equívocos, é porque não está no seu limite, não está tentando o máximo que pode. A História só narra o que foi e não o que poderia ter sido, de modo que os vários lucros potenciais não capturados pelo excesso de conservadorismo e não contabilizados pela sua trajetória acabam perdoados. O que os olhos não veem os bolsos não sentem.  

Essa é a visão de mundo que eu gostaria de introjetar nos leitores, pautando seu processo de decisão na apreciação do mapa de probabilidades, não numa busca impossível e platônica pela certeza, tampouco no resultado conhecido apenas a posteriori. Se o goleiro bate um tiro de meta na direção do gol adversário e, por um milagre, a bola acaba entrando, a decisão do goleiro foi adequada? Você elogiaria um goleiro cujos tiros de meta fossem batidos diretamente tentando marcar um gol lá do outro lado do campo? Qual é a chance de isso dar certo? 

Precisamos olhar para o processo de decisão em si, não para o resultado final, poluído por forças aleatórias e conhecido, por definição, somente ao final, depois de transcorrido o curso da história. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse tipo de rigor analítico, que separa resultados da decisão em si, pode não ser trivial para muitas pessoas. Ele requer um passo mental adicional, em que desviamos da abordagem fácil de julgar por consequências e resultados ex-post, focando nos méritos do julgamento do processo de tomada de decisão, na hora em que ele ocorre, condicionado às informações ali disponíveis. 

Definindo sua visão de mundo pautada na distribuição de probabilidades e na incerteza, Robert Rubin certa vez resumiu: “Algumas pessoas que eu encontrei ao longo da vida parecem mais certas sobre tudo do que eu sobre qualquer coisa. Esse tipo de certeza não é apenas um traço de personalidade que me falta. É uma atitude que parece interpretar equivocadamente a natureza da realidade, sua complexidade e ambiguidade, e, portanto, fornece um arcabouço pobre para tomada de decisão”. 

A postura de Robert Rubin, de humildade e reconhecimento da complexidade e imprevisibilidade do mundo, seria útil não somente para seus anos na Goldman Sachs, mas também para auxiliá-lo decisivamente na crise do México, quando optou por fornecer ajuda financeira ao país vizinho, contendo em muito o potencial etílico da crise de 1994 (conhecida também como “efeito tequila”). 

Para resumir a história, “o sucesso vem da avaliação cuidadosa de toda a informação disponível para o julgamento da distribuição de probabilidades dos possíveis resultados e os potenciais ganhos e perdas associados a cada um deles. Minha vida em Wall Street se baseou em decisões sobre probabilidades, tomadas em frequência diária. (…) O pensamento pautado em probabilidades não é apenas uma construção intelectual pra mim, mas um hábito e uma disciplina enraizadas no meu psiquismo”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa á uma lição importante e foi narrada no último Palavra do Estrategista. Agora, deixe-me acrescentar uma segunda lição, mostrando um novo final. 

Apesar de minha admiração pelo brilhantismo intelectual de Rubin e pelo seu processo de tomada de decisão, há um lado obscuro dessa história, que deliberadamente omiti do último Palavra, para poder contar aqui.  

Entre 1999 e 2009, Rubin integrou o alto escalão do Citigroup, com participação efetiva em assuntos estratégicos. Saiu com um remuneração total acumulada de US$ 126 milhões, apesar da destruição do balanço do banco diante da crise do subprime e de duras críticas à atuação da instituição financeira diante do escândalo da Enron, um grande cliente do banco. 

Como pode o Citigroup ter se envolvido em perdas tão gigantescas e em problemas tão elementares mesmo diante do pensamento voltado a probabilidades e à excelência intelectual de Robert Rubin?  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando se está diante de uma chance de perda muito destruidora, isso requer de você uma outra abordagem. Para os treinados na linguagem de Nassim Taleb, o arcabouço de Robert Rubin funciona muito bem para o Mediocristão, mas não se aplica ao mundo do Extremistão. Ou seja, se você está diante de um evento que pode ser devastador, se aquilo implica risco de morte, aquilo precisa ser evitado a qualquer custo. Um único cisne negro expulsa você do jogo por completo e não há pensamento pautado em distribuição de probabilidade capaz de contornar isso. Afinal, cálculos adequados de probabilidade requerem amostras minimamente razoáveis — e como ter uma amostra grande de eventos raros se eles são… raros? 

Ainda que um evento tenha baixa probabilidade de ocorrência, caso ele implique risco de morte (mesmo a morte financeira apenas), precisa ser evitado a todo custo. Você não entraria (ao menos, não deveria entrar) num avião com “só” 2% de chance de queda.  

Quando se trata de eventos raros, até Robert Rubin pode ser pego de surpresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar