Menu
Rodolfo Amstalden
Exile on Wall Street
Rodolfo Amstalden
Sócio-fundador da Empiricus e autor do Programa de Riqueza Permanente
2020-10-15T10:28:12-03:00
exile on wall street

Sobre o montinho crescendo embaixo do tapete universal

15 de outubro de 2020
10:28
monte
Imagem: Shutterstock

Como o mundo que habitamos se tornou aquilo que é hoje?

Empresas com boas ideias (ok, algumas com péssimas ideias) conseguem abrir capital e financiar seus planos a um custo módico, por meio da Bolsa.

Em troca, acionistas que acreditam na estratégia dessas empresas ganham junto caso elas tenham sucesso, e perdem junto caso elas fracassem.

Justo, não?

Há uma ordem nas coisas. E transparece certa beleza estética através dessa ordem.

Sinceramente, não estou preocupado com as causas que nos levaram a ser o que somos.

Até porque, para uma série de eventos químicos e biológicos caprichosamente encadeados, não houve causa alguma, apenas chance, co-incidência molecular ou genética.

Mas, mesmo nos entrelaçamentos puramente randômicos, uma enorme energia foi despendida pela natureza para chegar até onde chegamos. Sobre isso não há dúvidas.

O home broker no qual você faz login, clica em compra/venda e baixa notas de corretagem para calcular DARFs foi assim configurado devido a uma corajosa conversão energética, contra tudo e contra todos.

O empenho de tamanha energia reduziu o nível de entropia em uma determinada esquina do universo (no caso, a sua esquina) e aumentou mais do que proporcionalmente o total de entropia no restante do universo.

É o que diz a segunda lei da termodinâmica.

Quanto mais ordenado e determinístico se tornar o ecossistema com o qual interagimos, mais ricos nos tornamos.

Como consequência natural, maior o grau de desordem imposto ao universo como um todo.

Para progredir, vamos jogando desordem para baixo do tapete universal.

Diante desse princípio inequívoco, os utilitaristas podem vir a argumentar que o tapete é grande demais (93 bilhões de anos-luz de diâmetro) para que isso represente um obstáculo prático à nossa capacidade de enriquecer.

Ou seja, o Sol pararia de brilhar muito antes de atingirmos um limite de entropia ao progresso humano.

Pode ser, mas não é esse o ponto mais interessante da história.

O ponto mais interessante é que parece existir um trade-off natural aí, entre riqueza e previsibilidade. Para ficar rico, você tem que abrir mão de algum grau de previsibilidade.

Ironicamente, queremos enriquecer em busca de segurança adicional para nós mesmos e nossas famílias, mas temos que abrir mão de segurança para poder enriquecer.

E isso vale também coletivamente.

Uma bandeira nacional pode até sonhar com ordem & progresso, mas a bandeira universal não consegue alimentar esse sonho. Para o universo, a lei entrópica é de desordem & progresso.

Inserida no teatro universal, desconfio que a realidade histórica brasileira também seja essa, de desordem & progresso, mas não ficaria tão bonito na bandeira.

De qualquer forma, entre desordem & progresso e ordem & regresso, eu fico com a primeira combinação.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

gigantes na nasdaq

Ações de Facebook e Tesla caem mais de 4% após resultados do quarto trimestre

Recado da gigante de mídia social assustou mercado; já a montadora de veículos elétricos recua depois de avançar mais de 400% no último ano

crypto news

Elon Musk, bitcoin e as verdades no mundo dos investimentos

Basta que exista uma quantidade suficiente de pessoas ricas acreditando em uma ideia para ela se torne uma verdade; mercado financeiro têm agora dois casos emblemáticos

nova fase

Descredenciada pela XP, EWZ Capital estreia parceria com o BTG Pactual

Empresa, que tem foco educacional e no segmento de renda variável, quer avançar dos atuais R$ 630 milhões em patrimônio investido para R$ 1 bilhão

Dia de decisão

Fed mantém juros e ritmo de estímulos, mas fala de Powell pesa nos mercados

Presidente do Federal Reserve vê um longo caminho até que a economia americana se recupere dos impactos do coronavírus

desigualdade de gênero

Fundos têm que investir em empresas com mulheres no conselho, diz Luiza Trajano

No Brasil, 8% das posições em conselhos de administração, instância estratégia de uma companhia, são ocupadas por mulheres

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies