Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Quem ganha mais nos fundos: o cotista ‘trader’ ou o que ‘deixa quieto’ o dinheiro aplicado?

Veja uma simulação do que aconteceria com investidor que investe em um fundo sempre que o volume de captações aumenta e resgata quando o volume de resgates cresce.

14 de fevereiro de 2020
14:17 - atualizado às 13:28
Investidor
Imagem: Shutterstock

"Solitários, somos livres, porém passamos frio. A dois ou em grupo as diferenças causam dores.” Leandro Karnal

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A epígrafe acima remete a uma metáfora do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, que dá nome a um livro do historiador Leandro Karnal: “O Dilema do Porco-espinho”. Para Schopenhauer, somos como porcos-espinhos que anseiam por proximidade, mas, ao mesmo tempo, somos machucados por ela. Como consequência, acabamos buscando distância e isolamento, para logo nos sentirmos solitários novamente e reiniciarmos o ciclo.

Uma das questões centrais para o filósofo idealista alemão é tentar descobrir como balancear a dor da proximidade com a angústia da solidão. Karnal sugere uma possível solução dos tempos modernos: “De muitas formas, o mundo digital tem sido a resposta encontrada para equilibrar as pessoas entre a dor da solidão e a dor do contato com outras pessoas”. Online, conseguimos nos manter próximos dos outros, mas também podemos silenciá-los com um único botão. Assim, temos o poder de nos isolar quando e como quisermos e escolher com quem queremos ou não falar, independentemente da distância.

No mundo das finanças, a tomada de decisão é íntima e reflete a solidão do processo de investimento. Suponhamos que você e um amigo debatam investimentos diariamente. Vocês têm o mesmo perfil e decidem aplicar em um determinado fundo no mesmo dia. Após alguns meses de alta, o fundo cai 20% em apenas uma semana. A reação do seu amigo é imediata: desesperado, ele resgata tudo com medo de que as perdas aumentem. Você, por outro lado, já mais alinhado com uma filosofia de longo prazo, se mantém firme. Apesar de terem investido no mesmo fundo juntos, o processo de lidar com a própria consciência ocorre de forma individualizada.

Para ilustrar de modo mais palpável, simulei o que aconteceria na vida real. Selecionei um dos fundos de ações sugeridos na série Os Melhores Fundos de Investimento, considerando um investidor hipotético que investe no fundo sempre que o volume de aplicações aumenta e resgata quando o volume de resgates cresce. Para efeitos didáticos, vamos chamá-lo de “trader”, mas considere que ele seja seu amigo do parágrafo anterior. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No gráfico a seguir, comparei o resultado do seu amigo “trader” com o seu, se você tivesse seguido a clássica estratégia de “buy and hold” (comprar e manter sua alocação) durante um período de pouco mais de nove anos:

Leia Também

Enquanto você teria um retorno de 492%, o seu amigo “trader” teria um retorno próximo a 66%, ficando abaixo do Ibovespa, que rendeu 73% no mesmo espaço de tempo. 

Tudo muito lindo nesse exemplo hipotético, não é mesmo? Será que, na prática, a teoria é outra? 

Um caso real e emblemático é o do fundo Magellan, do brilhante Peter Lynch, que obteve retornos na casa de 29% ao ano entre 1977 e 1990, um histórico de ganhos invejável. É uma pena que, de acordo com estudos da Fidelity, gestora responsável pelo fundo, os investidores do Magellan tiveram um resultado, na média, ainda pior do que o do exemplo anterior: eles perderam dinheiro nesse período. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Será, então, que não deveríamos confiar mais nos gestores? 

Talvez devêssemos, já que estamos tão sujeitos ao viés de acreditar que os retornos recentes vão se repetir regularmente. Não é mera coincidência que, na simulação, os momentos de aplicação foram precedidos por períodos de alta e os resgates, por períodos de baixa. Como resultado, o investidor, em vez de se proteger contra as perdas, acaba se excluindo das grandes oportunidades. 

Uma outra hipótese é que a falta de confiança venha da distância com o gestor, somada à falta de informação com relação ao movimento dos ativos. Não sabemos ao certo, mas fato é que ambas podem estar ligadas à solidão do investidor em fundos, em que você está sempre acompanhado de vários outros cotistas, mas solitário com suas inseguranças, dúvidas e ansiedades. 

Nem todo investidor é igual. O gestor, que normalmente tem algo próximo de 100% do seu dinheiro no seu fundo, não resgata quando há perdas. Ele possui informação e conhece com profundidade suficiente seu portfólio para ter total segurança no que está investindo. Nesse caso específico, seu “eu” investidor não está sozinho, está acompanhado de seu “eu” gestor e toda sua experiência. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Investidores institucionais — grandes alocadores — também se sentem sozinhos, mas historicamente têm proximidade suficiente com o gestor para saciarem seu desejo de controle e se sentirem mais seguros nos momentos de incerteza do mercado. 

O investidor pessoa física, como você e seu amigo, infelizmente não tem esse tipo de contato. Quando o fundo cai, normalmente você não sabe o motivo, não sabe se os ativos ficaram baratos demais ou se o gestor fez, de fato, alguma besteira. Daí, surge a solidão que nos preocupa, aquela que pode te transformar no seu amigo “trader” impulsivo (perdedor, no longo prazo). 

Até pouco tempo atrás, a separação entre esses tipos de investidores era muito bem definida. Hoje, como Karnal sugere em seu livro, as redes sociais são parte da solução e o gestor consegue estar a um clique de distância de milhares de investidores, seja no Instagram, seja no Twitter (na famosa Fintwit), no Youtube, no LinkedIn ou no próprio site da gestora, via cartas.

Na Empiricus, consideramos que isso está longe de ser o suficiente. Não basta uma boa rede social, existem gestores que, ainda, não dão esse tipo de abertura. Indo além, a quantidade de informação (e ruído) disponível nas redes é imensa. Sabemos que nem todo mundo tem tempo para descobrir quem seguir, que informação é útil ou não ou qual fundo é bom de fato. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para nós, gestores precisam se destacar quando colocados contra a parede, precisam ser excepcionais. Nada menos do que isso é aceitável para cuidar do seu dinheiro. E é aí que nós entramos, destrinchando o mercado para te aproximar, informar e sugerir apenas Os Melhores Fundos de Investimento, para, assim, você não ficar tão sozinho na hora de investir. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar