Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Quanto vale um almoço grátis

Menos apontadas do que os benefícios – justamente por serem mais difíceis de medir –, mas também existem desvantagens em uma diversificação exagerada.

11 de setembro de 2020
12:07 - atualizado às 13:23
diversificação
diversificação - Imagem: Shutterstock

De um lado do ringue, os megainvestidores e bilionários – cada um à sua época – Warren Buffett, Jesse Livermore e Gerald Loeb.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De outro, vestindo luvas azuis, representantes da Teoria Moderna do Portfólio como Harry Markowitz e William Sharpe e, de penetra, o matemático e financista Nassim Taleb.

Concentrar ou diversificar, eis um dos desafios clássicos ao montar um portfólio de ações.

Embora o segundo grupo esteja vencendo essa batalha intelectual há 60 anos, pode parecer contraintuitivo que apenas a velha guarda do primeiro tenha frequentado as páginas da Forbes.

Não por acaso, já ouvi por aí o argumento falacioso de que diversificar os investimentos não faria sentido, justamente porque as pessoas mais ricas do mundo seriam muito concentradas em seus negócios e investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O objeto da falácia é estatístico, apontando causalidade onde não existe ao ignorar que há um número infinitamente maior de pessoas que concentram suas vidas ou seus portfólios em alguns poucos fatores sem ser bilionárias do que o contrário.

Leia Também

Dito isso, a evidência matemática ex-post a favor da diversificação é robusta: um fundo de ações que tenha uma carteira bem diversificada e com ativos pouco correlacionados tem como resultado uma volatilidade menor.

Porém, a afirmação acima, mesmo que verdadeira, ainda levanta questões relevantes como: i) o número ideal de ações de um portfólio; ii) o nível ideal de correlação entre elas; e iii) a validade da volatilidade como melhor métrica para medir o resultado de uma boa diversificação.

Sem a pretensão de ter respostas exatas, uma boa diretriz é imaginar algo como entre 15 e 25 ações para um fundo tradicional de ações brasileiras, acima do proposto em mercados mais desenvolvidos, dado que nossa Bolsa é relativamente pequena e pouco líquida, o que empurraria as correlações para cima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobre volatilidade, não tenho dúvidas de que há maneiras mais adequadas de medir os benefícios da diversificação.

Se, por exemplo, um gestor adiciona ao seu portfólio a ação de uma empresa que tem sucessivamente surpreendido de maneira positiva seus investidores, é possível que sua volatilidade aumente sem que isso implique aumento de risco, já que oscilações para cima não devem ser consideradas na definição de risco, a principal crítica à volatilidade.

Outros indicadores como "drawdown" (perda máxima) ou "downside risk" (desvios abaixo de um índice de referência) podem representar melhor essa redução de risco do que a volatilidade.

E o outro lado da moeda? Quando diversificar passa dos limites e o almoço continua sendo grátis, mas agora é cobrada do investidor a taxa de entrega?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Menos apontadas do que os benefícios – justamente por serem mais difíceis de medir –, mas também existem desvantagens em uma diversificação exagerada.

A primeira é matemática: os benefícios de adicionar uma nova ação ao portfólio são marginalmente decrescentes, isto é, cada vez menores. O ganho obtido ao adicionar a segunda ação ao portfólio é bem maior do que ao adicionar a vigésima.

Mais indiretos, há dois outros efeitos que podem ir além e tornar um portfólio diversificado demais em algo pior do que um mais concentrado: monitoramento da carteira e custos de transação.

O psicólogo americano George Miller estabeleceu, através de uma série de experimentos, que nossa consciência pode manejar sete, mais ou menos dois, blocos de informação ao mesmo tempo. Acima disso, nossa capacidade de atenção seria dissipada e poderíamos incorrer em perdas de habilidades cognitivas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Logo, o leitor deve concordar que não há qualidade mais importante para um gestor e sua equipe do que a habilidade cognitiva e a capacidade de estudar, analisar e interpretar dados com qualidade e profundidade. O risco é de que ações demais em carteira possam prejudicar suas tomadas de decisão.

O outro efeito são os maiores custos de transação. Por ter mais posições e posições menores, uma carteira muito diversificada deve incorrer em desenquadramentos passivos com maior frequência e maior giro de carteira.

Nessa rivalidade entre concentração e diversificação, há um grupo de gestores que costumam se destacar: os fundos de private equity.

Se a diversificação é melhor, por que esses gestores costumam ter entre duas e três vezes menos empresas no portfólio do que fundos tradicionais de ações? E como obtêm, historicamente, um retorno superior aos seus pares mais líquidos?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A resposta pode estar na frase cunhada pelo Joe Ponzio, fundador do portal de investimentos F Wall Street: diversificação é inversamente proporcional à confiança.

Em outras palavras, se você tem certeza de que uma ação subirá mais do que qualquer outra, deveria colocar 100% do capital nela. Quanto menor a confiança, mais deve diversificar, protegendo-se do que não sabe.

Nesse sentido, indiquei recentemente aos assinantes da série Os Melhores Fundos de Investimento um fundo de ações listadas de uma tradicional gestora de private equity com mais de R$ 70 bilhões sob gestão.

A boa nova é que a Vitreo, com a agilidade que lhe é característica para com seus investidores – muitos dos quais também são assinantes da Empiricus –, vai disponibilizar esse fundo, a partir de segunda-feira, pela primeira vez em uma plataforma de investimentos (na XP, o investimento pode ser feito apenas via agente autônomo) e com o modelo de cashback que reduzirá o custo efetivo pago pelo investidor, ao devolver uma parcela da taxa de administração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acumulando retorno de 490% em seis anos, com 180 profissionais atuando na estrutura de private equity e uma carteira focada em apenas 8 empresas de maior convicção, esta é, na minha opinião, a exceção que foge à regra, a pitada de concentração que vale a pena ter em seu portfólio diversificado de fundos de ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A normalização da inflação e dos juros, o recorde de pedidos de RJ, mudanças na Petrobras (PETR4), e o que mais afeta a bolsa hoje

7 de abril de 2026 - 8:53

Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Entre a crise geopolítica e a rigidez inflacionária: volta ao normal no Brasil é adiada em um mundo fragmentado

7 de abril de 2026 - 7:17

Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A verdadeira diversificação nos FIIs, a proposta de cessar-fogo no Irã, e o que mais move as bolsas hoje

6 de abril de 2026 - 8:09

O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo

TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia