🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O vencedor leva tudo? Quais as consequências?

Monopólios, monopólios… monopólios por toda a parte

29 de abril de 2020
10:20 - atualizado às 13:26
e-commerce
e-commerce - Imagem: Shutterstock

Está em Coríntios 6:12: “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine”.

Cuidado com aquilo que você deseja.

Por anos e anos, reclamamos da concentração bancária no Brasil. Quatro ou cinco bancos, com seus acordos de cavalheiros tácitos, dominavam o mercado e mantinham taxas excessivas e spreads exorbitantes. Isso com metade do crédito vindo de banco público. Ou seja, não era propriamente difícil ser eficiente. Você vivia num ambiente oligopolizado e permeado de estatais. Bingo! Para o acionista, claro, era ótimo — nada como uma reserva de mercado. Não à toa, banco sempre foi — ao menos até o ano passado — figurinha carimbada nas carteiras do smart money local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No mundo dos investimentos, conseguimos o inimaginável: saímos de um ambiente oligopolizado dentro dos bancos para outro monopolizado fora dele. “Ou você aceita essa taxa de estruturação e rebate, ou eu não distribuo seu fundo — ah, e quero exclusividade neste e naquele produto.” O gestor, que sabe da potência monopolista daquele passivo (todos querem um pouco de varejo em sua base), acaba aceitando. Reclama no privado, óbvio, mas jamais em público. Na Bolsa macunaímica, de nossos heróis sem nenhum caráter, quem vai enfrentar o monstro Venceslau Pietro Pietra? 

Curiosamente, houve um avanço nesse sentido em meio ao coronavírus. “Há malas que vêm de trem.” Novas diretrizes para tempos de pandemia. No começo do mês de abril, a CVM publicou orientações sobre pedidos de transferência de ativos entre plataformas de investimento. Basicamente, corretoras vinham exigindo, para tal procedimento, reconhecimento de firma por autenticidade em cartório. Isso sempre foi, claro, um absurdo tremendo, uma forma de manter o investidor enjaulado numa plataforma mesmo a contragosto. Na pandemia, então, ficou inviável. Era mais fácil você soltar um foguete para Marte do que trocar de corretora. Felizmente, a CVM se pronunciou exigindo a possibilidade de transferência por meio eletrônico — sendo mais rigoroso, em Ofício Circular de 9 de dezembro de 2019, a autarquia já sugeria essa prática entre as mais apropriadas no atendimento ao cliente, mas, dado o caráter apenas sugestivo daquele texto, seu enforcement acabou prejudicado. 

A facilidade de transferência de custódia é um passo importante para a quebra do ambiente monopolista que, na prática, vigora no mundo de investimentos fora dos bancos, com todas as consequências conhecidas desse tipo de estrutura de mercado. Espero que a pandemia passe rápido, mas que a diretriz e o enforcement da CVM durem para sempre. 

Infelizmente, há outro ponto, ainda envolvendo a questão de transferência de ativos e migração entre corretoras, que não avançou durante a pandemia do novo coronavírus. Arriscaria dizer até que retrocedeu. Eu me refiro à criação de fundos espelho, os “Advisory”, “Selection” e por aí vai. Resumo grosseiro: a corretora cria um fundo próprio (espelho) que basicamente investe num fundo de terceiro. Para o cliente da corretora, passa a haver a única alternativa de investir nesse fundo espelho (que pertence à corretora e não pode ser portado para outro lugar, porque ele sequer existe em outro lugar). Vamos criando amarras para que o cliente fique enclausurado dentro de estruturas que nem sempre lhe convêm. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Monopólios, monopólios… monopólios por toda a parte. 

Leia Também

Na verdade, eu fui trazido — mentalmente, claro — ao tema quando vi o espetáculo de resultado apresentado pela Alphabet (holding controladora do Google) ontem à noite. Com suas ações subindo quase 8% no after market ontem, pensei como estamos condenados a um mundo de cada vez mais concentração, com uma cara muito clara de “winner takes all”. Google raspa de um lado, Facebook (com o Insta) do outro. Apple domina nos apps, Amazon abocanha o e-commerce clássico. As FAANGs (Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google) vão ficando cada vez mais poderosas, mais possuidoras de dados, mais ricas de caixa, com as melhores tecnologias. E o processo vai se retroalimentando.

Fiquei pensando: quais seriam as consequências disso?

Difícil dizer, mas, se a história serve de guia, não parece propriamente uma boa notícia. O último pico anterior de tamanha concentração no S&P 500 ocorreu lá pelos anos 2000, época do estouro da bolha pontocom, conforme podemos ver na imagem abaixo:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A tendência é que essa concentração vá aumentando. Más notícias para quem tem small caps e, claro, para aqueles que precisam concorrer com essas gigantes — até que, eventualmente, os reguladores venham a agir sobre os fatos; mas reguladores… bem… deixa pra lá. 

E para o Brasil, alguma consequência? Penso em ao menos três:

1. Não me parece razoável que o e-commerce continuará tão fragmentado. Haverá mesmo espaço para players tão grandes quanto Mercado Livre, Magazine Luiza, Via Varejo, B2W dividirem esse bolo? Sem falar na Amazon, claro… Será que, por aqui, também não veríamos uma dinâmica do tipo “winner takes all”(o vencedor leva tudo?).

2. Se essas “supertechs” vão dominar o mundo, hiperbolicamente, claro, o S&P e os índices de ações norte-americanos passarão a ser más representações do comportamento geral das empresas dos EUA. No limite, ao olhar para o S&P, você estará olhando para o desempenho das FAANGs, não para o comportamento de uma empresa americana típica. É como se saíssemos do Mediocristão (em que as informações estão centradas na média, e uma única informação, qualquer que seja, explica pouco de toda a amostra) para o Extremistão (em que poucas informações podem explicar tudo; muito peso das poucas FAANGs entre as centenas de empresas do índice).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

3. Em 2) sendo verdade, a correlação entre as Bolsas norte-americanas e as do resto do mundo deve cair, porque as FAANGs têm penetração global e são irreplicáveis localmente. Em outras palavras, o S&P e o Nasdaq serão puxados pelas FAANGs, mas não pelo desempenho médio das empresas. Assim, não haveria razão para as outras Bolsas, que carregam empresas médias (e não as FAANGs) andarem parecidas com Wall Street. Ainda pior: nessa perda de correlação, a Bolsa brasileira deveria ficar pra trás, porque tecnologia é sub-representada em nosso índice.

O único monopólio do qual podemos nos orgulhar é mesmo o da jabuticaba. Ah, e talvez o da pizza de catupiry da Margherita também.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VISÃO 360

A hora da Cigarra: um guia para gastar (bem) seu dinheiro — e não se matar de trabalhar

15 de fevereiro de 2026 - 8:01

Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Zuck está de mudança: o projeto californiano que está deslocando o eixo dos bilionários nos EUA

14 de fevereiro de 2026 - 9:02

Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Por que Einstein teria Eneva (ENEV3) na carteira, balanço de Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e outras notícias para ler antes de investir

13 de fevereiro de 2026 - 8:52

Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje

SEXTOU COM O RUY

Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?

13 de fevereiro de 2026 - 6:03

Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Japão como paraíso de compras para investidores, balanços de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e o que mais move a bolsa hoje

12 de fevereiro de 2026 - 8:59

O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos dizer que a Bolsa brasileira ficou cara? 

11 de fevereiro de 2026 - 19:50

Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar