Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O investidor inteligente, versão renda fixa — a penúltima peça do quebra-cabeças

Um ponto que o argumento “a renda fixa morreu” negligencia é que a queda do juro curto permite o desenvolvimento de vários outros instrumentos de renda fixa

18 de novembro de 2020
11:20
Montagem mostra homem descansando enquanto moedas pingam em torneira
Imagem: Shutterstock

A cabeça é um bicho estranho. Lendo o título deste Day One, se você é mais ou menos como eu, não se interessou pela “penúltima peça”. Se formos parecidos (espero que você não seja um escândalo tão grande como eu sou), o leitor quer mesmo saber qual é a última, não a penúltima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Calma. Uma coisa de cada vez. A última ainda não posso contar. O quebra-cabeças termina mesmo na próxima segunda-feira, logo pela manhã. Marque na sua agenda. Na semana que vem, Empiricus e Vitreo fazem seu evento anual, o primeiro conjunto e, arrisco dizer, um marco na história do mercado de capitais brasileiro. Finalmente, teremos uma alternativa a tudo que está por aí.

Teremos a presença do ministro Paulo Guedes, de André Jakurski, Rogério Xavier, Eduardo Giannetti, André Ribeiro, Florian Bartunek, Maurício Bittencourt, Sérgio Rial, Gilson Filkenstein, Abílio Diniz, Fernanda Torres, Amyr Klink, Luiz Felipe Pondé, José Roberto Guimarães e outros (sem nenhum demérito a “outros”, de verdade). Será uma presença ausente, por ser virtual. Mas estamos mesmo imbuídos de um espírito, de uma motivação, do propósito de mudar a realidade do investidor pessoa física brasileiro, transformando famílias pela via da educação financeira de qualidade, sem conflitos de interesse ou intermediários mais preocupados consigo mesmo.

Além das lives sequenciais formidáveis, cujo cronograma será disponibilizado em detalhes nas próximas horas, no máximo amanhã, temos uma grande surpresa para a segunda-feira. Essa fecha o tal quebra-cabeça. Aguardem.

Por enquanto, a penúltima peça. É dela que quero falar hoje.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Querem me convencer de que a renda fixa morreu no Brasil. Sou bicho meio teimoso e de difícil convencimento. Confesso, porém: se, com isso, querem dizer “a renda fixa convencional, ortodoxa, pós-fixada, sem volatilidade e com liquidez diária, assumindo já superada a questão da reserva de emergência”, daí concordo. Ganhou. Mas, falando sério, faltou adjetivar a parada, né, meu amigo Charlie Brown?

Leia Também

Há uma grande tendência secular, estrutural e, entendo, definitiva de redução brutal das taxas de juro no Brasil. Nosso grande produto era o CDI. Por que você iria diversificar seus investimentos e correr riscos se, sem fazer nada, ganhava 20%, 15%, 10% ao ano? Era quase um luxo e uma aventura prestar-se a isso. Agora, a coisa mudou. E não voltaremos ao cenário anterior, a não ser que optemos por explodir o país mediante o abandono do teto de gastos sem a adoção de outra efetiva âncora fiscal, no que eu não acredito. 

Não quero dizer que a Selic não vai subir sob hipótese alguma. É provável que tenhamos elevação da nossa taxa básica de juro, mas será algo para 3%, 4%, talvez 5%. Não muda a essência da discussão.

Isso é, de fato, revolucionário. Juntamos isso com a maior tecnologia, a facilidade de acesso a plataformas de investimentos e a maior educação financeira e entendemos o tal financial deepening, tão intenso e rápido. Levamos cem anos para colocar 600 mil pessoas na Bolsa. Em pouco mais de dois anos, colocamos outros 2,4 milhões. Números grandes aqui só para facilitar o argumento, sem nos perdermos em filigranas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não dá mais para ganhar dinheiro no CDI. Acabou, já era. E não volta. Mudança estrutural e definitiva. 

Falando em grandes dinâmicas de longo prazo, o que estamos vendo aqui não é muito diferente, guardadas as devidas proporções evidentemente, ao observado nos EUA pós-era Volcker. Depois das subidas expressivas dos juros por conta dos choques do petróleo, reduzimos as taxas para estimular a economia. O dinheiro rapidamente saiu da renda fixa tradicional, que não rendia mais nada, e, num primeiro momento, demos origem à era dos hedge funds, dos gestores consagrados, passando, também, claro pela gestão ativa em ações. O segundo momento foi a explosão vertiginosa dos ETFs e da gestão passiva. E, agora, temos a migração em direção a ilíquidos e alternativos.

É o mesmo script aqui agora. Com 20 anos de atraso, mas tudo bem. Sendo bem rigoroso, vejo uma pequena diferença nesse paralelo, que não muda o quadro geral. Seguindo a cronologia americana, teríamos à frente anos dourados para nossos hedge funds, basicamente os gestores macro. Se você for falar com private bankings tradicional ou grandes alocadores de recursos, provavelmente vai ouvir argumento nessa direção, sobre a necessidade de diversificar da renda fixa tradicional para abordagens multimercados. Eu, Felipe, tenho uma opinião muito particular a esse respeito. 

Acho a turma macro no Brasil, no geral, muito competente em gerar retornos, aqui dentro, em juro e câmbio. Acontece que, como temos falado, boa parte desse jogo no juro acabou e o câmbio é sempre difícil. Essa turma vai ter que fazer equities e internacional — aí o jogo é outro. A verdade é que, com raras exceções, os times de ações dentro das grandes gestoras, ou mesmo os grandes gestores macro individualmente, não são caras do mundo de equities. É outra natureza. Além disso, depois de terem ficado muito grandes, as assets acabam tendo que ir lá pra fora, onde o campeonato é de outra ordem, com suas próprias particularidades e uma competição ainda mais brutal. Em alguns casos, o cotista acaba financiando a aventura empreendedora do gestor, que decide explorar mares nunca dantes navegados, num mercantilismo às avessas, em que a colônia decide explorar os mercados das metrópoles.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Feita essa ressalva, a dinâmica deve ser a mesma. Uma multiplicação do mercado de ações no Brasil (em número de empresas, em CPFs na B3, em número de fundos, em follow-ons, em volume transacionado e em valorização das companhias), uma maior penetração de ativos internacionais nas carteiras e uma caminhada em direção a ilíquidos e alternativos. Esse é o filme de longo prazo, olhando em perspectiva, com o zoom out do Google Maps.

Um ponto, porém, que o argumento “a renda fixa morreu” negligencia é que a queda do juro curto (da Selic em grande medida) permite o desenvolvimento de vários outros instrumentos de renda fixa, como o financiamento privado local, com uma expansão importante do crédito privado, e a exploração de títulos de prazo mais longo, que ainda pagam juros bastante altos.

Essa, inclusive, me parece uma oportunidade bacana agora. Há um argumento de que a Bolsa está muito mais atrativa agora que os juros caíram. Não chego a dizer que ele é falso, mas deveria importar para os valuations das ações o juro longo — afinal, ações são ativos de duration (prazo médio) longo. Em outras palavras, difícil termos uma valorização muito grande da renda variável, com permanência ou até aumento dos juros longos.

Em sua última carta aos cotistas, a gestora Persevera trouxe uma análise muito interessante sobre quanto o mercado superestima a trajetória dos juros futuros. Compactuo fortemente com a análise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A argumentação se apoia fundamentalmente em três pilares: 

  • A expectativa do mercado de que a inflação deve voltar a 4,5% parece excessiva. O Brasil, e o mundo em grande medida, vive um problema de falta de crescimento e inflação, não o contrário. Sucessivamente, temos nos frustrado com a dinâmica de crescimento brasileiro nos últimos anos. Sobre o tema da inflação, vale ler artigo recente de Carlos Kawall no Valor, de título “O Choque, o IGP e o IPCA”.
  • O cenário fiscal pode ser um pouco mais benigno do que os atuais prêmios de risco sugerem. A pandemia, claro, piorou a situação fiscal brasileira e do mundo. O esforço keynesiano encontra precedentes somente em períodos de guerra. Ao mesmo tempo, todos devem conviver com taxas de juro muito baixas e isso significa mais tempo para ajustar a dinâmica da dívida. Uma coisa é ter 60% de dívida/PIB com essa dívida rodando a 15% ao ano. Outra é ter 97% de dívida/PIB, com juro médio de 5% (ou algo por aí). Teríamos ainda espaço para uma discussão mais técnica sobre a necessidade de se falar em dívida líquida, não bruta, mas aí é outra história.
  • A famosa taxa real neutra, aquela abstração típica dos economistas, caiu bastante, tanto no Brasil quanto no mundo. Há dinâmicas estruturais de tecnologia e demografia empurrando as taxas de juro para baixo. Fatores elementares como a reforma da Previdência e o teto de gastos também flertam com essa dinâmica. Claro que podemos reclamar da velocidade e da abrangência das reformas, mas parece inegável o processo de normalização da economia brasileira nos últimos anos quando olhamos friamente.

Essa é apenas uma das formas de se explorar o mercado de juros. No final, ele é muito mais plural e rico do que o CDI ou a Selic.

Estou muito feliz em anunciar que agora você pode comprar Tesouro Direto também na Vitreo. É mais uma peça no nosso quebra-cabeça. O mais interessante é que você pode fazê-lo de forma inteligente e lucrativa, por meio do Tesouro 3.0, a poupança do futuro. Mais retorno, com baixo risco. 

O investidor pode se sofisticar bastante, mesmo dentro da renda fixa. O mundo é muito mais interessante do que a dicotomia Ibovespa x CDI. Seja muito bem-vindo à indústria 3.0. Agora você tem a opção de escolher. Agora, só volto a escrever na segunda-feira. Daí te conto a última…

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia