🔴 [EVENTO GRATUITO] MACRO SUMMIT 2024 – FAÇA A SUA INSCRIÇÃO

Cotações por TradingView

Meu nome é reflation trade, mas pode me chamar de emerging party

Em um contexto dominado pela aleatoriedade e frequentemente subordinado à conflação, duas causas opostas podem levar a um mesmo efeito, enquanto uma mesma causa pode levar a dois efeitos opostos.

5 de novembro de 2020
11:58
Biden Trump eleições 2020 Estados Unidos
Imagem: Shutterstock

As histórias de mercado geralmente são contadas de ponta-cabeça, pseudoalgoritmos de engenharia reversa.

Se o Biden ganha a eleição e o S&P 500 sobe, dando carona à emerging party, então é por que o mercado preferia o Biden.

Volte quatro anos no tempo, troque "Biden" por "Trump" na frase acima, "emerging party" por "reflation trade" e tudo bem: raciocínio preservado, conclusões imaculadas.

Há duas faces naquilo que chamamos de falácia da narrativa do mercado.

Uma delas é semântica, já bem explicitada pelo fooled by randomness talebiano. Desmistifica em nossas cabeças o tabu das causalidades financeiras.

Em um contexto dominado pela aleatoriedade e frequentemente subordinado à conflação, duas causas opostas podem levar a um mesmo efeito, enquanto uma mesma causa pode levar a dois efeitos opostos.

Por conta desses cruzamentos ilógicos, da noite para o dia, investidores irresponsáveis viram gênios da previsão, e cabeças brilhantes acabam fazendo papel de idiotas.

É o amargo imediato da cicuta a tomar o paladar daqueles genuinamente interessados pelo doce gosto do mel em longo prazo.

Na outra face da falácia — sintática —, as nobres posições tradicionalmente atribuídas ao sujeito da oração perdem importância.

Distanciamo-nos da pequenez das crônicas da vida cotidiana, em que os sujeitos são protagonistas da narrativa, e adentramos um mundo alternativo onde apenas os predicados importam.

Biden e Trump podem tuitar à vontade, alternar perfis de mocinho e bandido, mas é o mercado que, em última instância, decide quem fez o certo e quem ganha dinheiro no final, para além do bem e do mal.

Presidentes feitos de heróis importam menos do que seus milhões de investidores escondidos por trás de estatísticas de votos.

Aproveitando a carona: nesse mundo, a autonomia de um Banco Central é uma grande ilusão.

A mesma autonomia que blinda o presidente do Bacen de ingerências mil o faz ainda mais funcionário da instituição.

Por que, se eu tenho autonomia para domar a inflação, tenho liberdade para tratá-la com indiferença quando ela vira uma nota de rodapé?

Se inauguro o forward guidance, posso desistir dele com a mesma facilidade, seguro de meu total livre arbítrio?

Eventualmente, seremos todos cobrados pelas liberdades que desejamos, inclusive a liberdade de interpretação.

No such thing as a free freedom.

Compartilhe

EXILE ON WALL STREET

A simplicidade é a maior das sofisticações na hora de investir

12 de setembro de 2022 - 18:55

Para a tristeza dos estudiosos das Finanças, num daqueles paradoxos do conhecimento, quanto mais nos aprofundamos, parece que cavamos cada vez mais no subterrâneo

EXILE ON WALL STREET

Marcas da independência: Vitreo agora é Empiricus Investimentos

5 de setembro de 2022 - 8:43

Com a mudança de nome, colhemos todos os benefícios de uma marca única, com brand equity reconhecido e benefícios diretos, imediatos e tangíveis ao investidor

EXILE ON WALL STREET

Além do yin-yang: Vale a pena deixar os fundos para investir em renda fixa?

2 de setembro de 2022 - 11:47

Investidores de varejo e institucionais migraram centenas de bilhões em ativos mais arrojados para a renda fixa, o maior volume de saída da história do mercado de fundos

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Encaro quase como um hedge

1 de setembro de 2022 - 13:27

Tenho pensado cada vez mais na importância de buscar atividades que proporcionem feedbacks rápidos e causais. Elas nos ajudam a preservar um bom grau de sanidade

EXILE ON WALL STREET

Complacência: Entenda por que é melhor investir em ativos de risco brasileiros do que em bolsa norte-americana

29 de agosto de 2022 - 11:25

Uma das facetas da complacência é a tendência a evitar conflitos e valorizar uma postura pacifista, num momento de remilitarização do mundo, o que pode ser enaltecido agora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: O elogio que nem minha mãe me fez

25 de agosto de 2022 - 12:02

Em mercados descontados que ainda carregam grandes downside risks, ganha-se e perde-se muito no intraday, mas nada acontece no dia após dia

EXILE ON WALL STREET

Degrau por degrau: Confira a estratégia de investimento dos grandes ganhadores de dinheiro da bolsa

24 de agosto de 2022 - 13:57

Embora a ganância nos atraia para a possibilidade de ganhos rápidos e fáceis, a realidade é que quem ganha dinheiro com ações o fez degrau por degrau

EXILE ON WALL STREET

Blood bath and beyond: Entenda o banho de sangue dos mercados financeiros — e as oportunidades para o Brasil

22 de agosto de 2022 - 12:25

Michael Hartnett, do Bank of America Merrill Lynch, alerta para um possível otimismo exagerado e prematuro sobre o fim da subida da taxa básica de juro nos EUA; saiba mais

EXILE ON WALL STREET

Você está disposto a assumir riscos para atingir seus sonhos e ter retornos acima da média?

19 de agosto de 2022 - 13:50

Para Howard Marks, você não pode esperar retornos acima da média se você não fizer apostas ativas. Porém, se suas apostas ativas também estiverem erradas, seus retornos serão abaixo da média

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Qual é o mundo que nos aguarda logo à frente?

18 de agosto de 2022 - 11:45

O mercado inteiro fala de inflação, e com motivos; afinal, precisamos sobreviver aos problemas de curto prazo. Confira as lições e debates trazidos por John Keynes

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies