O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A cada casamento entre um bid e um ask, o comprador se encontra com o vendedor, com vistas a resolver diferenças de prazo, liquidez, propensão ao risco, retorno esperado, etc.
"Evite discutir com seu antagonista em um âmbito privado.Você será incapaz de convencê-lo do seu argumento.Em vez disso, discuta com ele em público, com vistas a convencer as pessoas em torno dele."
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa é uma das recomendações que o Taleb faz questão de escrever (publicamente) sob a forma de aforismo.
Mesmo sem ter nenhum antagonista específico em mente, notamos a implicação direta desse preceito talebiano dentro do mercado.
O que é o mercado senão uma enorme discussão pública?
A cada casamento entre um bid e um ask, o comprador se encontra com o vendedor, com vistas a resolver diferenças de prazo, liquidez, propensão ao risco, retorno esperado, etc.
Trata-se de um encontro pacífico, amoral; não há intenção alguma de convencimento.
Leia Também
Uma parte não visa a convencer outra parte; o comprador não quer transformar o vendedor em outro comprador.
Ao contrário: até certo ponto, o comprador prefere começar sozinho em seu argumento, pois assim compra mais barato; e acha ótimo que o vendedor tenha uma posição contrária à sua, quaisquer que sejam os motivos alheios.
Na maioria das milhares de transações ocorridas a cada dia, o comprador não conhece o vendedor — o que inibe o uso de argumentos ad hominem.
Ainda mais importante: o comprador não quer provar ao vendedor que está certo — ou, ao menos, não deveria querer provar nada. Na discussão de mercado, queremos apenas ganhar dinheiro.
No entanto, ao ganhar dinheiro, acabamos convencendo as pessoas ao redor de que estamos certos, sendo que nem queríamos estar certos!
Não é maluco isso?
No momento, há uma série de vendedores de stay at home, enquanto compradores buscam casos descontados pelo isolamento — naquilo que é chamado de "rotation trade".
Sem querer convencer ninguém se estou certo ou errado, considero extremamente infeliz a ideia de vender techs para comprar aéreas neste momento.
Boa parte dos prêmios desenvolvidos pelas tech stocks nos últimos meses diz respeito ao teste pandêmico pelo qual todos passamos, e do qual as techs saíram como antifrágeis e as aéreas saíram como frágeis.
Embora o conceito talebiano de antifragilidade seja maravilhoso na teoria, sua aplicação prática é raríssima. Há pouquíssimos ativos antifrágeis à disposição do investidor, e são todos dependentes de contexto. Quando eles aparecem, devemos celebrá-los com justiça.
Ademais, sempre há o risco da eclosão de novas ondas de contágio, com sérias consequências financeiras. Se essas ondas vierem, as aéreas derreterão uma vez mais, obrigando o mercado a correr de volta para as techs, perdendo nas duas pontas.
As techs funcionam bem com pandemia ou sem pandemia. A decisão de comprá-las ou não tem a ver com preço, mas não tem a ver com a própria existência das mesmas em longo prazo.
Para as aéreas, entretanto, o payoff é bem menos favorável, é quase que binário.
É claro, estou aqui falando de techs e aéreas, mas o raciocínio se estende para outras classes de ativos situadas nos extremos de stay at home versus I want to break free.
O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso
O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil
Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros
Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?
O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026
Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais
O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto
Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil
Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade
Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas
Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje
A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento
O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta