Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Eu não sei

Sou mensageiro de más notícias: precisaremos aprender a conviver com a incerteza. Não podemos antecipar os movimentos seguintes, nem mesmo os iminentes.

27 de abril de 2020
10:35 - atualizado às 13:26
Presidente Jair Bolsonaro - Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Everyone goes through changes
Looking to find the truth
Don't look to me for answers
Don't ask me, I don't know
How am I supposed to know
Hidden meanings that will never show
Fools and prophets from the past
Life's a stage and we're all in the cast
Ya gotta believe in someone asking me who is right
Asking me who to follow, don't ask me, I don't know
I don't know, I don't know, I don't know”
Ozzy Osbourne — I don’t know

Será que já não tínhamos cisnes suficientes para chamar de nossos? O coronavírus, o choque do petróleo… agora a saída do ministro mais popular do governo? E da forma que foi? Às crises de saúde, econômica e cambial, soma-se uma nova, de algumas consequências até agora desconhecidas.

Sim, desconhecidas. Ah, quanta sapiência nas redes sociais. Em um final de semana, descobrimos especialistas em tudo. O sujeito sabe em detalhes a respeito do novo coronavírus, a forma perfeita de enfrentá-lo, quais os desdobramentos do retorno do lockdown, a maneira com que o Banco Central deveria conduzir suas intervenções no câmbio (e a política monetária em geral), como o setor de petróleo, que volta a sofrer hoje, vai sair da enrascada atual, qual o nível ótimo de estímulo fiscal a ser adotado e, claro, todos os meandros da esfera política.

Aqui, não. Sigo sob o mesmo não saber de sempre. Sou mensageiro de más notícias: precisaremos aprender a conviver com a incerteza. Não podemos antecipar os movimentos seguintes, nem mesmo os iminentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seria mais reconfortante, claro, se eu viesse aqui dizer que sei exatamente o que vai acontecer. Mas seria ainda mais desonesto do que reconfortante. E isso eu não topo. Uns enganam aos outros. Outros enganam a si. E há quem faça as duas coisas. Unskilled and unaware of it.

Leia Também

Há algo curioso nessa história: as pessoas mais bem informadas são aquelas que estão dizendo “eu não sei”.

E se tudo que tivermos de fazer para conhecer o futuro for esperar?

Sobre a crise política, entendo a saída do ministro Sergio Moro como o início, não o fim, de um processo. Inicia-se um processo, termina-se um governo. Talvez não formalmente, por meio de um impeachment. Mas pragmática e moralmente. Agora, teremos de escolher entre um fim terrível — diante de eventuais novas provas sobre crimes de responsabilidade do presidente (não me parece que o ex-ministro Moro seja alguém propriamente despreparado do ponto de vista técnico para embates jurídicos; o ambiente das redes sociais é bem diferente daquele dos tribunais) e um terror sem fim (em que assistiremos a um esfacelamento gradual do governo, com doses homeopáticas de sofrimento, quando o foco do Executivo passa a se dar exclusivamente na própria sobrevivência, não em fazer o necessário para a retomada do processo de crescimento e desenvolvimento socioeconômico).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao perder Sergio Moro — e da forma que foi —, Bolsonaro perde um dos bastiões de seu governo: o pilar ético e moral, a bandeira do combate à corrupção, a figura mais proeminente em prol da segurança pública e a base de apoio lavajatista. 

Enquanto isso, o presidente reage antagonizando com o ex-ministro, o que escala ainda mais o problema. Gestões de crises são feitas para deixá-las passar, não para sair vencedor de determinados embates. Há vitórias pírricas em que você pode até ganhar do adversário, mas o custo sobre si será enorme. Aproxima-se do Centrão, cuja única ideologia está na própria fisiologia. Sob esse instinto de sobrevivência — talvez, de fato, não houvesse outro caminho, Bolsonaro fica à mercê das raposas da velha política, sob o risco de passar a ser chantageado por elas. Convenhamos: a chantagem não seria uma atitude propriamente inesperada de figuras como Roberto Jefferson, Ciro Nogueira, Valdemar Costa Neto e por aí vai. 

Se não tivermos fatos novos contra o presidente e se sua popularidade se mantiver razoavelmente alta, acima de 15% de aprovação, potencialmente não teremos grandes problemas. O problema é que as duas premissas parecem um pouco fortes. A partir do pedido de inquérito da PGR, Moro terá de se explicar sobre as acusações feitas na última sexta-feira; então, meu caro, prepare-se. Beiraria ingenuidade achar que o ex-ministro e juiz não estaria absolutamente preparado para este momento. Já temos contratados fatos novos. É quase uma contradição lógica apostar na “ausência de fatos novos”. O inquérito das fake news está aí. O pedido da PGR já chegou ao Supremo. 

Esse embate político chega num momento de profunda recessão econômica e de crise na saúde, em que a popularidade do presidente, dada a condução já errática da situação (um dos poucos líderes mundiais que não ganharam apreço da população com a pandemia), já vinha em queda. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sob eventuais fatos novos circunscritos às denúncias de Moro e possível perda de popularidade, o Centrão teria tudo de que precisa para chantagear ainda mais o Executivo, pedindo-lhe verbas e outras benesses, esgarçando o já combalido orçamento público e afastando-nos ainda mais da agenda liberal proposta pelo ministro Paulo Guedes. A tal conversão ao liberalismo do presidente Bolsonaro era fácil de ser defendida para se ganhar uma eleição. Diante de sua última tentação, Messias sucumbiria ou manter-se-ia fiel? Quando o dinheiro não entra pela porta, o amor (e a fé) voa(m) pela janela. Na crise, conseguiremos manter o rigor fiscalista? Se sim, como lidar com o Centrão? Se não, como lidar com o ministro Paulo Guedes?

É evidente que não se espera uma ruptura imediata do ministro da Economia neste momento. Há responsabilidade com o país. Como resume um velho poema grego, a vontade dos deuses eternos não muda tão depressa. Como disse acima, é o início de um processo; não o fim. Neste momento, as manifestações, principalmente públicas, serão necessariamente de apoio recíproco entre Guedes e Bolsonaro. Há uma semana, se fosse se manifestar sobre o então ministro, Juvenal Juvêncio diria que Sergio Moro está muito prestigiado no cargo.

Palavras não pagam dívida. Em teorias e em entrevistas, os ânimos parecem calmos e as permanências no governo certeiras. Mas as respostas do cotidiano são sempre mais difíceis. A realidade insiste em ser mais dura do que os discursos.

E tudo isso vem nos abater justamente naquela que já é a maior crise desde 1929 — de repente, não falamos mais no coronavírus, nem na esperada queda de 5% do PIB ou no recorde da taxa de câmbio, com nossas reservas indo embora a um ritmo impressionante de intervenções do Banco Central; quanto tempo até resgatarem a expressão “ataque especulativo”?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também sobre a crise de saúde encontramos discursos bonitos, fáceis e superficiais. “A saída é encontrar um equilíbrio entre retomar a economia e achatar a curva de números de casos.”

Jura? 

Na teoria, o discurso é lindo. Na prática, a teoria é outra. O diabo está em descobrir o tal equilíbrio. Não há histórico de algo parecido, não há teste amostral, não há experiência de laboratório.

Qual é este equilíbrio? Não sabemos. Vamos descobrir como é a vida real: em tentativa e erro, sem qualquer guia anterior para algo semelhante, navegando em mares nunca dantes navegados. Fazendo tentativa e erro em cima de uma curva exponencial. Qual o problema disso? Se você erra para direita numa curva exponencial, ela explode assintoticamente para o infinito. E isso não me parece nada bom. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não estou dizendo que necessariamente algo de ruim vai acontecer. A grande questão, para mim, é que os mercados parecem projetar um cenário muito otimista à frente, considerando apenas a parte direita da distribuição de probabilidades de eventos futuros, que, na real, nos é bastante desconhecida e de caudas bem gordas, mostrando enorme incerteza e dispersão de resultados. Em outras palavras, mais riscos.

Como perfeitamente resumiu Christopher Cole, da Artemis Capital, "considerando o comportamento da volatilidade, os mercados estão precificados para um evento puro e simples de risco e uma recuperação posterior rápida (como o 11 de setembro de 2001 ou o desastre de Fukushima), em oposição a uma profunda recessão (como em 1929 e 2008). O tempo dirá se estamos em processo de negação ou apenas subdimensionando riscos".

O que já é material: o PIB brasileiro volta ao final de 2020 ao mesmo patamar de 2010. E não somos só nós que podemos nos orgulhar de mais uma década perdida. Agora, os americanos têm sua "lost decade" para chamar de sua. Devolvemos toda a criação de empregos americanos dos últimos dez anos em um mês.

O que vai acontecer a partir de agora? Eu realmente não sei. Mas vejo um mercado incorporando uma recuperação muito rápida da atividade, enquanto vivemos uma crise aguda na saúde e o esfacelamento de um novo governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Infelizmente, teremos de aprender a caminhar no desconhecido, a viver em um mundo que não entendemos.

Diante da falta de resoluções até aqui para a crise de saúde, em certo sentido, é a ciência mostrando também seus limites e abandonando a falsa sensação de que ela poderia ocupar o espaço perdido por Deus desde o Iluminismo. A ciência também apresenta suas restrições e dela não podemos esperar algo além de suas possibilidades.

Em certo sentido, voltamos à provocação de Eduardo Giannetti na Folha, em 1998: "Estarei sozinho, contudo, em vislumbrar, na fábula dos dois irmãos mitológicos, a lenda de todo um povo que aspira aos poderes e confortos da racionalidade de Prometeu, mas se nega obstinadamente a abrir mão dos gozos e delícias da imprevidência de Epimeteu?”.

A racionalidade de Prometeu parece derrotada no caos em que nos metemos. Não precisamos agir por impulso como Epimeteu, mas ao mesmo tempo podemos confundir não saber com não agir. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ciência e a racionalidade não podem nos ajudar muito agora. Temos de transitar pelo escuro. Talvez a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e ela surpreendentemente pode passar pelo grunge: "with the lights out, it's less dangerous". O Nirvana está em saber caminhar na incerteza. O resto é puro desejo (inócuo e autoenganador) de controle. 

A única resposta que posso lhe dar: eu não sei. Mas sempre que isso acontece, o dólar sobe.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia