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Assim como teorias de ciclos de negócios, movimentos de criptoativos possuem as tendências de ascensão, ápice, declínio e retomada: vou contar tudo para você aqui.
Os últimos meses foram bem atípicos para a maioria das pessoas. Por aqui não foi diferente: com uma filha de quase 7 anos, precisamos nos adaptar para fazer o “novo normal” de home office, home schooling e isolamento social funcionarem.
Contudo, para funcionar teve um preço: paramos de frequentar as casas de nossas famílias para respeitar de fato o isolamento.
Acontece que, depois de quase quatro meses, os avós estavam doentes de saudades. E com o país ensaiando uma reabertura gradual, também chegou nossa vez: decidimos voltar a frequentar os avós uma vez por semana, ao menos por enquanto.
Então, no último sábado, minha filha finalmente viu os avós maternos – e a priminha que mora com eles, que ela tanto ama.
Brincaram o dia todo, escutamos gargalhadas das duas o dia inteiro. Até que chegou a noite. A hora de ir embora. E o choro que durou os 10km do caminho de volta.
Tentei tranquilizar, mostrar que tanto o isolamento, quanto a farra do dia e a tristeza ao partir, eram normais.
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Nessa empreitada, contei a ela que, quando era criança, passava boa parte das férias com meus primos, no interior de São Paulo.
Mas assim que chegava a hora de ir embora, eu começava a chorar e chorar. As balas e doces não me “compravam” e as três horas da volta para São Paulo eram preenchidas com lágrimas copiosas de saudades antecipadas.
Um belo dia, isso mudou. Provavelmente se lembrando que eu acordava às 4h da manhã para ouvir Bach com ele, meu pai pegou uma fita no porta-luvas, colocou no toca-fitas do fusquinha branco e em alguns minutos o silêncio se fez.
Era “As Quatro Estações” de Vivaldi, que dali para frente também passou a ser conhecida como “a fita para fazer a Helena parar de chorar na volta de Itapeva”.
Essa obra é uma das primeiras lembranças que tenho de ter entendido que tudo na vida ocorre em ciclos: verão com os primos, outono trocando cartas, inverno com algumas visitas esporádicas nas férias de julho, primavera ansiosa para o fim das aulas e verão, novamente.
Entender esse movimento me fazia ter calma e inclusive planejar melhor o que faríamos quando estivéssemos juntos novamente.
Na casa de quem iria dormir da próxima vez. Ou qual o teatro (ridículo) que iríamos obrigar minha família inteira a assistir no aniversário do meu primo mais novo (também no verão, logo antes do ano novo).
Quando comecei a estudar mercado financeiro em geral, percebi que esses ciclos também ocorrem – porém não todos ao mesmo tempo.
Mas no mercado tradicional, cada empresa tem variáveis diferentes, sazonalidades (ou não), fatos relevantes, publicação de resultados operacionais, enfim.
Esses ciclos, se muito, têm mais relação com índices de bolsas, que são também afetados por aspectos macroeconômicos globais e locais, de maneiras distintas.
Exatamente por isso, ninguém costuma perguntar se “é um bom momento para comprar ações”. Porque “ação” é um gênero com incontáveis espécies e produtos financeiros diferentes, às vezes até antagônicos entre si.
Porém, essa diversidade é resultado de mais de cem anos de bolsas de valores, tempo esse que, por óbvio, fez com que todos os produtos financeiros disponíveis a investidores se sofisticassem e tivessem uma ampla gama de opções.
Quando o assunto são criptoativos, contudo, ainda não chegamos nesse ponto. Ainda existe o sentimento de que existe um mercado único de criptomoedas e que determinados momentos podem ser bons ou não para adquiri-las.
E, de fato: o “sentimento” de longo prazo desse mercado é medido primordialmente pela movimentação do Bitcoin.
A parte boa de esse mercado ser tão novo reside exatamente nisso: as movimentações são cíclicas, previsíveis e valem para praticamente todos os criptoativos. E, de acordo com o histórico, esses ciclos se completam a cada quatro anos aproximadamente.
Explico: ao longo desses pouco mais de 10 anos de mercado, já temos a expectativa de início de ciclos que coincidem com o halving do Bitcoin.
Esse evento, que reduz a recompensa dos mineradores de Bitcoin pela metade, é um marco para a “primavera” dos criptoativos (dezembro de 2012, maio de 2016 e maio de 2020).
Seguindo a analogia, em aproximadamente um ano após cada halving, ocorre o verão das criptomoedas (máximas históricas de US$ 1.000, em novembro de 2013, e de aproximados US$ 20.000, em dezembro de 2017).
Na sequência, vem o outono, marcado pelo início da correção. Por fim, o que seria o inverno, com o preço mínimo após a queda (US$ 152, em janeiro de 2015, e US$ 3.120, em dezembro de 2018).
Então, todo o gelo começa a derreter, conforme o criptomercado prepara-se para um novo halving e, com isso, para a chegada de uma nova primavera.
Esse ciclo de quatro anos para o mercado inteiro de criptoativos se explica principalmente por dois fatores: (i) a dominância atual do Bitcoin é de cerca de 62% de todo market cap de moedas digitais; e (ii) o mercado em si é novo demais para que investidores consigam entender e categorizar as mais de 8 mil moedas digitais atualmente existentes.
Contudo, da mesma maneira que o mercado de ações evoluiu, é de se esperar que em breve tenhamos mais investidores com experiência para identificar esses diferentes movimentos – o que pode ser um dos desdobramentos do crescimento no número de soluções de finanças descentralizadas (DeFi).
Até que isso ocorra, estão deixando dinheiro na mesa. A exemplo disso, uma das soluções de DeFi, $AAVE, chegou a valorizar mais de 100% de lá para cá, ao passo que o Bitcoin apresentou valorização máxima de US$ 3,77 no mesmo período.
De toda forma, ainda há tempo. Desde maio desse ano, estamos oficialmente na primavera dos criptoativos. É bom estar preparado, pois o verão desta temporada promete.
Não fique de fora desta inovação, você pode ter acesso a todas as criptomoedas que eu indico neste link.
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