🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Se a Selic subir, o quanto os fundos imobiliários podem sofrer?

Os fundos imobiliários são umbilicalmente ligados aos juros, isso é verdade. Mas é preciso muita calma ao proclamar seu fim caso a Selic volte a subir em breve. Essa é sempre uma questão relativa; entenda.

18 de outubro de 2020
6:39 - atualizado às 13:01
Fundos imobiliários Selic
Imagem: Shutterstock

Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre Aposentadoria FIRE® (Financial Independence, Retire Early). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Selic em 2% está com os dias contados? 

Essa é uma pergunta que se escuta (apesar do distanciamento social) nas mesas de almoço por toda a Faria Lima. 

Existem bons argumentos para os dois lados, mas estou interessado numa segunda derivada dessa discussão: os impactos para os fundos imobiliários. 

Se subir, qual o tamanho da bronca?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do começo...

2020 é o ano oficial do “impossível” nos mercados financeiros.

Leia Também

Batemos na trave em março, e quase tivemos três circuit-breakers no mesmo dia (salvos pelo Federal Reserve aos 45 minutos do segundo tempo). 

Vimos contratos futuros de petróleo sendo negociados abaixo de zero, com prejuízos de 300% a contar dos níveis anteriores a pandemia. 

Muitos investidores profissionais sequer sabiam que isso era possível. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora, temos o Tesouro Selic sendo marcado a mercado com deságio, ou seja, apresentando rentabilidade diária negativa

A última vez que isso aconteceu, como apurou minha colega Ana Westphalen, foi há 18 anos atrás. 

Elaboração: Empiricus 

Esse deságio do Tesouro Selic tem uma razão de ser: com a relação entre dívida e PIB brasileiros batendo 100%, a Selic a 2% ao ano não oferece um retorno adequado aos investidores, dado o alto nível de risco. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso, o mercado passou a “exigir” o prêmio, comprando títulos pós-fixados apenas com deságio, dado a insistência do Banco Central em não ofertar títulos mais longos (a taxas mais elevadas). 

E por falar nos títulos mais longos...

Queria entrar nessa discussão pois tenho visto muita desinformação a respeito dos fundos imobiliários. 

Eles são umbilicalmente ligados aos juros, isso é verdade. Mas é preciso muita calma ao proclamar seu fim caso a Selic volte a subir em breve.

Quanto maiores as taxas de juros, menos atrativos serão os rendimentos dos aluguéis dos FIIs (o seu yield).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É sempre uma questão relativa. 

Mas, a Selic de hoje não é a variável certa para você relativizar esses dois investimentos. 

Isso acontece pelo seguinte: como os fundos imobiliários são ativos reais e sua rentabilidade é oriunda principalmente dos contratos de locação, ele possui um “duration” (sim, entre aspas). 

Em outras palavras: o fundo imobiliário é mais parecido com um título público de médio prazo, acrescido de um prêmio de risco, do que com o Tesouro Selic. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso acontece pois - num fundo de lajes, por exemplo - os contratos são indexados à inflação e possuem prazo geralmente de 5 anos. 

Além disso, por mais que a renovação dos contratos de aluguel não seja garantida, não costumamos zerar os fluxos de caixa de um imóvel ao final do contrato; sempre assumimos sua perenidade, a valores médios, uma espécie de nível de vacância “ótimo” em longo prazo. 

Por isso, o que nos interessa quando pensamos na batalha entre Selic e FIIs, são os juros mais longos, com vencimento em 5, ou até mesmo 10 anos, a depender do perfil e do tipo de ativos do fundo imobiliário. 

E como estão se bicando os juros de curto e médio prazo?

Se o Banco Central foi bem sucedido em baixar a Selic a 2% ao ano, nas mínimas históricas, esse mesmo sucesso não se materializou no mesmo grau para os vencimentos mais longos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No gráfico abaixo, compilo os últimos três anos de histórico dos juros futuros brasileiros, um ano a frente e cinco anos a frente.

Fonte: Koyfin

Hoje, o mercado precifica juros de praticamente 3% ao ano em 12 meses (linha azul), e cerca de 6,36% em 5 anos (linha amarela). 

Perceba também como a distância entre as linhas azul e amarela vem aumentando desde o começo de 2020. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja, enquanto o BC conseguia derrubar os juros de curto prazo, o mercado não aceitou os termos para o médio prazo, receoso da enorme gama de riscos fiscais que temos pela frente. 

Como os juros que interessam quando olhamos os fundos imobiliários são os de médio e longo prazo, me parece que os FIIs apresentam hoje uma relação de risco e retorno muito melhor que títulos prefixados curtos, com vencimento em 2022 e 2023, por exemplo. 

E aqui, falo tanto dos títulos públicos como de suas alternativas no mercado privado, como CDBs dos bancos médios.

Claro que os FIIs sofrerão caso a curva de juros empine, mas esse impacto tende a ser melhor absorvido (leia como “menos sofrimento”) nos vencimentos de médio prazo, que nos de curto prazo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, caso tenhamos um ajuste fiscal mais forte em 2021 capaz de achatar a diferença entre os juros curtos e de médio prazo, os FIIs tendem a se beneficiar bastante. 

Considero os fundos imobiliários como uma excelente classe de ativos. Uma das peças importantes para conquistar sua aposentadoria antecipada é escolher fontes de geração de renda. Não à toa, fizemos uma seleção de três fundos imobiliários para os membros do Empiricus FIRE®. Deixo aqui o caminho para você liberar sua degustação gratuita por sete dias, sem compromisso. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar