Menu
Richard Camargo
Aposente-se aos 40 (ou o quanto antes)
Richard Camargo
Formado em Economia pela Universidade de São Paulo, Richard trabalhou por 5 anos na área tecnológica até chegar na Empiricus.
2020-12-06T11:19:21-03:00
internacionalizando o portfólio

Como investir no exterior com R$ 5 mil, sem comprar dólar ou sair do Brasil

A maneira mais simples de fazê-lo é através de fundos de investimento que investem no exterior.

6 de dezembro de 2020
5:50 - atualizado às 11:19
Mercados globais globo planeta
Imagem: Shutterstock

Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre Aposentadoria FIRE® (Financial Independence, Retire Early). 

O Brasil representa apenas uma fração insignificante dos ativos mundiais. Ainda sim, a maioria dos brasileiros detém praticamente todo o seu capital no país. 

Ainda nutrimos uma mistura de medo e preconceito. 

Medo de que seja difícil demais; preconceito de que mandar dinheiro para o exterior é coisa de político corrupto.

Claro, nossos prezados deputados e senadores são chegados numa conta corrente em paraíso fiscal, mas é perfeitamente possível enviarmos dinheiro para investimento no exterior de maneira simples e, óbvio, 100% legal. 

É sobre essas alternativas que vou falar a seguir. 

O primeiro motivo

Ao final de 2019, o PIB brasileiro foi de 7,3 trilhões de reais. 

Fazendo uma conta de padeiro com o dólar a R$ 5,30, temos que o nosso PIB, em dólares, é de US$ 1,38 trilhão. 

É anedótico, eu sei, mas o valor de mercado da Apple - listada nos EUA - está na casa dos 2 trilhões de dólares. A Amazon, 1,5 trilhão. A Microsoft, 1,6 trilhão. E por aí vai. 

As maiores e melhores empresas do mundo estão listadas fora do Brasil. 

Os setores mais quentes do momento (aqueles que têm apresentado o maior retorno para os acionistas) como games, computação em nuvem, redes sociais e plataformas (como Uber, Airbnb e outros), não possuem absolutamente NENHUMA alternativa listada no Brasil. 

O segundo motivo

Na última vez que eu fiz essa conta, há uns 2 meses atrás, o valor de mercado dos 81 fundos imobiliários que compõem o IFIX - o nosso índice de referência para o segmento - era de R$ 81,3 bilhões. 

É bastante imóvel, sem dúvidas. 

Mas assim como no caso das maiores empresas do mundo, todo o mercado de real estate brasileiro é uma fração risível das opções que encontramos lá fora. 

Os REITs, que são o equivalente dos nossos FIIs nos EUA, são um mercado inúmeras vezes maior. 

Recentemente, apresentei aos leitores do meu Programa de Riqueza Permanente®, um REIT de apartamentos avaliado em 20 bilhões de dólares, com potencial de valer, na ocasião, 50% mais do que isso. 

Sozinho ele é mais valioso que os 81 fundos imobiliários do nosso IFIX. 

O mercado é tão desenvolvido que você encontra investimento em segmentos como data centers, transmissão de energia, agronegócio, cinemas e até campos de golfe no modelo de REIT. 

Novamente, as opções são muito mais abrangentes lá fora. 

O terceiro motivo

Se o primeiro e segundo motivos eram o mesmo, disfarçados sobre duas roupagens diferentes, o terceiro é um negócio realmente diferente. 

Investir no exterior dolariza parte da sua carteira de investimentos, o que naturalmente se converte numa posição defensiva. 

Historicamente, a Bolsa brasileira e o dólar são correlacionados negativamente. 

Isso quer dizer que num mês bom para a Bolsa, o dólar tende a ir mal. E vice versa.

Por isso, quando estamos pessimistas com a Bolsa brasileira, compramos dólares para nos proteger. 

E quando estamos pessimistas com o dólar, compramos Bolsa brasileira. 

Sou da opinião de que o dólar tem duas funções na sua carteira: uma delas é estrutural, a outra é uma amor de verão. 

Por estrutural, quero dizer o seguinte: você precisa ter sempre uma fatia do seu patrimônio exposto ao dólar. 

Escolha como você quer fazer isso, se é comprando ações, REITs, ou simplesmente dólar puro. 

Mas num país como brasileiro, em que a moeda consegue perder mais de 35% do seu valor em 12 meses, você precisa ter sempre uma fatia fixa dolarizada. Entre 10% e 20% está ok. 

E o “amor de verão” é aquela exposição mais oportunista. De quem vai realmente se preocupar com o patamar da moeda. 

Particularmente, faço mais o tipo romântico tradicional, de amores para a vida toda.

Para investir agora seus primeiros R$ 5 mil no exterior

A maneira mais simples de fazê-lo é através de fundos de investimento que investem no exterior. 

Assim, você investe direto numa corretora brasileira e não precisa se preocupar com a remessa de câmbio. 

Uma alternativa que eu gosto muito é o fundo Tech Select, da Vitreo.

O fundo investe nas maiores empresas de tecnologia do mundo, além de nomes ascendentes como o Zoom.

O fundo foi criado em 08 de junho de 2020, e rende mais de 30% desde então. No mesmo período, o Ibovespa retornou menos de 10% aos investidores. 

Claro que retornos passados não são garantia de retornos futuros, mas o Tech Select, na minha opinião, reúne alguns dos setores mais quentes e que mais tem gerado valor para os acionistas nos últimos anos. 

O aporte mínimo é de R$ 5 mil e o fundo não cobra taxa de performance. Vale a pena conhecer e internacionalizar seu portfólio de maneira simples. 

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

pandemia

Brasil registra 1.340 mortes por covid-19 em 24h

Resultado ficou atrás apenas do dia 7 de janeiro, quando foram confirmadas 1.524 novos falecimentos

seu dinheiro na sua noite

Tudo caiu – até o forward guidance

Os mercados domésticos ficaram hoje divididos sob a influência de acontecimentos distintos, o que resultou em um comportamento geral incomum: tudo caiu. O Ibovespa perdeu o patamar dos 120 mil pontos e fechou em queda, na contramão das bolsas americanas, animadas pela posse do novo presidente Joe Biden e a nova fornada de estímulos fiscais […]

Análise

Sem o “forward guidance”, Banco Central arranca bola de ferro dos pés

Decisão do BC de abrir mão do compromisso de não mexer com os juros foi acertada, mas a adoção do instrumento mais ajudou ou atrapalhou a economia?

sem "efeito Biden"

Vacinação e risco fiscal derrubam o Ibovespa em dia de festa em NY; dólar também recua

Euforia dos mercados internacionais com o “efeito Biden” foi barrada pelas incertezas domésticas e fez a bolsa brasileira ir na contramão de NY

taxa básica

BC mantém Selic em 2% ao ano, mas retira o ‘forward guidance’

Bolsa pode ter realização de lucros nesta quinta com derrubada de prescrição, diz especialista; decisão de hoje acontece em meio à alta dos preços das commodities e à valorização do dólar

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies