Quem é Carlos Ghosn, o executivo brasileiro que fugiu do Japão
De origem libanesa, ex-presidente da Renault-Nissan nasceu no Brasil e fez ensino superior na França. Preso no Japão por má conduta financeira, o executivo fugiu do país às vésperas da virada do ano

De origem libanesa, Carlos Ghosn nasceu no Brasil. Seu avô mudou-se para o País e administrou empresas de borracha, em Rondônia. Entre viagens entre o Líbano e o Brasil, seu pai, Jorge Ghosn, casou-se com Rose, uma nigeriana também de origem libanesa, e se estabeleceram em Porto Velho, onde o executivo nasceu.
Aos seis anos mudou-se com a mãe para a casa da avó paterna, em Beirute, no Líbano.
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Ghosn frequentou colégio jesuíta francês na capital libanesa, até completar 17 anos. Daí, foi estudar na França, onde graduou-se pela Escola Politécnica e depois, na Escola de Minas de Paris.
Após a graduação, Carlos Ghosn trabalhou na companhia de pneus francesa Michelin por 18 anos. Chegou a ser diretor de operações na América do Sul, retornando ao Brasil. Obteve sucesso na divisão e foi promovido a diretor de operações da sede norte-americana.
Indústria automobilística
A ascensão de Ghosn na indústria automobilística foi tão famosa quanto sua queda recente. Ele ingressou na montadora francesa Renault em 1996 como vice-presidente executivo, supervisionando fabricação, compras, pesquisa e desenvolvimento.
Depois que a Renault adquiriu uma grande participação na Nissan em 1999, Ghosn foi enviado para ajudar a transformar a empresa japonesa. À época, essa tarefa era considerada impossível para um executivo estrangeiro.
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Apesar de ter fechado cinco fábricas e ter demitido cerca de 21 mil funcionários, Ghosn teve sucesso na transformação da montadora japonesa.
Ele também esteve por trás da constituição da aliança da Nissan com a Renault e a Mitsubishi. O executivo defendia que o mercado global de veículos de passeio era muito pulverizado.
A parceria permitiu que as duas montadoras dividissem os custos de desenvolvimento de novos modelos, além de comprar componentes em conjunto. Ghosn foi a primeira pessoa a atingir o feito de ser presidente executivo de duas grandes companhias ao mesmo tempo.
Com a inclusão da Mitsubishi ao grupo desde 2016, as três montadoras venderam 10,8 milhões de unidades em todo o mundo em 2017 - mais do que o volume isolado da Toyota, Volkswagen e General Motors.
Carro elétrico
Outra feito do executivo foi o investimento em carros elétricos antes que as montadoras rivais olhassem para esse novo nicho de mercado.
Entretanto, dentro da Nissan alguns executivos estavam preocupados com o fato de Carlos Ghosn estar pressionando por uma fusão. Por esse motivo, o executivo brasileiro culpou sua prisão no Japão por "conspiração e traição" de executivos da Nissan. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
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