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Dados da Bolsa por TradingView
2020-08-06T16:40:20-03:00
Ricardo Gozzi
Mercados hoje

Ibovespa ganha novo fôlego com sinalização do Copom sobre juro

Sinalização de manutenção de juros baixos por período prolongado sustenta o ânimo dos investidores, que relegam desemprego a segundo plano

6 de agosto de 2020
10:36 - atualizado às 16:40
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O corte na taxa básica de juro pelo Banco Central do Brasil (BCB) prevalece sobre os dados alarmantes do desemprego no País nesta quinta-feira na B3.

Tanto o Ibovespa quanto o dólar operam em alta não apenas por causa da redução da taxa Selic a 2% ao ano, renovando o recorde de baixa da taxa básica de juro no Brasil, mas principalmente pelo fato de o Comitê de Política Monetária (Copom) do BCB ter deixado a porta aberta para um novo corte residual e sinalizado a manutenção de juros extremamente baixos para a realidade nacional por um período prolongado.

O movimento é beneficiado pela melhora do humor em Wall Street. Por volta das 16h40, o Ibovespa operava em alta de 1,01%, aos 103.835 pontos.

Entre os papéis, Totvs, BRF e as ações de shopping centers destacam-se pelo bom desempenho.

As ações do setor elétrico, por sua vez, subiam na esteira da aprovação do edital do leilão de transmissão a ser realizado em dezembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os investidores iniciaram a sessão diante dos dados indigestos do desemprego no Brasil no segundo trimestre deste ano, com a economia nacional sob o impacto da pandemia do novo coronavírus.

A taxa de desemprego passou de 12,2% no primeiro trimestre para 13,3% no fim de junho. Ainda mais preocupantes são os dados mostrando redução recorde da população ocupada enquanto o número de desalentados atinge um novo pico e o fato de, pela primeira vez na série histórica, a força de trabalho potencial ter superado o número de desocupados.

Liquidez prevalece sobre dados ruins

Enquanto relegam a segundo plano os dados oficiais de desemprego, os investidores reagem ao corte de juros e ao comunicado divulgado pelo Banco Central logo depois da decisão do Copom na expectativa de que, um dia, quem sabe, a liquidez jorrada nos mercados encontre algum suporte na realidade econômica.

"Lendo a nota me passou a impressão que a diretoria do BCB não quer desligar a música de uma hora para outra. O baile da inflação dos ativos, notadamente a bolsa, tem que continuar por algum tempo mais até que encontre respaldo na realidade econômica de fato", observou o economista-chefe da Necton Corretora, André Perfeito.

Ele adverte que, apesar de o BC ter deixado a porta aberta para novos cortes, isto dependeria de incógnitas como uma melhora na situação fiscal e avanços na reforma tributária, por exemplo. "Provavelmente não teremos mais nenhum corte uma vez que em meados de setembro, quando o colegiado irá se reunir mais uma vez, os dados fiscais estarão piores e a reforma tributária terá avançado pouco", conclui.

Dólar e juro

O dólar também opera em alta em reação ao corte de 25 pontos-base na taxa Selic anunciado na véspera pelo Copom e à expectativa de manutenção de juros baixos por mais tempo.

Apesar de essa perspectiva ter dado impulso à moeda norte-americana hoje, Alessandro Faganello, consultor da Advanced Corretora para o mercado de câmbio, observa que se trata de uma peculiaridade local.

"Há diversas dinâmicas em andamento simultaneamente e o dólar sobe aqui, mas continua perdendo força lá fora", adverte.

Por volta das 16h40, o dólar era cotado a R$ 5,35 (+1,1%).

Enquanto isso, os contratos de juros futuros fecharam em queda acentuada tanto nos vencimentos mais curtos quanto nos mais longos por causa do corte na taxa Selic.

A redução da taxa básica de juro era mais do que esperada pelo mercado, mas o comunicado do Copom com sinais para os próximos passos faz com que os investidores recalibrem suas visões para a trajetória dos juros no mercado futuro.

Confira os vencimentos com mais liquidez:

  • Janeiro/2021: de 1,953% para 1,865%;
  • Janeiro/2022: de 2,772% para 2,570%;
  • Janeiro/2023: de 3,813% para 3,640%;
  • Janeiro/2025: de 5,373% para 5,250%.
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