Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Virando o jogo

Reviravolta: dólar cai e Ibovespa fecha em alta com ‘namoro’ entre Maia e Bolsonaro e atuação do BC

Sinais de alívio nas tensões políticas, somados à postura mais firme do BC no câmbio e à menor aversão ao risco lá fora, fizeram o Ibovespa subir mais de 1% e derrubaram o dólar a R$ 5,81

Victor Aguiar
Victor Aguiar
14 de maio de 2020
18:04
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O destino dos mercados brasileiros nesta quinta-feira (14) parecia selado já durante a manhã: as turbulências no cenário político doméstico, somadas ao tom hesitante visto no exterior, fizeram o Ibovespa abrir em queda firme e jogaram o dólar à vista a R$ 5,97 — e nada parecia capaz de reverter esse quadro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só que, ao longo da sessão, começaram a surgir algumas notícias mais favoráveis aos investidores: por aqui, o Banco Central atuou no câmbio ainda durante a manhã, trazendo algum alívio ao dólar; lá fora, o humor dos mercados globais melhorou durante a tarde, dando mais suporte aos ativos domésticos.

O impulso final veio do tão tumultuado cenário político: sinais de reaproximação entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, após um longo período de atrito entre os dois, injetaram mais ânimo na bolsa e no câmbio — e o resultado foi uma reviravolta no panorama negativo visto durante a manhã.

Indo aos números: o dólar à vista bateu os R$ 5,9718 na máxima do dia (+1,20%), cravando um novo recorde nominal em termos intradiários. Ao fim da sessão, contudo, a moeda era negociada a R$ 5,8193, em baixa de 1,38%.

Já o Ibovespa tocou os 75.696,95 pontos pouco depois da abertura (-2,67%), indo às mínimas desde 27 de abril. Mas, dada a melhoria no cenário doméstico e global, o índice se fortaleceu e fechou nas máximas do pregão: 79.010,81 pontos, em alta de 1,59%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa recuperação vista no câmbio e no dólar foi fruto de uma acumulação de fatores ao longo do dia. Assim, é mais fácil dividir a sessão em etapas — e a primeira delas ocorreu ainda durante a manhã.

Leia Também

Qual o limite para o dólar?

Desde a semana passada, muito tem se falado do dólar à vista chegando aos R$ 6,00. Afinal, o Copom sinalizou que a Selic poderá cair a 2,25% na próxima reunião, enquanto o Fed diz que não vai mais reduzir os juros — um cenário que estreita ainda mais o diferencial nas taxas entre os países.

E, de fato, o BC parecia não estar se importando tanto com a escalada da moeda americana: nos últimos dias, a autoridade monetária fez apenas intervenções pontuais no mercado de câmbio. A percepção de que a inflação está bastante controlada também contribuía para a percepção de que o dólar alto não era problema para o banco.

Só que, nesta quinta-feira, o BC resolveu usar seu arsenal de maneira mais efetiva assim que o dólar à vista tocou os R$ 5,97: convocou imediatamente um leilão extraordinário de swap cambial de até US$ 1 bilhão. A postura surtiu efeito e afastou o dólar das máximas, embora não tenha feito a divisa virar ao campo negativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto isso, a bolsa continuava no campo negativo e caminhava para a quarta sessão de perdas, andando lado a lado com as bolsas globais: lá fora, os mercados acionários da Europa e dos Estados Unidos operavam em baixa, refletindo a postura mais cautelosa dos investidores.

Esse cenário, contudo, começaria a mudar durante a tarde.

Espaço para o otimismo

Logo depois do almoço, as bolsas americanas começaram a reduzir as perdas e, ainda no meio da tarde, viraram ao campo positivo — o Ibovespa acompanhou em parte esse movimento, zerando as perdas e passando a flutuar perto do zero a zero.

Mas não houve um grande catalisador para essa mudança de rumo lá fora. Trata-se mais de um movimento de ajuste e correção, considerando as perdas recentes nas bolsas — e as notícias de que há esforços mais intensos para a reabertura das economias da Europa e dos EUA surge como pretexto para os compradores atuarem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso não quer dizer, no entanto, que o clima esteja melhorando de maneira concreta no exterior. As declarações dadas ontem pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, afirmando que uma recessão mais forte ainda está porvir no país e descartando a adoção de juros negativos, elevaram a aversão ao risco entre os investidores.

E mesmo a reabertura econômica é fonte de estresse, considerando que a China e outros países asiáticos começam a registrar novos casos do coronavírus — assim, cresce o temor quanto a uma 'segunda onda' da doença na região e a um fenômeno semelhante no Ocidente.

Ou seja: tivemos um dia de volatilidade típica dos cenários mais nebulosos — o que não impediu o Dow Jones (+1,62%), o S&P 500 (+1,15%) e o Nasdaq (+0,91%) de fecharem em alta.

Aqui no Brasil, o Ibovespa ainda precisava de mais um empurrão para se firmar em alta — e ele veio de Brasília.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alívio político

Já na reta final da sessão, os investidores comemoraram um sinal de alívio nas tensões políticas: o presidente Jair Bolsonaro teve uma reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e ambos deram declarações mais amenas depois do encontro.

Bolsonaro disse ter 'voltado a namorar' com Maia, afirmando estar tudo bem entre os dois; o presidente da Câmara, por sua vez, disse ser necessário 'encontrar pontos' que os unem.

Essa mudança no discurso foi o estímulo que faltava para os mercados brasileiros: o Ibovespa ganhou força na meia hora final da sessão, terminando o dia com ganhos de mais de 1%; o dólar à vista se firmou em queda, após quatro dias em alta.

O mercado de câmbio ainda contou com mais uma ajuda do BC: pouco depois das 16h00, a autoridade monetária voltou a atuar, mesmo com a moeda americana longe das máximas — e, desta vez, foi convocado um leilão à vista de dólares.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, após um começo de sessão particularmente ruim, o Ibovespa e o dólar conseguiram virar o jogo e, ao menos por hoje, tiveram um alívio.

Juros em baixa

A melhoria no cenário para os ativos domésticos e o alívio visto em Brasília fizeram as curvas de juros fecharem em baixa, acompanhando a recuperação vista no câmbio e na bolsa:

  • Janeiro/2021: de 2,65% para 2,64%;
  • Janeiro/2022: de 3,64% para 3,66%;
  • Janeiro/2023: de 4,90% para 4,84%.

Agenda cheia

No front corporativo, diversas empresas que fazem parte do Ibovespa reportaram seus números trimestrais desde a noite de ontem. Em destaque, apareceu Azul PN (AZUL4), em baixa de 5,61% — a empresa fechou o período com um prejuízo líquido de R$ 6,1 bilhões.

Já Via Varejo ON (VVAR3) apresentou uma reação tímida ao balanço trimestral: a ação teve baixa de 1,31%, após a companhia reverter o prejuízo reportado há um ano e encerrar os primeiro três meses de 2020 com lucro líquido de R$ 13 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outras companhias que integram o índice, como GPA Ultrapar, também divulgaram seus números — veja aqui um resumo dos resultados.

Confira abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
CSNA3CSN ON8,39+11,57%
UGPA3Ultrapar ON15,00+11,28%
ELET3Eletrobras ON22,72+9,81%
CMIG4Cemig PN8,59+8,46%
CYRE3Cyrela ON13,63+8,26%

Veja também as maiores quedas do índice no momento:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
SULA11SulAmérica units37,87-6,91%
PCAR3GPA ON59,90-6,26%
SUZB3Suzano ON47,54-6,03%
AZUL4Azul PN11,60-5,61%
IRBR3IRB ON7,04-4,99%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
OPORTUNIDADE NA CARTEIRA

Dividendos em abril: veja as ações recomendadas pelo Safra para turbinar os ganhos

5 de abril de 2026 - 14:48

Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo

GRINGO NA ÁREA

Nem a guerra do Irã parou a bolsa: mercado brasileiro deve ter melhor 1º trimestre em fluxo de capital estrangeiro desde 2022

4 de abril de 2026 - 13:42

Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue

ENTRE ALTOS E BAIXOS

Natura (NATU3) sai na frente e RD Saúde (RADL3) é ação com pior desempenho; veja os destaques do Ibovespa nesta semana

4 de abril de 2026 - 12:49

Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda

ENTENDA

Tombo de quase 80%: Fictor Alimentos (FICT3) vira ação de centavos e recebe alerta da B3

3 de abril de 2026 - 17:41

A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

Maior alta do Ibovespa na semana: Natura (NATU3) salta 12% com “selo” de gigante global. Vem mais por aí?

3 de abril de 2026 - 14:30

Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar

HORA DE COMPRAR?

Ação da Embraer (EMBJ3) tem sinal verde de compra? Empresa aumenta entregas de aviões em 47% e analistas dão veredito

3 de abril de 2026 - 12:52

A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra

FOCO EM RENDA EXTRA

Não é Auren (AURE3) nem Engie (EGIE3): a elétrica favorita do Santander pode pagar dividendos de até 24%

3 de abril de 2026 - 11:04

Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? Os ativos para se proteger do risco geopolítico e ainda ganhar dinheiro; Petrobras (PETR4) se destaca com dividendos no radar

3 de abril de 2026 - 7:01

Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas

MERCADOS HOJE

Trump promete força total na guerra contra o Irã e espalha medo, mas Ibovespa consegue se segurar, enquanto petróleo dispara

2 de abril de 2026 - 10:56

Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos

AÇÃO DO MÊS

Axia Energia (AXIA6) segue nos holofotes com dividendos no radar — mas não é a única; confira as favoritas dos analistas para investir em abril

2 de abril de 2026 - 6:04

A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros

PORTFÓLIO INTERNACIONAL

Tchau, Ozempic? Empiricus corta Novo Nordisk e outras gigantes de carteira para abril — e reforça aposta em IA, streaming e petróleo

1 de abril de 2026 - 18:33

Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio

VEJA O CASO A CASO

Guerra no bolso: BofA rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta projeções de Magazine Luiza (MGLU3), GPA (PCAR3) e mais — veja quem sofre e quem escapa no varejo

1 de abril de 2026 - 17:28

O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados

QUEM VAI SE DAR MELHOR

Sai Prio (PRIO3), entra Petrobras (PETR4): dividendo com o fim da guerra é o alvo do BTG para abril

1 de abril de 2026 - 15:51

Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês

RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia