Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Dia cheio

Trump trouxe alívio aos mercados, mas o Ibovespa não conseguiu sair do campo negativo

O Ibovespa se afastou das mínimas e os índices acionários de Nova York ganharam força após Donald Trump assumir um tom mais ameno em seu primeiro discurso após os ataques do Irã, evitando entrar numa escalada militar no Oriente Médio

Victor Aguiar
Victor Aguiar
8 de janeiro de 2020
18:41 - atualizado às 19:00
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Se você está dando os primeiros passos no mercado financeiro, saiba que a incerteza é a pior inimiga dos investidores: sem ter clareza do que pode acontecer no futuro, a cautela toma conta das negociações e freia qualquer ímpeto de alta do Ibovespa e das bolsas globais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pois, se você se é iniciante, saiba que a sessão desta quarta-feira (8) foi uma aula de como os agentes financeiros tomam decisões num ambiente nebuloso — no caso, as tensões entre Estados Unidos e Irã.

A história do pregão começa ainda na noite anterior, quando o exército iraniano lançou mísseis contra bases americanas no Iraque — uma represália após a morte do general Qassim Suleimani, principal líder militar do país.

Eu estava atento ao noticiário no momento em que os ataques começaram e logo chequei o comportamento das bolsas da Ásia, que já estavam abertas naquele horário. E o tom era de pânico do outro lado do mundo.

Sem saber exatamente a extensão dos danos causados pelo ataque, os índices acionários do Japão e da Coreia do Sul caíam mais de 2%. Entre as commodities, o petróleo disparava e o ouro tinha ganhos firmes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O pregão de amanhã vai ser bem negativo", pensei eu, errando completamente: o Ibovespa, afinal, fechou o dia em leve baixa de 0,36%, aos 116.247,03 pontos — nos Estados Unidos, o Dow Jones (+0,56%), o S&P 500 (+0,49%) e o Nasdaq (+0,67%) fecharam em alta.

Leia Também

Como todos sabem, Estados Unidos e Irã não firmaram um acordo de paz durante a noite. Sendo assim, por que os mercados mudaram tanto de humor ao longo do tempo?

Ocorre que, após um primeiro momento de incerteza após os ataques do Irã, informações mais precisas começaram a aparecer. Pouco a pouco, foi ficando claro que a ofensiva de Teerã não causou danos expressivos às instalações americanas — nenhum soldado foi morto na ação.

Além disso, as próprias autoridades iranianas optaram por assumir um discurso não tão agressivo, por mais contraditório que isso pareça. Via Twitter, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, disse que o país não desejava uma escalada na guerra:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O Irã tomou medidas proporcionais de auto-defesa", disse Zarif, citando tratados da ONU para conflitos internacionais — ele ainda afirmou que o país iria se defender contra novas agressões.

Essa sinalização contribuiu para trazer algum alívio aos mercados — e, logo depois, uma manifestação do presidente americano, Donald Trump, contribuiu para diminuir ainda mais a tensão.

Também via Twitter, Trump disse "estar tudo bem", evitando assumir uma postura mais bélica no calor do momento:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, depois do pico de estresse, o mercad conseguiu colocar os nervos no lugar e amanheceu menos tenso. A ordem do dia era aguardar o pronunciamento oficial de Trump.

Paradoxalmente, a consumação do ataque do Irã contribuiu para aliviar a agonia e tirar da mesa a incerteza em relação ao que o governo de Teerã faria para vingar a morte de Suleimani.

Resposta americana

No início da tarde, Trump finalmente veio a público para dar as primeiras declarações oficiais após os ataques. E ele tratou de colocar panos quentes na tensão, afastando a possibilidade de ações militares imediatas contra o Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O chefe da Casa Branca assumiu uma postura dura ao falar do governo de Teerã, acusando-o de fomentar a violência no Oriente Médio e se comprometendo a impedir que os iranianos obtenham armas militares. Trump ainda disse que os EUA irão adotar novas sanções econômicas contra o país.

No entanto, não foi mencionada a hipótese de um contra-ataque bélico ao Irã, afastando os temores de uma escalada militar no Oriente Médio. Essa postura "pacífica" trouxe ainda mais alívio aos mercados.

Até o pronunciamento de Trump, o Ibovespa operava em queda e as bolsas americanas ficavam perto do zero a zero. Mas, com o tom conciliador de Trump, os mercados acionários ganharam força, com o índice brasileiro se afastando das mínimas.

Ao fim do dia, o Ibovespa não conseguiu sair do vermelho, engatando a quarta queda consecutiva. Mas as perdas de 0,36% soam quase como uma boa notícia, considerando o pânico visto na noite anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É claro que a situação no Oriente Médio está longe de uma resolução — novos ataques e focos de estresse não estão descartados daqui para frente. Mas tudo é relativo: perto do caos que se desenhava a menos de 24 horas, o quadro atual parece até benéfico.

Alívio no petróleo

O mercado de commodities também refletiu o tom mais ameno assumido por Trump. Logo após a fala do presidente americano, o petróleo passou a cair forte e o ouro perdeu força.

O WTI fechou a sessão em baixa de 4,93%, enquanto o Brent desvalorizou 4,15%, em meio à percepção de alívio nas tensões no Oriente Médio. O ouro, ativo usado como reserva de segurança pelos mercados, recua 1,25%.

As baixas do petróleo pressionaram as ações da Petrobras: os papéis PN (PETR4) caíram 0,62% e os ONs (PETR3) tiveram perda de 1,63%, contribuindo para frear a recuperação do Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dólar e juros

O mercado de câmbio também respirou aliviado após a fala de Trump: por aqui, o dólar à vista fechou em baixa de 0,31%, a R$ 4,0518.

A postura amena do presidente americano fez a moeda do país se desvaloriza em relação às divisas emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo, o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno — e o real acompanhou os pares.

O tom de calmaria no câmbio abriu espaço para ajustes negativos na curva de juros, devolvendo parte dos ganhos recentes. Veja abaixo como ficaram os principais DIs nesta quarta-feira:

  • Janeiro/2021: de 4,48% para 4,45%;
  • Janeiro/2023: de 5,78% para 5,72%;
  • Janeiro/2025: de 6,44% para 6,40%;
  • Janeiro/2027: de 6,79% para 6,76%.

Top 5

Confira as cinco maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Braskem PNA (BKRM5): +5,01%
  • Suzano ON (SUZB3): +4,99%
  • Gol PN (GOLL4): +3,95%
  • BRF ON (BRFS3): +3,84%
  • Magazine Luiza ON (MGLU3): +3,07%

Veja também as cinco maiores baixas do índice:

  • Weg ON (WEGE3): -3,78%
  • Cyrela ON (CYRE3): -3,10%
  • BR Malls ON (BRML3): -2,93%
  • Cia Hering ON (HGTX3): -2,33%
  • Cielo ON (CIEL3): -2,25%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

RESUMO SEMANAL

Estrangeiros de saída do Ibovespa? Bolsa cai 2,8% na semana, mas Hapvida (HAPV3) brilha e dispara 15%

25 de abril de 2026 - 11:32

Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

BTG Pactual Logística (BTLG11) quer surfar a onda dos galpões logísticos e anuncia oferta de até R$ 2 bilhões; confira os detalhes da operação

24 de abril de 2026 - 15:28

Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas

RENDA EXTRA NA CONTA

Copel (CPLE3) define data para pagar dividendos de R$ 1,35 bilhão. Quem tem direito ao pagamento?

24 de abril de 2026 - 14:30

O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.

TEMPORADA DE BALANÇOS

Lucro da Usiminas (USIM5) mais que dobra e ação salta 7%; dólar fraco e ‘mix premium’ turbinam os números do 1T26

24 de abril de 2026 - 13:14

Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores

CICLOS POSITIVOS

Vacância em lajes corporativas volta ao nível pré-pandemia em São Paulo, diz BTG Pactual — mas outro setor bate recordes e rouba a cena

24 de abril de 2026 - 12:01

Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve

ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia