Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Gestão na crise

Com BR Distribuidora, Via Varejo e Vale nos fundos, Opportunity vê bolsa barata se país superar risco fiscal

Ações têm espaço para subir se o governo encontrar uma solução para encaixar o Renda Cidadã no orçamento sem “chutar o balde”, diz Luiz Felipe Constantino, sócio e gestor do Opportunity

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
21 de outubro de 2020
6:02 - atualizado às 20:12
Luiz Constantino, sócio e gestor do Opportunity
Luiz Constantino, sócio e gestor do Opportunity - Imagem: Reprodução

O risco de se investir na bolsa diante da enorme incerteza fiscal não é desprezível. Mas as ações estão baratas e têm espaço para subir se o governo encontrar uma solução para encaixar o Renda Cidadã no orçamento sem “chutar o balde”. A análise é de Luiz Felipe Constantino, sócio e gestor do Opportunity.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele está otimista com o desempenho da bolsa, e um termômetro desse sentimento é a posição do fundo “long bias” do Opportunity, que pode aumentar ou reduzir a exposição à renda variável dependendo da visão de mercado.

Leia também:

“Decidimos aumentar a posição recentemente de 70% para perto de 80% depois que o governo procurou ajustar o discurso fiscal”, me disse Constantino, em uma entrevista por videoconferência.

A maioria das pessoas ainda relaciona o nome do Opportunity ao banqueiro Daniel Dantas e suas polêmicas disputas com fundos de pensão. Mas no mercado a instituição também é reconhecida como uma das mais competentes em matéria de gestão de fundos, com quase R$ 75 bilhões em patrimônio, sendo mais da metade em ações.

O Opportunity tem como estratégia comprar e manter posições na bolsa por longos períodos e após um trabalho extenso de pesquisa — o chamado “buy and hold”. Para dar apenas um exemplo, os fundos possuem participação na Equatorial Energia há sete anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A empresa de distribuição de energia ainda representa uma das maiores posições dos fundos sob a alçada direta de Constantino, que somam R$ 4,3 bilhões em patrimônio.

Leia Também

Na ordem, hoje as principais apostas da Constantino e sua equipe estão nas ações da BR Distribuidora (BRDT3), Vale (VALE3), Via Varejo (VVAR3), Equatorial (EQTL3) e Energisa (ENGI11). A seguir você confere a visão do sócio do Opportunity para cada uma delas:

BR Distribuidora (BRDR3)

“A BR Distribuidora vem passando por várias mudanças importantes. A primeira foi na diretoria, com pessoas que a gente julga bastante capazes. Junto com isso, os minoritários conseguiram eleger um conselho de administração que consideramos um dos melhores na bolsa.

A BR Distribuidora também tem uma marca líder no setor de combustíveis, em que escala é importante. A gente enxerga a empresa com melhores processos e reduzindo a diferença de rentabilidade entre os principais concorrentes — Ultra (Ipiranga) e Raízen (Shell) —, que era mais de 30% na relação entre o Ebitda por volume em m3 distribuído.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A BR vinha perdendo participação de mercado consistentemente para os concorrentes, mas voltou a ter uma dinâmica mais favorável. Já houve uma evolução fantástica dos resultados e a gente acha que a empresa inclusive está entrando na fase de ver que existe um potencial maior do que o que está sendo atingido.”

Vale (VALE3)

“Após a tragédia de Brumadinho, a Vale entrou em modo de reparação de danos — como deveria ter ficado mesmo. Mas desde então abriu-se um desconto muito grande entre ela e os pares. O mercado chegou a colocar um desconto de 4 a 5 vezes em relação ao valor efetivo que vai ser a reparação, e muito por essa visão mais negativa em relação às questões ESG [sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança].

Desde então o foco total da Vale tem sido evitar qualquer risco a mais. Acho que a empresa tem endereçado esses problemas e ao longo do tempo vai conseguir passar a mensagem de que os erros do passado estão sendo corrigidos e buscar esse aval da sociedade novamente. Então o desconto ficou muito grande para a ação, ainda mais com o a recuperação do mercado de minério de ferro. A geração de caixa hoje da empresa está brutal.

Claro que o preço do minério hoje está mais alto do que o de equilíbrio, então a gente espera uma queda. Mas a Vale é a produtora de mais baixo custo do mercado, está pouco endividada e tem a capacidade de aguentar qualquer virada no ciclo. Mesmo num nível de minério mais baixo a Vale ainda é muito rentável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A empresa ainda está muito barata apesar da valorização recente. Parte desse desempenho veio da alta do dólar contra o real. A Vale é uma empresa “dolarizada”, e isso inclusive se encaixa bem no portfólio dos fundos do Opportunity, por ser menos dependente de Brasil e ajudar a diversificar o tipo de risco da nossa carteira.

Via Varejo (VVAR3)

“Passamos por toda a montanha-russa de emoções que viveu a Via Varejo. A gente entrou no leilão da venda da participação do GPA em 2019 junto com a família Klein e outros fundos.

Ao preço de R$ 4,90 da época, nós achávamos que tinha muito ‘mato alto’ na empresa para consertar. Em um setor com margens baixas, só de acertar as relações com os fornecedores e melhorar operação das lojas, a ação valeria razoavalmente mais. Essa era a aposta inicial.

Ao longo do tempo, fomos ganhando mais confiança na Via Varejo mesmo com a ação subindo, mas na época ainda vínhamos um risco muito grande de execução. A chance de dar errado era alta, então nós mantínhamos uma posição pequena, menos da metade da atual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando chegou a crise, a gente achava que a Via Varejo tinha dado azar, porque apesar de ser muito bem tocada e dos avanços ainda não tinha feito a migração para o digital. A nossa aposta era na revisão de processos e melhoria das lojas físicas. Não havia uma expectativa em relação às vendas online.

A Via Varejo estava no início desse processo e a estrutura de capital não estava equilibrada, enquanto os principais concorrentes estavam com caixa. Nosso medo era que a empresa precisasse fazer uma oferta a um preço tão baixo que o acionista seria muito diluído. Por isso nós chegamos a reduzir um pouco a posição no Opportunity começo de março.

Naquele momento da crise, com as lojas físicas fechadas e online muito pequeno, a expectativa era que as vendas caíssem 70%. O que aconteceu, para nossa surpresa, foi que em abril as vendas da Via Varejo caíram só 30%. O online cresceu mais do que qualquer um esperava.

Então ganhamos ainda mais confiança na diretoria e decidimos voltar a comprar. Quando a empresa fez a oferta, aumentamos a nossa posição, que hoje é uma das mais relevantes dos fundos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A gente acredita que hoje o risco da Via Varejo diminuiu muito. Se antes a empresa estava barata, mas com risco alto, agora com a estrutura de capital balanceada e mais confiança a gente acha que ainda tem muito espaço para a companhia andar.”

Equatorial (EQTL3) e Energisa (ENGI11)

“A natureza do investimento em Equatorial e Energisa é muito parecido. Ambas as empresas têm diretorias muito competentes. O setor não deveria ter sofrido tanto com a crise, e as ações ficaram muito descontadas. Por isso aumentamos recentemente nossas posições nos fundos do Opportunity.

O negócio de distribuição de energia é muito baseado em processos e execução. E elas mostraram ao longo do tempo que conseguem resultados superiores, baseadas nessa cultura de eficiência de custos, redução de perdas de energia e de inadimplência.

A Equatorial está mais acostumada a pegar concessões muito problemáticas. A companhia já tinha feito um processo de virada muito forte na Cemar, que hoje é uma das mais eficientes, e está fazendo a mesma coisa na Celpa. A companhia recentemente comprou da Eletrobras a Cepisa, do Piauí, e a Ceal, de Alagoas, que devem ir na mesma direção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a Energisa consegue ter concessões muito eficientes em empresas que de início não eram muito complicadas, mas que passaram a ter um nível eficiência muito grande na operação.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS HOJE

Trump promete força total na guerra contra o Irã e espalha medo, mas Ibovespa consegue se segurar, enquanto petróleo dispara

2 de abril de 2026 - 10:56

Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos

AÇÃO DO MÊS

Axia Energia (AXIA6) segue nos holofotes com dividendos no radar — mas não é a única; confira as favoritas dos analistas para investir em abril

2 de abril de 2026 - 6:04

A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros

PORTFÓLIO INTERNACIONAL

Tchau, Ozempic? Empiricus corta Novo Nordisk e outras gigantes de carteira para abril — e reforça aposta em IA, streaming e petróleo

1 de abril de 2026 - 18:33

Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio

VEJA O CASO A CASO

Guerra no bolso: BofA rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta projeções de Magazine Luiza (MGLU3), GPA (PCAR3) e mais — veja quem sofre e quem escapa no varejo

1 de abril de 2026 - 17:28

O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados

QUEM VAI SE DAR MELHOR

Sai Prio (PRIO3), entra Petrobras (PETR4): dividendo com o fim da guerra é o alvo do BTG para abril

1 de abril de 2026 - 15:51

Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês

RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

VIRADA DE CARTEIRA

Brasileiros perdem interesse na renda fixa e ações ganham espaço aos poucos — mesmo com a guerra aumentando os riscos, diz XP

30 de março de 2026 - 15:42

Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem

EFEITO BRENT

Guerra, petróleo em alta e novos poços: a combinação que colocou a Brava (BRAV3) no topo da bolsa nesta segunda

30 de março de 2026 - 13:18

Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa

MERCADOS HOJE

Ibovespa e dólar avançam com mercado dividido sobre a guerra e Galípolo “ganhando tempo”; veja os destaques de hoje

30 de março de 2026 - 11:55

Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC

FOME DE AQUISIÇÃO

O ‘pacman dos FIIs’ está de volta: GGRC11 fecha compra milionária de galpões; confira os detalhes da operação

30 de março de 2026 - 10:42

De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril

QUEM EMAGRE E QUEM GANHA PESO

Fenômeno das canetas emagrecedoras: o “clique” de R$ 50 bilhões que está chacoalhando a bolsa brasileira

28 de março de 2026 - 17:15

Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia