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2018-12-28T18:35:24-02:00
Estadão Conteúdo
Leilão realizado hoje

Equatorial arremata Ceal, a última distribuidora da Eletrobras a ser privatizada

Grupo foi o único a ofertar uma proposta pela distribuidora, responsável pelo sistema de energia do estado de Alagoas

28 de dezembro de 2018
18:35
Energia
Equatorial se comprometeu a realizar um aumento de capital de R$ 545,77 milhões na CealImagem: Shutterstock

A Equatorial Energia arrematou na tarde desta sexta-feira, 28, a distribuidora de energia Ceal, controlada pela Eletrobras, ao ofertar um Índice Combinado de Deságio na Flexibilização Tarifária e Outorga igual a zero. O grupo foi o único a ofertar uma proposta pela distribuidora alagoana, assim como ocorreu quando levou a Cepisa, distribuidora da Eletrobras no Piauí, no certame de julho.

Ao lance mínimo, a companhia não abre mão de qualquer flexibilização em nível de perdas ou custos operacionais ofertados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Para favorecer a atratividade das distribuidoras da Eletrobras, a Aneel definiu no ano passado novos parâmetros regulatórios da Ceal e outras distribuidoras do grupo Eletrobras, elevando o nível de perdas não-técnicas de energia (furtos) e de custos operacionais (com Pessoal, Materiais, Serviços de Terceiros e Outros - PMSO), o que na prática determinou um aumento maior das tarifas na ocasião.

Pela metodologia definida para o leilão, vencia a disputa o investidor que oferecesse um deságio sobre esses parâmetros, de 0% a 100%, que poderia levar a uma redução das tarifas.

Se o índice combinado ofertado fosse superior a 100%, além de abrir mão da flexibilização concedida pela Aneel, o investidor ainda estaria se dispondo a pagar uma outorga pela concessão. Mas ao lance mínimo, não há pagamento de outorga.

Ao levar a distribuidora, a Equatorial se compromete a realizar um aumento de capital de R$ 545,77 milhões na Ceal. O valor do aporte é o segundo maior entre os estabelecidos para as seis distribuidoras vendidas pela Eletrobras, ficando atrás apenas do exigido na Cepisa (R$ 721 milhões), que também ficou com a Equatorial.

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