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2020-10-17T08:18:37-03:00
Estadão Conteúdo
Preservar pra quê?

Não há mais ‘saco de maldades’ contra produtores, diz Bolsonaro

Presidente referia-se a medidas ligadas à preservação do ambiente incentivadas por outros países

17 de outubro de 2020
9:37 - atualizado às 8:18
Jair Bolsonaro
Imagem: Carolina Antunes/PR

Em mais um sinal de apoio ao agronegócio, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que o homem do campo tem seu governo como aliado. Durante inauguração da unidade de biogás da Raízen, em Guariba (SP), ele disse que os produtores não serão mais afetados pelo que chamou de "pacote de maldades", em referência a medidas ligadas à preservação do ambiente incentivadas por outros países.

Discursando para empresários e produtores rurais, o presidente voltou a abordar a maior flexibilidade da legislação ambiental em seu governo e disse que o Ministério do Meio Ambiente não atrapalha o agronegócio. "Quando falam que sou benquisto pelo pessoal do campo, pelo pessoal do agronegócio, o nosso Ministério do Meio Ambiente não atrapalha a vida de vocês, muito pelo contrário, ajuda em muito. Lembrem como há algum tempo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e o ICMBio (Instituto Chico Mendes da Biodiversidade) tratavam vocês. Nós não criamos dificuldades. Não criamos dificuldade para vender facilidade."

Segundo o presidente, o agronegócio brasileiro se expande sem devastar reservas. "Nosso governo deu oportunidade para que o índio possa explorar seu território da melhor maneira", disse.

Minutos antes, o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) havia dito que a cadeia sucroenergética brasileira é "exemplo de sustentabilidade para o mundo" e que os canaviais "ajudaram a recuperar a fauna" ao recompor as áreas de preservação permanente nas fazendas de cana-de-açúcar.

Bolsonaro criticou países europeus e citou "o presidente de um grande país da Europa que quase sempre está na vanguarda para nos criticar", numa referência a Emmanuel Macron, presidente da França, crítico da política ambiental do governo brasileiro. "Acabou o tempo que o chefe de Estado ia para fora e voltava para cá com um pacote de maldades e quem pagava a conta geralmente era o homem do campo."

Apesar da fala de Bolsonaro, em setembro o governo brasileiro prorrogou a cota de importação de 187,5 milhões de litros de etanol norte-americano sem imposto por mais 90 dias. A medida provocou críticas do setor produtivo do biocombustível, cujas principais lideranças estavam no evento de ontem, e foi comemorada pelo governo de Donald Trump.

XV de Piracicaba

O presidente alegou ainda que o Brasil está saindo vitorioso da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, que já infectou mais de 5 milhões de brasileiros e matou mais de 152 mil pessoas no País. "A nossa economia tem reagido muito bem, cada vez mais acredito na palavra, no trabalho do Paulo Guedes (ministro da Economia) e sua equipe, de modo que estamos saindo, sim, em 'V', de vitória, dessa crise. Se Deus quiser, em pouco tempo voltaremos à normalidade."

Bolsonaro chegou à usina de Bonfim, da Raízen, na companhia dos ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, da Casa Civil, Braga Neto, e Ricardo Salles.

Ele e os ministros vestiam a camisa do XV de Novembro de Piracicaba, time de futebol patrocinado pela Raízen.

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