Crise da Venezuela se compara ao colapso da União Soviética
Contração do PIB nos últimos anos figura entre os maiores da história. Desafio de retomar o crescimento pode ser maior que debelar inflação de 200% ao mês

Desde 23 de janeiro a Venezuela está no foco na comunidade internacional com “dois governos”. O reempossado Nicolás Maduro e o presidente interino Juan Guaidó. Enquanto o impasse político persiste, os especialistas do Instituto Internacional de Finanças (IIF), resolveram juntar alguns dados para ver o que restou da economia do país. Tarefa um pouco ingrata já que não existem dados oficiais.
A retração econômica é quase sem precedentes na história mundial, comparável, apenas, à crise no Zimbábue (1998) e ao colapso da União Soviética no início dos anos 1990. Para os especialistas do IFF, a profundidade da recessão aumenta o risco de uma incompleta recuperação da economia se e quando ocorrer uma reorientação de regime político. No curto prazo, as sanções dos EUA ao petróleo do país devem acentuara ainda mais a depressão econômica.

As estimativas de inflação seguem elevadas mesmo para padrões tipificados como episódios hiperinflacionários, mas o IIF pondera que o controle de preços pode ser feito de forma relativamente rápida. O desafio mesmo será promover uma retomada da atividade.
O país não publica dados oficiais desde 2016 sobre crescimento, mas uma retração de 37% na produção de petróleo sugere o tamanho da contração. O IIF lembra que os Estados membros da União Soviética levaram, em média, 12 anos para voltar ao patamar de PIB pré-crise, e essa experiência sugere que o cenário de recuperação na Venezuela certamente não será rápido.
Leia Também
Petróleo
O potencial de alavancagem dos Venezuelanos vem das maiores reservas provadas de petróleo do mundo, mas tirar proveito disso vai exigir uma profunda reforma do setor e atração de investimentos externos.
Ainda no segmento, o estudo lembra que os embargos atingem o país de duas formas. Primeiro, pela queda das exportações aos EUA, um dos principais parceiros comerciais. Segundo, o país é dependente da importações de óleo refinado dos EUA, já que produz petróleo “pesado” e sua capacidade de refino está sucateada. Assim, a previsão é uma queda superior a 10% na produção em 2019.
Inflação
No front inflacionário a situação também é crítica com a monetização do elevado déficit fiscal. As estimativas não oficiais de inflação estão elevadas mesmo tendo em conta os episódios de hiperinflação vistos na então União Soviética e Brasil dos anos 1980. Ao contrário do tempo de recuperação do PIB, os dados mostram que os processos desinflacionários foram mais rápidos, levando cerca de 12 meses para uma inflação mensal de 75% recuar para 4,5%.

FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA
Preço do café cai, consumo aumenta: brasileiros voltam a encher a xícara em 2026
24 de setembro de 2026 - 10:57ENGENHARIA FINANCEIRA