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Varejo inicia ano com sinal de recuperação, embora lenta e gradual, diz IBGE

Segundo gerente do IBGE, uma recuperação mais vigorosa dependerá de uma melhora substancial na renda das famílias e do crédito

Varejo
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Após as oscilações excessivas registradas nos meses de novembro e dezembro de 2018, o varejo começou o ano de 2019 "com um sinal de recuperação, embora ainda lenta e gradual", avaliou Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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"Novembro (3,1%) e dezembro (-2,1%) foram meses com variação muito forte", lembrou Isabella Nunes.

A pesquisadora lembra que o desempenho do último bimestre de 2018 foi muito afetado pela antecipação de compras em novembro motivada pela Black Friday, que prejudicou o resultado de dezembro.

Com o avanço de 0,4% nas vendas registrado em janeiro, o saldo é positivo, como mostra a média móvel trimestral, com alta de 0,5% no primeiro mês de 2019.

"Mostrando que varejo continua sim a sua trajetória de recuperação, mas de forma lenta e gradual", disse Isabela. "Quase todas as atividades reverteram em janeiro a queda nas vendas registrada em dezembro", completou.

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Renda e financiamento são peças-chave

Nunes também afirmou que uma recuperação mais homogênea e vigorosa do varejo dependerá de uma melhora mais substancial na renda das famílias e do crédito.

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"O comércio varejista depende basicamente de renda disponível, de financiamento e também de algum acréscimo extraordinário de renda, como aconteceu em 2017 com o FGTS liberação dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Como a massa de renda tem se mantido estável todo o tempo, ela contribuiu, mas não tem capacidade de promover um crescimento mais intenso nas vendas. A taxa de juros que a gente paga ainda é muito elevada em relação ao que a gente pagava em 2014", lembrou.

Segundo a pesquisadora, o avanço na ocupação via informalidade no mercado de trabalho também limita um crescimento na renda das famílias, fazendo com que destinem o orçamento disponível para a aquisição de itens básicos.

"O consumo que aparece forte e vem se destacando é justamente o mais ligado a produtos básicos. O consumo de itens de valor agregado mais elevado depende dessas outras condicionantes", disse Nunes.

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