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27 Estados-membros remanescentes na União Europeia deram seu aval a um adiamento da data do acordo de saída para 22 de maio, mas apenas se a Câmara dos Comuns britânica aprovar o acordo de retirada já negociado com May

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou nesta quarta-feira no Parlamento Europeu ser "inaceitável" que os membros do Legislativo do bloco se contraponham a uma extensão mais longa do prazo do Brexit, que poderia ser concedida "se o Reino Unido desejar repensar sua estratégia" para o processo de separação.
Na última quinta-feira (21), os 27 Estados-membros remanescentes na União Europeia deram seu aval a um adiamento da data do Brexit para 22 de maio, mas apenas se a Câmara dos Comuns britânica aprovar, ainda esta semana, o acordo de retirada já negociado com a primeira-ministra Theresa May.
Senão, a postergação só valerá até 12 de abril e Bruxelas aguardaria a indicação de Londres sobre como ir adiante com o divórcio. Como Tusk já deixara claro em outras oportunidades, uma das possibilidades seria adiar a separação por mais tempo, ao menos até o fim de 2019, o que obrigaria o Reino Unido a participar das próximas eleições ao Parlamento Europeu, de 23 a 26 de maio.
"Houve vozes dizendo que isso seria danoso ou inconveniente para alguns dos senhores", disse o polonês em discurso preparado. "Os senhores não podem trair os seis milhões de pessoas que assinaram a petição para revogar o Artigo 50 (e cancelar o Brexit) ou um milhão de pessoas que marcharam por um Voto do Povo, ou a maioria crescente de pessoas que querem permanecer na União Europeia."
May, por outro lado, declarou repetidamente que a participação britânica na corrida ao Legislativo europeu "não é do interesse de ninguém".
Para Tusk, os detratores do divórcio podem até sentir que não são suficientemente representados pelo Parlamento do Reino Unido. "Mas eles têm de sentir que são representados pelos senhores nesta câmara (do Parlamento Europeu). Porque eles são europeus", encerrou.
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