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Suzano e MRV não veem impedimento sobre vendas de ações dos grupos por BNDESPAR

Questionamento veio após secretário geral de Privatizações do Ministério da Economia, Salim Mattar, dizer que novo governo pretende acabar com a BNDESPar

Walter Schalka - Imagem: J.F. Diorio/Estadão Conteúdo

O presidente da Suzano, Walter Schalka, e o fundador e presidente da MRV, Rubens Menin, afirmaram que não veem impedimentos para que a BNDESPar venda sua participação acionária nas duas empresas. Os dois executivos foram questionados em evento do Credit Suisse, nesta terça-feira, 29, em São Paulo.

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O questionamento veio depois da fala do secretário geral de Privatizações do Ministério da Economia, Salim Mattar, que, mais cedo, afirmou que o novo governo pretende acabar com a BNDESPar, a empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vendendo todos os seus ativos, avaliados em R$ 110 bilhões, nos próximos quatro anos.

Segundo Mattar, o "BNDESpar é empresa que vai ser fechada muito rapidamente". Na apresentação, também no evento do Credit Suisse, Mattar disse que o governo não tem que deter participações em empresas que estão abertas e listadas na B3, como a Suzano, a MRV.

Questionado em outra palestra, o CEO da MRV, Rubens Menin, brincou e disse que nem sabia que o BNDESPar tinha participação na MVR. "A cabeça de Salim é boa. Deve estar correto o que ele falou". Segundo Menin, como qualquer investidor, "o mercado é assim: vende e compra". Segundo o executivo, "se o BNDESPar estiver descontente, que venda" os papéis.

Menin acrescentou que, ao que parece, a intenção de Mattar é acabar com o BNDESPar, o que seria positivo.

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Na mesma direção, o presidente da Suzano afirmou que o BNDESPar, depois do negócio da empresa com a Fibria, passou a ter 11% de participação do negócio. De acordo com o executivo, o banco nunca mencionou o que pretende fazer com as ações que detém. "Eles não têm nenhuma cláusula de barreira. Podem vender a qualquer momento. Se eles quiserem vender, vamos apoiar. Cria mais liquidez nas ações", afirmou Schalka.

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