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Sobre o PIB, o BC venezuelano divulgou uma retração acumulada de 52,3% desde 2013, quando Maduro assumiu o poder
Toda vez que você quiser ficar mais otimista com a situação da economia brasileira, basta olhar para a Venezuela. Depois de 4 anos de hiatos, o Banco Central de lá voltou a divulgar seus principais dados econômicos, e a notícia não foi nada agradável. Em 2018, o país acumulou uma brutal inflação de 130.060%, a mais alta de sua história recente.
O número assusta qualquer pessoa, inclusive os brasileiros que viveram os tenebrosos períodos de inflação na década de 1990. Para você ter uma ideia, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve o auge de sua crise em junho de 1994, quando acumulou alta de 4.922% em 12 meses. Nem se compara, né?
Mas mesmo sendo muito elevados, o fato é que os preços ao consumidor na terra de Nicolás Maduro ficaram bem abaixo das projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em abril, a instituição divulgou uma série de estimativas econômicas e para a Venezuela a previsão era de inflação de 929.789% em 2018 - sete vezes mais do que o resultado oficial.
A própria Assembleia Nacional venezuelana estimava números bem acima dos que foram divulgados. Por lá, a previsão era de que os preços subissem cerca de 1.700.000%.
Nem só de inflação vive a crise venezuelana. A divulgação de dados pelo Banco Central também mostrou uma situação catastrófica sobre o desempenho econômico por lá.
Entre 2013 e 2018, exatamente o período de governo de Maduro, o Produto Interno Bruto (PIB) do país encolheu 52,3%.
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Em alguns setores da economia, a situação é ainda pior. A construção, por exemplo, encolheu cerca de 95% em 5 anos. No mesmo período, o comércio registrou retração de 79% e a produção manufatureira, de 76%.
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