Seu Dinheiro na sua manhã: É hora de vestir suas Havaianas?
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Caro leitor,
Quando eu era criança, as únicas Havaianas que tinham à venda eram aquelas clássicas: solado branco e as tiras em azul ou preto. Lembro que só as pessoas mais pobres vestiam esse chinelo e andavam com ele até a sola gastar ou as tiras arrebentarem. Quem buscava alguma modinha usava marcas concorrentes - e que tinham qualidade bem pior. Eu lembro de sair da piscina com os chinelos de pano da concorrência encharcados e barulhentos. Eram muito ruins!
A virada na marca Havaianas nos últimos 15 anos foi realmente surpreendente. As sandálias multiplicaram de cores e modelos e viraram realmente um calçado para todos. E quando eu digo todos, são todos mesmo - até famosos brasileiros e estrangeiros.
Apesar do sucesso da marca, os investidores não viam essa luz na Alpargatas, a dona das Havaianas. Para eles, a empresa era ineficiente. Se perdeu no caminho do crescimento, com negócios paralelos menos lucrativos e erros que limitaram a quantidade de chinelos nas prateleiras do varejo. Além disso, a companhia mudou de dono 4 vezes. Assim, fica difícil ajustar o rumo, não?
Agora a empresa é controlada pelos grupos BW/Cambuhy/Itaúsa, de ninguém menos do que as famílias Setúbal, Vilela e Moreira Salles, donos do Itaú Unibanco. A ordem lá é fazer mudanças para dar um novo gás ao negócio.
A movimentação já chama a atenção dos gestores de fundos de investimento. Alguns deles apostam que a ação da Alpargatas pode ser a próxima Magazine Luiza da bolsa brasileira. A repórter Ana Paula Ragazzi te dá todos os detalhes nesta reportagem imperdível.
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Dando pitaco nos hermanos
Que a situação na Venezuela não anda bem não é novidade. Mas ontem, a crise política e econômica do país tomou novas proporções com o líder da oposição e atual presidente da Assembleia Nacional, Juan Guiadó, declarando-se o presidente interino do país. Os EUA reconheceram o gesto e o presidente Jair Bolsonaro seguiu o fluxo. Ele falou sobre a situação no país vizinho em entrevista à “Record” ontem à noite, ainda em Davos. Saiba mais
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Abrindo os trabalhos
Passadas as festas de fim de ano, chegou a hora das empresas começarem a fazer as contas dos lucros (ou prejuízos) que tiveram ao longo de 2018. No setor bancário, quem inaugurou a temporada do 4º trimestre foi o Banco Inter, que viu seu lucro anual decolar na comparação com 2018 e fechar em R$ 74,2 milhões. Apesar do lucrão, a rentabilidade trimestral do banco sofreu um tombo forte, passando de 22,6% no 4º trimestre de 2017 para 9,5% em igual período do ano passado. Confira aqui todos os detalhes do balanço.
O pai dos ETFs
A Luciana Seabra pegou a deixa da morte do americano John Bogle neste mês para discutir o seu legado. Ele é considerado o “pai” dos ETFs (Exchange Traded Funds), fundos negociados na Bolsa e que replicam índices, como Ibovespa ou o S&P 500. A Luciana bem lembrou que nem sempre eles ganham das carteiras dos fundos que adotam uma gestão ativa. Mas, mesmo assim, os ETFs são uma boa pedida para alguns investidores. Ela te conta aqui quando eles valem a pena.
Fim da era Ghosn
A história de Carlos Ghosn na Renault acabou de vez. Ele é um dos poucos brasileiros que chegou ao topo da gestão global de multinacionais, mas, infelizmente, está saindo pela porta dos fundos. Ele está preso no Japão e é investigado por fraude e desvios de recursos na Nissan. Em Davos, o ministro de finanças francês trouxe uma novidade no caso: Ghosn renunciou ontem à noite aos cargos que tinha na Renault. A diretoria da companhia deve se reunir ainda hoje para decidir sobre a sucessão. Saiba mais
Feriado testa otimismo do mercado

Ontem, o mercado mostrou sua prova de amor por Paulo Guedes. Após Bolsonaro cancelar sua entrevista coletiva com jornalistas em Davos, bastaram algumas palavras do superministro da Economia para retomar o otimismo por aqui.
Nas declarações, ele forçou a necessidade da reforma da Previdência e seu potencial de gerar uma economia de até R$ 1,3 trilhão em 10 anos. Com os investidores ainda mais confiantes sobre as reformas, o Ibovespa ficou mais próximo dos 100 mil pontos e fechou em alta de 0,53%, aos 96.558 pontos, um novo recorde. O dólar quebrou a sequência de seis altas seguidas e caiu 1,13%, aos R$ 3,76.
Consulte a Bula do Mercado para saber como devem se comportar bolsa e dólar hoje!
Um grande abraço e ótima quinta-feira!
Agenda
- Receita Federal divulga dados da arrecadação de impostos em dezembro e em 2018
- IHS Markit divulga PMI da Alemanha, Estados Unidos e zona do euro, todos referentes à janeiro
- Balanços 4º trimestre de 2018: American Airlines e Intel
- BCE anuncia decisão sobre juros na Europa
- Senado americano vota projetos que podem encerrar a paralisação do governo
- 3º dia do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça
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