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Projeto foi lançado em 24 de setembro e já tem mais de 800 mil leitores por mês no site e 65 mil cadastrados para as newsletters diárias. Conheça a linha editorial, saiba quem não somos e como ganhamos dinheiro.
Caro leitor,
Eu estava de férias e no meio da reforma do meu apartamento quando a Olivia Alonso e a Luciana Seabra me chamaram para almoçar. Elas me fizeram um convite: vamos revolucionar o jornalismo econômico brasileiro? Meu olho brilhou.
O plano era deixar de lado uma fórmula careta e medrosa usada na cobertura de investimentos no país sem abrir mão de um conteúdo independente e de qualidade. Quando dei por mim já estava dando pitacos sobre o projeto, antes mesmo de entrar formalmente para o time do Seu Dinheiro.
Eu, Luciana e Olivia buscamos reforços. O Eduardo Campos foi o primeiro a chegar. Em seguida, o Vinícius Pinheiro e a Julia Wiltgen entraram no grupo. O Victor Aguiar chegou na semana passada… Ao todos somos 14, além dos nossos parceiros e colunistas.
Neste domingo completamos exatos seis meses no ar. Mais de 800 mil pessoas já acessam o site por mês. E outros 65 mil recebem todos os dias a nossa newsletter. Está acima do que esperávamos. E mal começamos.
Quero aproveitar o aniversário do site para discutir a nossa relação, amigo leitor. Preciso reafirmar quem não somos e colocar alguns pingos nos is. Quero que você saiba tudo sobre o Seu Dinheiro: onde estamos, qual a nossa relação com nossos sócios e, claro, como ganhamos dinheiro. Não temos absolutamente nada a esconder.
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O Seu Dinheiro é uma proposta única na internet brasileira: não somos (mesmo) nada do que você lê por aí sobre investimentos.
Você não tem a impressão de que tudo que sai nos diferentes sites de notícias parece igual? É como se escrevessem todos os textos usando uma forma de bolo. Chato demais! E ninguém te fala a real. Ou você lembra de ler em algum lugar algo tão direto quanto “compre ações da Petrobras” ou “veja qual o melhor ETF para investir em cannabis”?
O máximo que você vai encontrar nos jornais é uma série de opiniões antagônicas empilhadas. Ninguém vai te indicar um caminho no meio da encruzilhada. Não é culpa dos jornalistas. Eles estão presos a regras dos manuais de redação, como a “imparcialidade”.
Eu e meus colegas do Seu Dinheiro nos recusamos a ficar em cima do muro. Não somos imparciais! Temos um lado: o de quem quer ganhar dinheiro de verdade. Se for seu caso, seja muito bem-vindo!
Não é papo de vendedor. Vou te dar um exemplo de como isso funciona na prática. Quando o gestor coreano Mu Hak You assumiu o controle da Gafisa no fim do ano passado, a mídia tradicional se limitou a relatar os fatos. O Seu Dinheiro foi além e deu um aviso ao leitor: “fique longe dessa ação”! Sofremos as consequências da nossa “ousadia”. Fomos notificados para tirar as reportagens sobre a Gafisa do ar sob o risco de levar a questão para a Justiça. Não recuamos e compramos uma briga a favor de você - e olha que tínhamos apenas 2 meses de vida.
Você precisa prestar atenção no que lê na internet. Tem muita gente querendo a sua atenção. As corretoras, os bancos... e todo mundo que ganha comissão ou cobra taxa para prestar um serviço financeiro.
A estratégia para falar com você mudou de um tempo para cá. Antes os bancos e as corretoras ficavam piscando na sua tela na forma de publicidade. Era fácil identificar as propagandas. Só que agora está na moda um tal de marketing de conteúdo, que traz uma peça que parece uma matéria jornalística, mas que na verdade é uma campanha para te vender alguma coisa. Nada contra. Pelo contrário: sou a favor da internet livre, do empreendedorismo e do marketing digital. Eu só acho que você precisa saber como funciona e identificar a diferença do que é conteúdo independente e patrocinado .
Você sabia, por exemplo, que a Infomoney se tornou um projeto de marketing de conteúdo da XP Investimentos e não é um site de jornalismo independente? Perceba que a maioria dos analistas citados nas reportagens é da XP. A corretora mantém o site para falar dela mesma. E mais: ser um canal de vendas. Dentro dos textos estão links disfarçados de sugestão de leitura que te encaminham para abrir uma conta na corretora. Isso tudo sem um aviso sequer de que se trata de um conteúdo publicitário.
Longe de mim querer te dizer o que ler. É sempre bom ler de tudo, até bula de remédio. Mas você realmente acha que a melhor opção para buscar informações sobre investimentos é um site criado para captar clientes para uma corretora? Reflita sobre isso.
Sim, a independência editorial é uma premissa que não abrimos mão. Isso não quer dizer que a empresa não tenha sócios. Não somos órfãos. O Seu Dinheiro tem “pai” e “mãe”. Nossos acionistas são o Estadão Ventures, braço de novos negócios do Grupo Estado, e a Acta Holding, grupo dono de publicações como Empiricus, Inversa, O Antagonista, Jolivi e Money Times.
A diferença é que nossos acionistas entendem que o sucesso do Seu Dinheiro depende de credibilidade e independência editorial. Ficamos em uma redação independente em um coworking perto da avenida Faria Lima, em São Paulo. O nosso conteúdo é por nossa conta e risco.
Para não misturar as coisas, o Seu Dinheiro não entrevista economistas da Empiricus ou da Inversa para suas reportagens. Eles são ótimos, mas simplesmente não queremos correr o risco de ser confundidos com quem se presta a esse papel. Eles não precisam disso, nem o Seu Dinheiro.
Mas você vai ver que alguns dos melhores editores da Empiricus e da Inversa são colunistas do Seu Dinheiro. É como um economista que escreve um artigo para o jornal. Eles compartilham suas opiniões em um espaço determinado do veículo, mas não fazem parte da redação e não controlam o conteúdo do site. A curadoria do que entra ou não é do Seu Dinheiro.
É lógico que o Seu Dinheiro também quer ganhar dinheiro. Deus me livre virar mais uma empresa de mídia com as finanças na UTI. O site foi desenhado para dar lucro e andar com as próprias pernas.
Sabe como ganhamos dinheiro? Atualmente, apenas com publicidade. As marcas pagam para anunciar no site e na newsletter. Sem exceção. As empresas do grupo também pagam pelo espaço, assim como os demais anunciantes. E estamos abertos a todos (viu XP?). No futuro também queremos vender conteúdos especiais próprios, como cursos, por exemplo.
Eu te peço um pouco de paciência com a publicidade. Afinal, os anúncios geram a receita que paga nossas contas, para que possamos ter uma equipe qualificada para produzir o conteúdo de qualidade que você recebe de graça. É isso que significa ser independente. O nosso compromisso é sempre mandar mais conteúdo do que anúncios e diferenciar claramente um do outro. E, se você não quiser mais receber nossos e-mails pode clicar em “cancelar a inscrição” no fim de qualquer e-mail.
Espero ter esclarecido todas as suas dúvidas sobre quem não somos. Obrigada a todos os leitores que acompanham o Seu Dinheiro. É para vocês que escrevemos todos os dias! Temos muitas novidades no forno e muito em breve volto aqui para contar. E se você tiver qualquer sugestão, crítica ou elogio sobre o Seu Dinheiro não hesite em me procurar: mgazzoni@seudinheiro.com.
Um abraço!
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