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Uma das lendas do mercado financeiro resolveu dar sua opinião sobre o futuro dos investimentos ao redor do mundo. E ele não falou dos Estados Unidos
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
“The future is female” - “o futuro é feminino” ou “o futuro é das mulheres”, numa tradução livre. O slogan feminista da década de 1970 foi resgatado recentemente e passou a estampar camisetas pelo mundo, inclusive no Brasil. Eu mesma tenho a minha, com letras em roxo e glitter.
É inegável que, historicamente, as mulheres avançaram muito, no mundo inteiro. Hoje já chefiamos famílias e empresas, além de ocupar boa parte do mercado de trabalho. O Seu Dinheiro mesmo é um projeto liderado por mulheres. Mas ainda há muitos problemas a enfrentar, como a alarmante violência contra a mulher e também uma série de questões econômicas.
Já sabemos que empresas com mulheres na liderança tendem a ser mais diversas e obter resultados melhores, mas ainda somos poucas em postos executivos de grandes empresas; sabemos também que mulheres tendem a ser boas investidoras, até melhores que os homens, mas o mercado financeiro ainda é um mundo bastante masculino. Isso sem falar no “gender gap”, a diferença de rendimentos entre homens e mulheres de mesmo posto de trabalho e qualificação, muito influenciada pela maternidade.
Essas desigualdades são ruins não apenas do ponto de vista social, mas também econômico. Mais mulheres no mercado de trabalho, ganhando o mesmo que os homens, ocupando postos de liderança e financeiramente educadas significam economia girando mais e melhor. Eu tendo a acreditar sim que o futuro será mais feminino do que é hoje. O mundo está mudando, e será bastante positivo para as sociedades - e também para os investidores - que grupos sociais e economias antes à margem cresçam e apareçam.
Alguns grandes investidores, por exemplo, andam dizendo por aí, também numa tradução livre da minha parte, que o futuro é emergente. Embora os Estados Unidos ainda sejam a maior economia do mundo, não parece que, nos próximos 20 anos, America will be great again - ao menos não como já foi em outros tempos.
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Esta é a opinião do fundador da GMO, Jeremy Grantham, uma verdadeira lenda do mercado. Em rara entrevista à “CNBC”, o gestor aconselhou os investidores a ficarem longe do mercado americano e buscarem retorno nos países emergentes. Não é pouca coisa, vindo de alguém que anteviu as crises de 2008 e das empresas “ponto com” nos anos 2000.
A questão, para ele, é que de fato os mercados desenvolvidos atingiram um certo limite populacional em termos de trabalho e consumo, área em que os emergentes ainda têm gás. O repórter Eduardo Campos traz para você os detalhes desta história.
Essa nuvem cinza que paira sobre os Estados Unidos e os países desenvolvidos já pesa na bolsa. O dia começou mal para o Ibovespa, que na parte da manhã refletiu previsões de menor crescimento global, sobretudo para os países ricos, e os dados ruins do “payroll”, que mostraram a criação de apenas 20 mil postos de trabalho nos EUA, quando a previsão era de 185 mil vagas.
Mas o posto Ipiranga do presidente Bolsonaro trouxe bons ventos no fim do dia: segundo Paulo Guedes, faltam 48 votos na Câmara para passar a reforma da Previdência e garantir o “seu trilhão de reais”. O resultado foi uma alta forte da bolsa no fim do dia, na contramão de Nova York. Veja tudo que movimentou os mercados no pregão de hoje.
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Muitos candidatos se elegeram nas últimas eleições com plataformas econômicas liberais, incluindo o presidente Jair Bolsonaro. Mas assim que uma crise envolvendo duas grandes montadoras passou a ameaçar milhares de empregos em São Paulo, governantes das três esferas da administração pública resolveram mover alguns pauzinhos para tentar segurar as empresas no estado e preservar os postos de trabalho.
Recentemente, a GM veio com uma história de talvez abandonar o Brasil. Agora, o prefeito de São Caetano do Sul, eleito pelo PSDB, tenta negociar, oferecendo à montadora incentivos tributários para ficar. Quanto à Ford, as três esferas de governo decidiram cobrar da montadora um plano detalhado do fechamento da sua fábrica em São Bernardo do Campo, visando a ter argumentos para tentar reverter a decisão.
No meio do imbróglio, o governador João Doria já tratou de afirmar que as empresas do setor automotivo interessadas em comprar a fábrica da Ford se comprometem a preservar os empregos, além de anunciar um programa de incentivo fiscal à indústria paulista de veículos, com redução de ICMS. Confira os detalhes do plano nesta reportagem.
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