Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Na liberação do FGTS por Bolsonaro, o trailer foi melhor que o filme

A autorização de saque limitado a R$ 500 por conta ativa e inativa e o confuso fracionamento previsto no “saque aniversário” que estará em vigor em 2020 não contribuíram para a popularidade da decisão

Montagem mostra bolo de dinheiro na TV e apenas R$ 500 na mão, em uma sátira sobre o saque do FGTS
O trailer sobre o saque do FGTS foi melhor que o filme - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O governo tentou fazer direito, mas deu ruim. Há meses, acenou aos trabalhadores a liberação do FGTS, um dinheiro com o qual ninguém contava, e ao mesmo tempo alimentou expectativas de empresários e investidores com a retomada mais robusta da economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A fórmula do governo atual lembra o que fez seu antecessor, Michel Temer, em 2017. A liberação do saque das contas inativas (até 2015/) gerou entusiasmo. Naquele momento, a atividade estava no chão e a popularidade do governo enfraquecida com escândalo após escândalo -- envolvendo políticos, os irmãos Joesley e Wesley Batista da JBS e o presidente Michel Temer. A liberação do FGTS veio a calhar. De todo modo, a economia cresceu 0,75 ponto, de 1,1% em 2017, graças ao aumento do consumo.

Nas últimas semanas, porém, a hesitação do governo Bolsonaro em anunciar uma nova liberação de recursos do FGTS – talvez para não reprisar a medida tomada pelo antecessor e num cenário econômico igualmente crítico – começou a ofuscar a iniciativa que estava sob análise da equipe econômica. A pressão de representantes do setor de construção civil, que recebe parte do Fundo para bancar financiamentos, também tornou menor a iniciativa do governo.

A autorização de saque limitado a R$ 500 por conta ativa e inativa e o confuso fracionamento previsto no “saque aniversário” que estará em vigor em 2020 não contribuíram para a popularidade da decisão. O resultado final ficou um tanto obscuro, especialmente pela determinação de que a preferência pelo “saque aniversário” impedirá a retirada do saldo total do FGTS no caso de demissão sem justa causa, como é permitido hoje.

Essa regra não parece tão clara quanto à perspectiva de frustração de trabalhadores – que vierem a ser demitidos --, ante a impossibilidade de dispor de algum recurso para administrar o orçamento doméstico ao menos enquanto busca uma nova colocação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Goste ou não o governo, se há algo com o qual o brasileiro se acostumou é com a possibilidade de sacar o FGTS quando prevalece o sentimento de desamparo. E faço essa afirmação por experiência própria. Foi exatamente assim que eu me senti ao ser demitida do meu último emprego em 14 de fevereiro deste ano.

Leia Também

Conteúdo Empiricus

O que esperar da Selic a partir de agora? Entenda cenário após último corte e conheça 4 títulos de renda fixa para ‘turbinar’ sua carteira

JÁ VIMOS ESSE FILME ANTES

Short squeeze na Wendy’s? O que está por trás da alta da meme stock da vez na bolsa dos EUA

Ajuda, mas não salva

É inegável que o saque de R$ 500 ajudará muita gente a sair do aperto, que o consumo deve ser favorecido com a injeção de dinheiro na economia e que aplicações financeiras podem ser beneficiadas. Dificilmente, porém, os R$ 30 bilhões que o governo entregará aos trabalhadores ainda neste ano serão suficientes para promover um crescimento consistente e prolongado.

O governo prevê um impacto de 0,35 ponto percentual no PIB e esse empurrão é mais que bem-vindo, da mesma forma que foi recebido o 0,75 ponto no PIB de 2017. Bora torcer para que, desta vez, não se repita o que vimos logo em seguida. Apesar da contribuição ao PIB total de 2017, de 1,1%, a liberação do FGTS e PIS/Pasep não evitou que, em 2018, o crescimento ficasse em 1,1% novamente.

Faltou combinar o discurso

As afirmações contraditórias feitas ontem pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, sugerem que no governo também não há consenso sobre o alcance e, tampouco, sobre o sucesso da liberação do FGTS.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bolsonaro disse a jornalistas, antes do anúncio oficial da medida, que o seu caráter é “emergencial, sim, que a nossa economia não vai bem” (...) e que os saques farão com que entre “um dinheirinho no comércio”.

Paulo Guedes negou que a liberação dos recursos tenha sido uma medida emergencial improvisada devido ao baixo crescimento. E considerou que o governo está oferecendo ao trabalhador “uma oportunidade a mais de saque no FGTS”, lembrando que há 19 diferentes formas de saque desses recursos. O ministro tipificou o “saque aniversário” como um 14º salário.

A cerimônia de formalização da medida, realizada ontem à tarde no Palácio do Planalto, não deixou dúvida de que não faltarão recursos do Fundo para a construção civil. Aos cotistas, os R$ 500 que poderão ser sacados a partir de setembro são bem-vindos. Não devem salvar a economia ou mudar a vida dos brasileiros, mas poderão bancar um Feliz Natal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
ID da foto:1307414278 24 de junho de 2026 - 10:31

PROGRAMA NACIONAL CELULAR SEGURO

Nova fase do Celular Seguro: governo cria banco nacional para rastrear celulares roubados

24 de junho de 2026 - 10:31
cidades - são paulo 24 de junho de 2026 - 9:30
leilão itaú 24 de junho de 2026 - 9:01
Ilustração com bilhete premiado de Mega-Sena em frente ao Teatro Amazonas em Manaus. 24 de junho de 2026 - 6:58
Fachada de prédio da Petrobras (PETR4) 23 de junho de 2026 - 16:34
Lanche Hawaiian Airlines 23 de junho de 2026 - 13:13
acordo de paz; estados unidos. irã 23 de junho de 2026 - 10:00
Assinatura de parceria foi realizada durante evento que contou com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante 22 de junho de 2026 - 15:38
will bank, liquidado pelo Banco Central. 22 de junho de 2026 - 14:36
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar