Correndo contra o (mau) tempo
Uma onda de frio intenso chega hoje às regiões Sul e Sudeste do Brasil, trazendo chuva, geadas e derrubando para um dígito as temperaturas do nosso lindo inverno tropical. Mas em Brasília e na bolsa o clima continua quente. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O país se vê numa corrida contra o […]

Uma onda de frio intenso chega hoje às regiões Sul e Sudeste do Brasil, trazendo chuva, geadas e derrubando para um dígito as temperaturas do nosso lindo inverno tropical. Mas em Brasília e na bolsa o clima continua quente.
O país se vê numa corrida contra o tempo para levar a reforma da Previdência ao plenário da Câmara antes do recesso parlamentar em 18 de julho, o que vem testando os nervos do mercado. Mas não foram só os americanos que soltaram fogos hoje (pelo seu Independence Day). Também foi dia de festa na bolsa, pois a reforma avançou mais um passo com a tão esperada aprovação do relatório do deputado Samuel Moreira na Comissão Especial da Câmara.
Vale lembrar que esse não é o fim do processo na comissão. Agora entramos na fase de análise e votação dos destaques, que são as tentativas de modificação do texto. O Eduardo Campos está acompanhando tudinho lá de Brasília.
Tudo bem que esperar agilidade da política brasileira é como torcer pela equipe de trenó da Jamaica, como no clássico da Sessão da Tarde “Jamaica Abaixo de Zero”. Mas, para o mercado, desde que a reforma cruze a linha de chegada com dignidade, como os atletas jamaicanos que terminaram a prova carregando seu trenó quebrado nas costas, está tudo bem. E pela previsão do tempo para os próximos dias, se isso acontecer, vai estar tão frio quanto no filme.
Nesta quinta, os investidores comemoraram o avanço da reforma da Previdência levando o Ibovespa a um novo recorde de fechamento e derrubando o dólar abaixo dos R$ 3,80 pela primeira vez desde 20 de março. O Victor Aguiar conta todos os detalhes sobre o pregão de hoje e o novo patamar atingido pela bolsa na sua matéria de mercados.
Para quem está se perguntando onde está o Vinícius Pinheiro, ele tirou uma folga hoje em razão do lançamento do seu novo livro “Os Jogadores”, romance que se passa no mercado financeiro brasileiro. Daqui da redação, eu sigo lá para a Livraria da Vila, no bairro de Pinheiros, aqui em São Paulo, para prestigiá-lo. Amanhã ele está de volta!
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Guedes, o otimista
O ministro da Economia tinha acabado de descobrir que a Comissão Especial da Câmara havia aprovado o relatório da reforma da Previdência quando chegou a um evento para investidores e agentes autônomos em São Paulo. Sob um tsunami de aplausos, o "posto Ipiranga" do presidente Bolsonaro demonstrou otimismo com o futuro do projeto no Congresso e resolveu falar dos próximos passos. Afinal de contas, nem só de reforma da Previdência se sustenta uma economia. Quem acompanhou de perto as declarações de Guedes foi a Bruna Furlani, que traz os detalhes para você nesta matéria.
Promessa é dívida?
Depois de prometer R$ 20 milhões em emendas para cada parlamentar que votar a favor da reforma da Previdência no Congresso, o governo se vê diante de mais um bloqueio de despesas orçamentárias. E a equipe econômica admite que “não há dinheiro”, no momento, para cumprir o acordado com os deputados e senadores. Entenda as implicações dessa história neste link.
O de cima sobe…
Quem continua na crista da onda quando o assunto é investimento é o mercado de fundos. Dados divulgados hoje mostram um novo recorde histórico na captação líquida desse tipo de aplicação no primeiro semestre de 2019: R$ 130 bilhões. Tudo bem que quase R$ 50 bilhões foram referentes a um único fundo exclusivo, mas mesmo que ele seja excluído do levantamento, a captação líquida da indústria foi quase duas vezes a do mesmo período do ano passado. A distribuição do investimento por tipo de fundo teve muito a ver com o recente movimento de queda nos juros. Confira nesta matéria quais classes de ativos foram as preferidas dos investidores neste começo de ano.
…e o de baixo desce
Por outro lado, a poupança perdeu recursos, com captação líquida negativa de quase R$ 15 bilhões no primeiro semestre, apesar de um mês de junho positivo. Os números interrompem uma retomada que a caderneta vinha apresentando nos últimos anos. Um dos motivos para os saques é positivo: a possível migração dos recursos para investimentos mais rentáveis num cenário de juros em queda. As outras razões, porém, são frutos da dura realidade da nossa economia, como mostramos nesta matéria.
Um convite
Acredite: o Tesouro Direto tem mais de 4 milhões de investidores que podem negociar os papéis garantidos pelo governo. É gente à beça e que representa quatro vezes o número de CPFs que podem operar na bolsa. Juros menores - e com perspectiva de cair mais -, além de um programa de privatizações a caminho, convidam o investidor a explorar outros ativos que não a renda fixa conservadora, mas esse processo vai levar tempo. Ainda bem que dentro da própria renda fixa há outras oportunidades de ganhar dinheiro. A nossa colunista Angela Bittencourt conta quais são elas e discute até onde os juros podem cair.
Você é motorista de Uber?
Essa vai para os nossos leitores que trabalham como motoristas de táxi, Uber ou outros aplicativos de transporte. Sabia que você pode receber as gorjetas dos clientes na forma de bitcoin? Sim, essa já é uma realidade! No seu novo vídeo, o colunista Fausto Botelho ensina o que você deve fazer para receber uma grana extra na forma de investimento em criptomoeda e divulgar isso aos seus passageiros.
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