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Vinícius Pinheiro
O melhor do Seu Dinheiro
Vinícius Pinheiro
2019-05-02T18:47:50-03:00
Seu Dinheiro na sua noite

Bem vindo à selva

2 de maio de 2019
18:47
O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

Tudo que precisamos é só de um pouco de paciência. Podia ser o Axl Rose, mas quem pede calma é Jerome Powell, o presidente do BC americano. Ele sinalizou ontem, feriado aqui no Brasil, que as taxas de juros nos Estados Unidos devem permanecer por um bom tempo onde estão - entre 2,25% e 2,5% ao ano.

O problema é que paciência é uma palavra quase proibida para os investidores, que em matéria de Guns n’Roses estão muito mais para “Welcome to The Jungle” do que para “Patience”.

Como o juro americano é o centro de gravidade dos mercados financeiros em todo o mundo, qualquer decisão por lá afeta diretamente a quantidade de capital estrangeiro que circula por aqui.

Ninguém esperava que o Fed cortasse as taxas na reunião de ontem, mas havia a expectativa de que o presidente do BC dos EUA sinalizasse algum corte no futuro. Foi essa aposta, aliás, que levou as bolsas americanas a alcançarem novos recordes ao longo do mês passado.

A “paciência” de Powell levou o mercado a recalibrar suas apostas. Como o juro mais alto nos EUA tende a atrair o dinheiro que estava em outros mercados para a terra de Donald Trump.

Esse movimento fortalece o dólar, que voltou a encostar no patamar de R$ 3,96 aqui no Brasil. Ativos de risco como a bolsa também são prejudicados com a perspectiva de manutenção dos juros americanos.

O que pode reverter esse quadro por aqui é o andamento da reforma da Previdência, que só deve ter novidades a partir da próxima semana, com a abertura dos trabalhos da comissão especial da Câmara. O Victor Aguiar acompanhou a volta dos investidores do feriado e conta tudo para você.

Recebendo os calouros

O Ibovespa divulgou hoje sua lista de aprovados para compor a carteira de maio a agosto deste ano, e na fila dos calouros estão duas ações: a aérea Azul e resseguradora IRB. A partir da próxima semana, o principal índice da bolsa passará a contar com 66 ativos de 63 empresas. Nesta matéria do Fernando Pivetti você confere todos os detalhes de quem entra e também quem sai do IBOV, além do peso de cada ação no índice geral.

Liberal, eu?

Parece que Bolsonaro está cada vez mais caindo nas graças das ideias liberais de Paulo Guedes. Em seu discurso para o Dia do Trabalho, o presidente abandonou o clássico tema da proteção aos trabalhadores e usou um tom mais enfático para reafirmar a intenção do governo de reduzir cada vez mais a participação do Estado nas questões econômicas. O Edu Campos acompanhou a transmissão e trouxe para você esta análise das palavras do capitão.

Atrasados no ENEM, ops, no IR

Seja no vestibular, no vencimento das contas ou na declaração do IR, alguém sempre vai chegar atrasado. Se você por acaso não conseguiu declarar seu Imposto de Renda a tempo neste ano, saiba que não precisa fazer como aqueles clássicos vídeos de estudantes chorando porque perderam a prova do ENEM. A Jasmine Olga preparou esta matéria com tudo o que você precisa saber para resolver esse problema da melhor forma possível.

Pra cego ver

A manutenção dos juros nos EUA está longe de ser o único ponto de atenção para os investidores. Lá fora temos o impasse comercial entre EUA e China, a guerra declarada pelo poder na Venezuela e o gigante nó em torno do Brexit. Aqui no Brasil, temos as desconfianças sobre o futuro da nossa economia enquanto a reforma da Previdência e outros ajustes fiscais não passam pelo Congresso. Com tudo isso, o investidor brasileiro vive uma situação, como diz a linguagem popular, de “cego em tiroteio”. A nossa colunista Angela Bittencourt acompanha de perto (e sem óculos) esse cenário e ajuda você a se guiar no meio de tanta incerteza.

Vegano (e rico)

Lá perto de casa abriu não faz muito tempo um “açougue vegano”. Não sou adepto da prática, mas sempre que passo em frente reparo que o movimento na pequena loja não para. Mas a prova do potencial desse mercado não veio da minha esquina, e sim dos EUA, com a produtora de comida vegana Beyond Meat. Depois de levantar mais de US$ 240 milhões ao abrir o capital na bolsa, as ações da empresa quase triplicaram de valor só no primeiro dia de negociação. A Bruna Furlani, recém-chegada das suas merecidas férias, traz para você os detalhes do primeiro pregão da Beyond.

Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.

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