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Vinícius Pinheiro
O melhor do Seu Dinheiro
Vinícius Pinheiro
2019-11-06T20:15:40-03:00
Seu Dinheiro na sua noite

A vida da Petrobras depois do pré-sal

6 de novembro de 2019
20:15
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O mercado gosta de risco, mas não gosta de incerteza. Quem me disse essa frase foi um experiente operador da bolsa logo que eu comecei a cobrir o sobe e desce das ações.

O jovem repórter (bons tempos…) custou um pouco a entender a diferença. Ambos os conceitos estão intrinsecamente ligados: quanto menor a incerteza, maior a propensão dos investidores a tomar riscos.

As ações da Petrobras demonstraram ao vivo no pregão de hoje da B3 como funciona essa calibragem entre risco e incerteza na bolsa.

A estatal era a favorita para arrematar as áreas do pré-sal no megaleilão de hoje. Inclusive porque já opera no local e havia indicado a intenção de participar dos campos de Búzios e Itapu com uma participação mínima de 30% no consórcio vencedor.

A incerteza aumentou subitamente, porém, quando saiu o resultado dos dois primeiros campos. Quase todas as empresas estrangeiras deram um bolo no leilão e a Petrobras não ficou com 30%, mas com 90% da área de Búzios e com 100% de Itapu.

Trocando em números, a empresa se comprometeu a assinar um cheque de R$ 63,1 bilhões para explorar as áreas.

Sem saber o que aconteceria com os outros dois blocos em disputa, os investidores correram para vender as ações da Petrobras, que chegaram a cair mais de 5% na mínima do dia.

Minutos mais tarde, porém, quando saiu a confirmação de que a companhia não fez proposta pelas demais áreas, houve uma nova recalibragem entre risco e incerteza. Resultado: as ações voltaram a ser negociadas perto da estabilidade.

Passado o susto do pregão, você deve estar se perguntando: e agora, como fica a vida da Petrobras depois do leilão do pré-sal? Quem traz a resposta é o Victor Aguiar nesta análise que vale a pena a leitura.

A falta que ele faz

O leilão da cessão onerosa representava muito mais do que a nova era do pré-sal ou até mesmo os bilhões embolsados pelo governo. Para os investidores, o processo poderia escancarar de vez as portas para os estrangeiros voltarem para a economia brasileira. Foi justamente a quebra dessa expectativa que fez o dólar disparar no pregão de hoje. A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 4,08, em alta de 2,23%. Confira na nossa cobertura como o leilão do pré-sal mexeu com o mercado.

A falta que ele faz (2)

O leilão do pré-sal marcou mais uma frustração com a entrada do capital estrangeiro no país. Ao que tudo indica, essa história de fuga dos gringos é algo mais estrutural do que se imagina. Basta olharmos para os resultados do fluxo cambial deste ano. Mês após mês, 2019 vai confirmando a maior saída anual de dólares desde 1982. O Eduardo Campos trouxe os dados completos e faz uma análise especial sobre a situação do entra e sai de dólares no país.

Enquanto isso, em Brasília…

Foi no Senado Federal que as notícias positivas da quarta-feira se concentraram. A Comissão de Constituição e Justiça da Casa aprovou o parecer da chamada PEC paralela, que faz adendos à reforma da Previdência. Na prática, o projeto abre espaço para a inclusão dos funcionários de Estados e municípios, que foram retirados durante a tramitação na Câmara. A proposta agora vai ao plenário e pode ser votada em primeiro turno ainda hoje. Confira os detalhes de como ficou o texto.

Uma ação para comprar

A indicação é do Santander e vale para quem está em busca de diversificação da carteira. Analistas do banco apostam as suas fichas nas ações da JSL, que ostentam uma alta de mais de 200% neste ano. Na conta do otimismo jogam a favor os detalhes da reestruturação recente promovida pela empresa, o que permite aos analistas acreditarem em uma valorização ainda maior dos papéis na bolsa. Confira tudo o que o Santander tem a dizer sobre a JSL nesta matéria.

É bolsa que eu quero

O gringo pode até não vir para a bolsa, mas o gestor brasileiro está mergulhando cada vez mais fundo no mar da renda variável. Prova disso é os resultados de um estudo feito pela Economatica que mostram um volume recorde de posicionamento de fundos brasileiros em bolsa. Para você ter uma ideia, somente em 2019 foram aplicados quase R$ 90 bilhões em ações. Nesta matéria você confere todos os dados do levantamento.

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